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Grêmio perde por falta de ataque

Ilgo Wink

23.09.2011

Grêmio perde por falta de ataque

A pobreza ofensiva do Grêmio é a maior responsável por essa derrota ridícula para o Botafogo. O time carioca estava pedindo para perder, e perder de goleada. Durante a maior parte do tempo o Grêmio teve o controle do jogo, dominou o meio de campo e chegou com facilidade na frente.

O Grêmio foi como as ondas do mar, que avançam com força, levando tudo pela frente, para acabar minguando na areia. O Grêmio murchou quando chegou na grande área do Botafogo.

André Lima, que cresceu um pouco com a entrada de Júlio César, voltou à sua cruel realidade de centroavante limitado, cuja maior virtude parece ser como zagueiro nas cobranças de escanteio na área gremista. André Lima sem dois laterais (ele deve sentir uma bruta saudade do Jonas) que metam bola na área a todo instante é uma calamidade como centroavante. Brandão, com menos tempo de jogo, já fez mais do que ele.

Se Roth não pipocar, Brandão começa o próximo jogo.

Agora, no tópico anterior, eu destaquei a falta que Júlio César faria. Esse rapaz, o Bruno Colaço, é um jogador limitado. Ele até marca bem, é esforçado, mas ofensivamente ele é fraco. O Grêmio sentiu muito a falta de Júlio César.

E também a de Mário Fernandes (a seleção brasileira comprovadamente faz mal para alguns jogadores). Mário em nenhum momento tentou a jogada individual quando nas proximidades da área, e essa é uma forte característica sua. Foi burocrático, indiferente. Não ousou.

Outro que jogou como se fosse um escriturário foi o Escudero. Normalmente, ele pega a bola e parte pra cima. Em meia dúzia de vezes ele chegou a dois metros da área e em vez de tentar o drible até pra cavar um pênalti ou uma falta optou para abrir a jogada para Colaço. Quer dizer, Escudero se escondeu, não teve coragem para arriscar.

Roth errou ao mante-lo em campo, preferindo sacar Maquinhos.

Um dos raros lances de ousadia e criatividade foi protagonizado por Douglas, no final do primeiro tempo, quando ele pegou a bola em frente a grande área, tocou na frente e foi derrubado. Lance pra cartão amarelo que o juiz manteve no bolso. Douglas foi o que mais ousou, mais arriscou. Mas ele sozinho não ganha jogo.

Celso Roth fez a sua parte. O Grêmio teve o jogo sob controle. A marcação foi boa, Victor quase não trabalhou. O time chegou com facilidade na frente. Mais do que isso um técnico não pode fazer. Por exemplo, tem como André Lima ser mais do que é? Colaço jogar mais do que joga? Escudero ser mais objetivo e preciso nos passes?

Perder faz parte, mas perder com gol de Loco Abreu?

Por fim, repito o que escrevi durante o jogo no twitter: o ataque (ou a falta dele) já derrubou Renato, derrubou Julinho e agora pode derrubar até o Celso Roth.

Só não derruba o responsável maior por tudo isso.


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: botecodoilgo.com.br.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink



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