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A interessante Ilha Ellis (Ellis Island – New York)

Carlos Mello

14.07.2017

A interessante Ilha Ellis (Ellis Island – New York)

Quem vai a Nova Iorque dificilmente deixa de visitar a Estátua da Liberdade, que fica na Liberty Island, ao sul da ilha de Manhattan, na foz do Rio Hudson.

Junto com os pacotes turísticos tem uma visita a um ilha que fica próximo, é conhecida como a Ilha da imigração que tem uma história interessantíssima.

Na chegada chama atenção os desenhos nas paredes dos antigos alojamentos de imigrantes com suas volumosas roupas cinzas ou pretas, as mulheres todas com panos na cabeça.

Esta ilha era um centro de triagem para os europeus que chegavam esperançosos por liberdade religiosa, republicanismo, trabalho e chance de uma vida melhor, tudo que não existia ou era incipiente na Europa no início do século 20, pois aquele continente estava recém saindo de explosões revolucionárias, findando regimes monárquicos intolerantes e suas perseguições religiosas, falta de liberdades e principalmente procuravam esperança.

Os EUA, ao contrário da Europa socializada, já era um república baseada na meritocracia, no capitalismo, que mesmo com seus erros era muitíssimo melhor que as experiências europeias.

Nesta ilha os imigrantes, ou candidatos a tal, que entravam nos EUA por Nova York, passavam por um exame médico e eram interrogados, muitas vezes por funcionários que não sabiam falar a língua deles, com uma aprovação de 92%.

Os não aprovados eram os suspeitos de alguma doença transmissível, que ficavam em quarentena por até três meses e não apresentavam melhora, ou pessoas consideradas potenciais ônus para o Estado. Por isto também é conhecida também como Ilha das Lágrimas (The Island of Tears).

No retorno desses rejeitados era altíssimo o nível de suicídios.

Até 1954 os imigrantes chegavam depois de viajarem em navios a vapor por até três meses da Europa. Dali estas pessoas eram distribuídas para todo território americano, principalmente para os menos habitados.

A primeira imigrante a passar por lá foi Annie Moore, uma menina de apenas 15 anos.

Estima-se que 12 milhões de pessoas chegaram a passar por ali. Impressionante saber que existem essa quantidade de histórias saídas de um só lugar.

Atualmente a ilha é um grande museu onde tem todas as informações, com muitos pertences, roupas, malas, sapatos e muitas imagens mostrando rostos esperançosos, e também tristes, finalizando uma árdua jornada em busca do “American dream que era impossível de ser alcançado em seus países de origem.

Tudo nesta ilha é interessante, desde a origem de seu nome, seus usos pelo governo, até o burocracia que faz esta ilha pertencer ao mesmo tempo aos Estados de New York e New Jersey, sem contar na maravilhosa visão do sul da Ilha de Manhattan e de seus arranha-céus

É uma imperdível aula de história, não só americana como da humanidade e sua jornada em direção a formar a maior e mais invejada nação deste planeta.


Tags: Carlos Mello, artigo, coluna


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




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