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Dizimistas Obrigatórios

Carlos Mello

09.06.2016

Dizimistas Obrigatórios

Com a aprovação de mais uma vantagem para as crendices religiosas, o Senado aprovou nesta semana, com 57 votos favoráveis e NENHUM contrário, a proposta apresentada pelo pastor senador Marcelo Crivella, que isenta as igrejas do pagamento de IPTU para os imóveis alugados pelos espertos pastores. Ou seja, mais uma conta para que os outros pagarem por eles.

O Custo do governo, ou desgoverno conforme a ótica, é altíssimo devido aos privilégios do feudalismo (funcionalismo) público sustentado pela plebe, e também devido à enorme corrupção que existe principalmente nas empresas estatais, é dividido entre todos os brasileiros, ou pelo menos deveria ser assim.

Ocorre que essa divisão tem exceções, são ilhotas de privilegiados que gozam de isenções fiscais, que nada mais é do que os de fora pagarem a mais para estas ilhas existirem, em outras palavras: Quem paga imposto, paga também, querendo, concordando ou não, para grupos que os políticos escolhem. Entre estas preferencias politicas estão as Igrejas, mesmo que até as sombras das árvores saibam que 90% delas são pura picaretagem.

Poucos são os seres pensantes que se dão conta que todos os brasileiros são dizimistas forçados mantendo que mantêm todas as matizes de crendices religiosas como a Católica, Protestante, Umbandista, etc. Os políticos e autoridades, que deveriam zelar pelo que diz a constituição em seu artigo 19, que proíbe o governo de subvencionar qualquer religião, são simplesmente cegos para a realidade forçando a todos contribuírem para o que a maioria certamente não concordaria.

A realidade mostra que, depois do narcotráfico, as igrejas são o negócio mais lucrativo. Fora o monopólio que o Estado concede aos criminosos para comercializarem as drogas, as instituições religiosas contam com vantagens exclusivas como: Serem legalizadas; Não serem incomodadas pela polícia; Não pagarem qualquer imposto: O Estado fecha os olhos covardemente para seus escandalosos estelionatos e práticas de curandeirismo que extorquem as pessoas mais humildes.

Também o Estado é míope em não enxergar que as religiões, especialmente as pentecostais, funcionam como empresas comerciais, fazem quase nenhum trabalho assistencial, se fazem algo é apenas um verniz para esconder a realidade de seus donos estarem enriquecendo pessoalmente e praticamente agindo como pastores ostentação, e para isto não poupam mostrar carrões, fazendas, aviões, jóias, compra de espaços nas TVs (quando não compram a própria TV), rádios e outras mídias, tornando uma piada a ideia de que são ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS.

Também devido a nenhuma prestação de contas, muitas são na verdade lavanderias de dinheiro sujo. E financiadoras das bancadas religiosas, que ferem o laicismo do Estado e defendem somente seus interesses.

O brasil deveria assumir então que não é laico, que é uma pseudo democracia, quase uma teocracia. Pois inexistem motivos para privilegiar grupos de estelionatários da fé, e ainda sem precisar prestar contas. As igrejas deveria receber o mesmo tratamento ético como as demais instituições, o Estado deveria se abster de financiar crendices da época das cavernas em pleno século 21 forçando a todos participarem.


Tags: Carlos Mello, artigo, coluna


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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