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A monarquia nunca acabou no Brasil.

Carlos Mello

21.06.2018

A monarquia nunca acabou no Brasil.

Monarquia é um sistema anacrônico que já fez parte da história humana, provavelmente foi um retrocesso na antiguidade quando líderes eram os mais fortes, mais capazes, que possuíssem mais méritos para defender e liderar seu grupo, ou seja: Os mais competentes, e então apareceu algum esperto e mudou a meritocracia alterando de Competência para Descendência. E assim esse sistema, que sempre foi nefasto, durou séculos.

Atualmente a monarquia é uma ideia repulsiva, um “poder” carnavalesco que, em pleno século 21, só é defendido por bobos da corte com profundo complexo de inferioridade, um insulto à dignidade humana.

Ainda assim, em alguns países este sistema é mantido como um “Faz de Conta”, são parasitas que servem somente para atrair turistas de mau gosto.

Mas aqui conseguiram fazer o contrário. Aqui criaram uma República de Faz de Conta.

Isto porque quando acabaram com o ridículo sistema monárquico, em 1889, mantiveram na íntegra a herança de concentração de poderes, da maldição dos privilégios, da atuação perdulária dos gastos públicos, das concessões de benesses para amigos do sistema.

Os políticos, quando da criação da República, não tiveram inteligência para vislumbrar o que devia ter sido feito e os atuais, junto com altos funcionários públicos, não Exercem uma República e muito menos o uma Democracia e, assim espertamente, se locupletam deste erro histórico utilizando um sequestro das leis e dos cofres públicos em seu favor, tornando o povo vítima de uma armadilha sem chance de ser alterada.

A realidade é que atualmente, por meios legais ou “democráticos” não existe a mínima chance de alguma eleição alterar o atual sistema federativo. NUNCA vai aparecer alguma proposta de acabar com esta fracassada América Portuguesa chamada brasil. (brasil em minúscula mesmo).

O fracasso se mostra evidente depois de 500 anos, quando outros países com 200 anos já são de primeiro mundo.

Este naufrágio foi sendo produzido aos poucos, em etapas cada vez mais despudoradas.

Iniciou quando tivemos o azar de isto aqui ter sido descoberto e colonizado pelo povo mais atrasado e ignorante do Continente Europeu da época, pois todos os lugares que colonizaram saiu nada de boa qualidade, todos de 3ª categoria, ou terceiro mundo.

Continuou, e continua, com a criação de castas intocáveis no serviço público, que é a esperteza de uma elite de parasitas sustentados por vassalos e servos aculturados.

Depois foi piorando quando o povo inculto aceitou que estas castas dominassem os poderes, assim simplesmente substituindo o que antes era de uma família de nobres para famílias de “coronéis”, onde o nordeste é o maior exemplo.

Foi piorando com a ampliação e legalização dos “direitos adquiridos”; “Estabilidade em funções públicas” e “Foro privilegiado” para os intocáveis Brâmanes tupiniquins.

Conseguiram piorar quando criaram a obrigação de analfabetos votarem, aumentando a base ignorante da população, simplesmente porque é interessante para os populistas.

Em épocas mais atuais aceitamos bovinamente que os políticos se autoconcedessem a prerrogativa de escolherem os próprios salários e criassem absurdos privilégios, únicos no mundo civilizado, como Auxílio-moradia; Auxilio-escola, Passagens aéreas; Salário aluguel; Despesas médicas ilimitadas; Ajudas de custo; Super aposentadorias ... a lista é grande. Deviam serem presos somente em dar estas ideias.

Atualmente aceitamos sustentar um Estado IMENSO onde predomina uma densidade funcional caríssima que engessa a economia com 149 empresas estatais federais (tem mais as estaduais), que refletem o absurdo de as aposentadorias do setor público custarem mais de 30 vezes a do setor privado.

Os cargos de comando, como os ministérios, passaram a serem escolhidos não por competência, mas para troca de favores e verbas entre partidos.

Não reclamamos quando nos humilharam, igual se faz a povo vencido, desarmando a população de bem sem qualquer consulta, e quando a fizeram desrespeitaram completamente a nossa soberania.

Assistimos passivamente aquelas viagens com aviões da FAB (que nem deveria ter aviões executivos); Aquelas “palestras” de um analfabeto mais bem pagas do mundo; Aquelas imensas e esbanjadoras comitivas da presidente; Aqueles carros oficiais sempre novos; Aqueles estádios e obras superfaturadas, etc, etc, etc.

Poucos seres pensantes por aqui se dão conta da sórdida desproporcionalidade de representatividade dos Estados (Na verdade Nações colonizadas) na casas legislativas da Câmara e Senado, onde o voto de um acreano vale mais de cem de um paulista, tirando completamente a legitimidade republicana onde cada eleitor deveria valer um voto.

Conseguiram achatar mais ainda a já anêmica democracia quando tiraram a opção de escolhermos em quem se queira votar para sermos obrigados a votar nos indicados por gangs partidárias, proibindo candidaturas livres.

Assumimos sermos um povinho, que se preocupa mais com futebol, carnaval, músicas de 5ª categoria e crendices religiosas, ao sermos esbofeteados em assistir o governo dizer que não tem como baixar impostos, que é exatamente o mesmo que dizer que não é possível reduzir os privilégios. O que dá uma triste veracidade à letra do hino de minha pátria que diz “povo que não tem virtude acaba por ser escravo”.

Aceleramos nossa queda lareira abaixo quando assistimos o Êxodo das nossas melhores cabeças indo embora para outros países, ou sonhando com isso, enquanto o que vem para cá são o que de pior existe no mundo. 

A lista é grande.

Mas este resumo mostra que mantemos o mesmo feudal sistema antirrepublicano, e também antidemocrático, de castas à custa dos Sudras ignaros da sociedade pagando altíssimos impostos.

Resumindo:

Não existe, nem existirá, algum político que sequer aborde o que realmente interessa a 99% da sociedade.

O que existe são de alguns abordarem uma ou outra mazela, mas sempre limitadas para não atingir seu Status Quo de Luxo, carros, viagens, altos salários e super aposentadorias.

Sorte deles existir um povo ignorante como esse da América Portuguesa.

Como está NÃO EXISTE SAÍDA.

Quem sabe mais 500 anos.


Tags: Carlos Mello, artigo, coluna


Carlos Mello é formado em Economia pela UFRGS, trabalha com Avaliações Financeiras e Cálculos Periciais. Reside em Porto Alegre.

Email: carlosmello@ufrgs.br
Telefone: (51) 99113-2232




Opinião do internauta

  • Roberto Henry Ebelt (27.06.2018 | 09.27)
    E ainda assim mantemos a esperança que, com o tempo, tudo vai melhorar. Abutres e feras raivosas não abandonam a carniça se não for pela força.
  • Resposta do Colunista:

    Pois amigo Henry, discordo que ainda mantemos alguma esperança.

    Difícil achar alguém que acredite em alguma alteração do atual quadro, alguma pouca coisa poderia melhorar trocando completamente os políticos, mas além de isto nunca acontecer, eles alterariam muito pouco.

    E a prova é que se perguntares para os seres pensantes, os de primeira qualidade, desta coisa chamada brasil, se pudessem ir embora, vais levar um susto, pois quanto mais inteligentes maior será o percentual com desejo de fugir daqui, ou se não puderem, de pelo menos sonham em mandar os filhos embora.

     

    Quanto a segunda parte da tua colocação, sobre “Abutres e feras raivosas não abandonarem a carniça se não for pela força.” Concordo completamente.

    E pior é existir quem defenda estes abutres, estes sindicalistas, estes esquerdistas parasitas que adoram viver à custa de impostos.

    Não é sem pensar que os socialistas querem impedir a população de se defender apoiando o desarmamento.

     

    Abraço e obrigado pela participação.

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