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Proclamação da República - O Rio Grande do Sul saiu na frente.

Carlos Mello

10.11.2016

Proclamação da República - O Rio Grande do Sul saiu na frente.

“Devemos ser os primeiros a proclamar a independência desta província, a qual fica desligada das demais do Império, e forma um estado livre e independente, com o título de República Rio-grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará competentemente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: viva a República Rio-grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!”

Estas palavras são de Antônio de Sousa Neto, coronel-comandante da 1ª brigada em Campo dos Menezes na data de 11 de setembro de 1836, e proclamou duas coisas:

A Independência do Rio Grande do Sul e a República.

Infelizmente acabamos não conquistando nenhuma delas.

O brasil, vergonhosamente, comprou sua independência de Portugal por intermédio de um empréstimo britânico de 2 milhões de libras esterlinas, onde 1,4 milhões era para pagar a dívida externa de Portugal com a Inglaterra e o resto chegou aos cofres da monarquia portuguesa.

Com essa transação comercial o brasil imitou Portugal e colonizou outras regiões num molde pior de quando era explorado por Portugal.

Nós gaúchos perdemos a guerra com o relógio da evolução nos levando para trás, voltamos a ser uma ridícula monarquia e também novamente uma colônia do brasil.

A ridícula monarquia, que foi a causa de iniciarmos mal esta colônia (é só compararmos com o EUA pra ver a diferença) foi derrubada em novembro de 1889.

Ou seja:

Esta data de proclamação da republiqueta brasileira é uma imitação retardada do que fizemos mais de meio século antes. O brasil se deu conta que a República era melhor que uma monarquia somente em 15 Novembro de 1889, quando a proclamaram.

E atualmente várias regiões colonizadas pelo brasil, especialmente as do Sul, estão se dando conta de que também tínhamos razão quanto ao Separatismo, só que desta vez com um retardo de 180 anos.

Parabéns brasil, por fazer o já tínhamos feito cinquenta e três anos antes.


Tags: Carlos Mello, artigo, coluna


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • Frederico Lima de Vasconcelos (11.11.2016 | 10.48)
    Alguém achar que a república é melhor do que a monarquia parlamentarista, certamente não estudou História do Brasil. Basta comparar a Monarquia Parlamentarista do Brasil com a república brasileira e verá o desastre que foi o golpe republicano. Para começar, a república não foi desejo do povo. A prova disso é que um mês depois do golpe, o Deodoro assinou o Decreto 85A para prender monarquistas, fechar jornais, proibir livros. Floriano Peixoto, em quatro anos de governo, teve que matar monarquistas no RS (Degola), em SC (Contestado) e na BA (Canudos), fora as guerras entre Exército e Marinha. Na Monarquia, houve apenas a Constituição de 1824, que durou 60 anos num país estável, com eleições livres e regulares, liberdade de imprensa (havia até partido republicano livre e críticas em jornais contra o D. Pedro II). Houve inflação na casa de 1,50% por quase 60 anos. Na república golpista e instável já temos 7 constituições, 8 moedas desvalorizadas, inflação altíssima, instabilidade jurídica e política. A primeira favela nasceu depois de oito anos do golpe republicano. Na república, o Congresso ficou fechado durante 9 anos na era de Getúlio Vargas. E já houve ditadura militar por 20 anos. Na verdade, o termo república é usado majoritariamente para nomear países ditatoriais ou atrasados: República de Cuba, República do Iraque, República Bolivariana da Venezuela, República Popular da China, Ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e outras tantas repúblicas bananeiras da América Latina, África e Ásia.
  • Resposta do Colunista:

    Frederico, ficar sonhando com reizinhos, coroas, dinastias, tronos e cortes em pleno século 21 e ainda dizer que os outros tem que estudar história só pode ser piada, vou considerar como uma ironia.

    Se é para comparar então que seja com os EUA que iniciaram com o sistema republicano, que é baseado no princípio da competência, enquanto nós iniciamos com um sistema ultrapassado, baseado em privilégios hereditários e em glamourização da esperteza.

    Enquanto os EUA estavam conquistando o Oeste estendendo estradas e ferrovias se preparando para ser a maior potencia do planeta, aqui tinha um risível imperador que caçava borboletas.

    E essa de dizer que a proclamação da república foi “um górpi” é outra piada, já que naquela época nem existia este conceito e por isto 99% das nações fizeram igual.  “Górpi” é uma família de espertos achar que é dona de uma nação, e pior ainda é existir capachos que apoiam estas excrescências da idade média.

    Usar problemas como várias constituições e moedas, inflação e instabilidades, imagina com um monarca achando que é um predestinado porque nasceu de “sangue azul”. Seria bem pior. Fora que tudo isto foi exatamente por ter iniciado muito mal com uma mofada monarquia, e ainda portuguesa, que era a pior da Europa. Novamente compara com os EUA.

    Tivemos ditadura por 20 anos e a TIRAMOS. Esta é a grande diferença, se pode RETIRAR, e mesmo assim na ditadura houve troca de presidentes. Se fosse monarquia seria algum eternizado.

    O termo república se refere a um sistema e não a uma situação econômica. Monarquia se refere a um enfeite meramente decorativo em alguns países como a Inglaterra e Japão, não tem qualquer poder, são parasitas que servem para exatamente NADA. E por isto que existe a frase “só pra inglês ver”.

    E onde monarquias governam de verdade significa o que de mais atrasado existe no mundo como Antígua; Barbados; Botswana; Brunei; Butão; Catar, Camarões; Camboja; Dominica; Gâmbia; Jordania; Lesoto; Suazilândia; Tailandia; Tonga e outros. Até os endinheirados Arábia Saudita, Bahrain, Omã e Qatar. Todos do 5º mundo.

    Obrigado pela participação e pelo conselho de ter que estudar mais história, vou fazer, principalmente a parte que fala de bobos da corte que achei que não mais existiam.

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