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E se fossem os titulares do Inter?

Ilgo Wink

05.02.2012

E se fossem os titulares do Inter?

Se contra a baba colorada (tem jogador ali que eu nunca ouvi falar) foi essa dificuldade, imagino como teria sido contra o time titular do Inter.

E só de imaginar sinto calafrios.

Há algum tempo venho dizendo que o Grêmio tem seis titulares. Hoje, perdeu dois ainda no primeiro tempo. Até a saída de Mário Fernandes e Júlio César o Grêmio até que dava para o gasto. Era melhor, superior, como era de se esperar. Era obrigação.

Aí, ao ficar com quatro titulares em campo, equilíbrio no jogo. A baba vermelha começou a ameaçar o empate. Nos segundos em que escrevia no twitter que o Inter estava na iminência de marcar, gol. De cabeça, pra manter a rotina. E do Bolívar.

Admito que Leandro Vuaden contribuiu. O Josimar mereceu levar o segundo amarelo e a expulsão. Vuaden deixou passar. Jackson fez todo tipo de falta, e saiu de campo sem ser advertido. O carrinho no Mário Fernandes foi coisa de criminoso.

Vuaden segue invicto em Gre-Nal.

Confesso que saí do jogo deprimido. Contra o São Luiz, escrevi que fiquei triste e desanimado. Hoje, começo a entrar em depressão profunda.

Se o time já é fraquinho com seis titulares, como será sem os dois laterais que sairam lesionados? Prevejo vexame no Gauchão.

Agora, uma pausa para defender o treinador. Caio Jr perdeu dois jogadores ainda no primeiro tempo. No segundo, só tinha uma substituição. Marquinhos ou Marco Antônio. Os dois estavam jogando um futebolzinho varzeano. Marquinhos apenas mais participativo, mas já cansado. Marco Antônio omisso.

Caio Jr fez o que estava ao seu alcance.

E os jogadores? A dupla de área esteve bem, não comprometeu. Fiquei preocupado com um lance bobo na área em que o Naldo saltou e ergueu um braço para tapear a bola (metade do segundo tempo mais ou menos), louco pra cometer pênalti.

Fernando foi disparado o melhor do time e do jogo.

Na frente, Marcelo Moreno está correspondendo plenamente. Já o Kleber…

Kleber, por enquanto, só me faz sentir saudade do Jonas. Muita briga, muito entrechoque e pouco futebol.

Pode ser que ele tenha jogado preocupado com essa história lamentável de agressão à esposa. Aliás, estranho que essa história tenha surgido só hoje, quando o fato ocorreu dia 28 de janeiro, segundo se divulga. De qualquer modo, ele terá de responder. Eu me lembro que ele dava entrevistas antes de vir que tinha como objetivo principal na vida ficar perto da família. E agora isso.

Quando a fase é ruim acontece todo tipo de coisa. Desde a lesão dos melhores até um fato deplorável como esse envolvendo jogador contratado por salário milionário.

Já Marquinhos e Marco Antônio saíram ilesos da partida. Nem um arranhãozinho.

O empate foi trágico. Foi como uma derrota. Nem tanto pela situação na tabela, mas principalmente porque o time titular do Grêmio não teve futebol para vencer os reservas colorados. E isso é deprimente.

Por outro lado, é positivo: faz a direção mobilizar-se ainda mais para reforçar a equipe, que a cada jogo se mostra insuficiente até para disputar o Gauchão.

Urgente: dois meio campistas titulares (soube que Elias, do Sporting, está cotado) e um zagueiraço. No mínimo.

O problema é que Caio Jr pode cair antes de receber os reforços que precisa.


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: botecodoilgo.com.br.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink



Opinião do internauta

  • marcos (08.02.2012 | 17.24)
    Caro ILGO, Boa Tarde Venho acompanhando suas manifestações nesta página e vejo todo seu sentimento tricolor que desponta. O mesmo que o meu sentimento. Mas o que se constata no âmbito administrativo do clube é desalentador. Tenho a sensação que enquanto tivermos um presidente mais preocupado na careira politica, devendo para isso ser a estrela mais fulgurante da Azenha, concluo que o futuro não nos reserva qualquer possibilidade de sucesso nos gramados. E o pior que já tivemos exemplos, em casa e no próprio co-irmão e arqui-rival, que enquanto mantinha uma administração mediocre e interessada apenas no sucesso individual, quase foi para a segunda divisão. Lembras? Enquanto o clube do Beira-Rio da exemplos de administração profissional, pelo menos em relação ao futebol, nosso clube da Azenha, entra ano e sai ano, mantem-se na mesma falta de perspectiva que já nos acompanha a tempos. Basta ver a escassez de títulos. Nestes últimos dias, na nossa paroquial rivalidade, enquanto nosso presidente discursava acerca de Copa das Confederações, Arena, etc., o clube do Beira-Rio contratava jogadores e prepara-se para mais uma Libertadores, graças a nossa incompetência em não mantermos, pelo menos o empate, no último grenal do ano passado. Muita coisa vai ter que melhorar, e de preferência que comece por cima. Abraços marcos
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