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A dura realidade gremista e a gangorra emperrada

Ilgo Wink

07.06.2015

A dura realidade gremista e a gangorra emperrada

Alertei sobre a ‘revolução’ que Roger estava fazendo no Grêmio, segundo li no jornal ZH logo após a alentadora vitória sobre o Corinthians. Digo estava porque quero ver o que vão dizer  aqueles ‘especialistas’ que viram em Roger Machado capacidade de transformar água em vinho em poucos dias de trabalho.

Não existe milagre no futebol. É fato comprovado cientificamente que existe, isto sim, os deuses do futebol. Se alguém duvida é só ir ao Beira-Rio, onde pelo jeito estão morando.

Mas milagre mesmo ainda não vi. O mais próximo de milagre no Grêmio, nos últimos cinco anos, foi protagonizado por Renato ‘São Portaluppi’, quando ele conseguiu fazer Douglas jogar tanto a ponto de ser convocado à Seleção. Sem contar outros que nada jogavam e que de repente, como num passe de mágica, começaram a jogar. Mas é melhor não falar de Renato, que, segundo alguns, em especial colorados invejosos e revanchistas, nem treinador é.

O assunto é Roger. Pois Roger não é mágico. Qualquer gremista de qualquer ponto do planeta, e até algum extraterreste que esteja entre nós, sabe que o Grêmio ‘malimal’ tem um time para disputar vaga na Sul-Americana.

Além de ter um time titular que não convence e não assusta ninguém, apesar do bom desempenho contra o Corinthians, o Grêmio sofre com a falta de reservas suficientes para encarar uma campanha tão longa e desgastante como o Brasileirão, e ainda com a Copa do Brasil em paralelo.

O que se viu sábado, em SP, foi um técnico desesperado à beira do gramado, se desdobrando para acertar a marcação e o posicionamento com a bola andando. Os ouvidos mais sensíveis não curtem treinador assim, gritão. Eu acho importante esse temperamento sanguíneo, dentro e fora do campo de jogo, principalmente dentro.

E também nesse aspecto o Grêmio está sofrendo. Enquanto Roger vibra e tenta jogar com o time – o que em Felipão era um defeito grave para os anti-scolaristas -, o que se viu no Morumbi um time como um todo por vezes apático. Não adianta meia dúzia pegar junto enquanto outra parte da equipe não doa mais de si em favor do coletivo.

Os últimos minutos foram deprimentes. Todos devem lembrar o lance em que Braian Rodriguez corria de um lado para outro para roubar a bola, até que ele parou um segundo para cobrar o mesmo empenho dos jogadores mais próximos. Era o momento de ir para cima com tudo, sem medo, porque o SP vencia por 2 a 0.

Nesse aspecto, me parece que faltou essa voz ativa e forte do homem à beira do gramado. Não sei se Roger cobrou mais garra e vibração de sua equipe para interromper o ‘olé’ do time paulista. Se ele, como o time, nada fez para conter aquele toque de bola humilhante, bem, aí minha preocupação aumenta.

O Grêmio já sofre com a falta de maior qualidade no time, em especial de um goleador com boa presença de área (Alecsandro me serve).

Agora, não se pode ficar assim: um dia o time vence, e tudo está bom; no jogo seguinte perde, e aí tudo não presta.

O time tem imperfeições. Roger conseguiu dar nova dinâmica ao time em dois jogos, mas não repetiu contra o São Paulo, que, afinal, jogando em casa, é normalmente favorito contra qualquer time.

Mesmo sem jogar grande coisa, o Grêmio perdeu por detalhe. O primeiro gol foi quase um acidente, uma infelicidade da zaga na bola aérea. O segundo gol foi um escândalo. Não houve pênalti. Marcelo Oliveira encolhe o braço na hora do cruzamento. Mais absurda que a marcação do juiz, que deve decidir na hora e tem outro ângulo de visão, é a opinião do comentarista de arbitragem Márcio Chagas, um gremista arrependido. Depois de ver e rever o lance, seguiu dizendo que foi pênalti.

Penso que ele, Chagas, insiste porque caso contrário não teria como explicar por que viu aqueles dois ‘pênaltis’ contra o Cruzeiro/RS, quando ele e outros luminares do apito gaudério vieram com aquela lorota de que o jogador, ao se jogar na frente do adversário para interceptar o cruzamento ou chute a gol, está assumindo o risco de ter a bola batendo em seu braço, configurando, então, pênalti. Ora, vão catar coquinhos.

Estou curioso para ver o que dirá Chagas num lance assim marcado contra o Inter. A favor do Inter e contra o Grêmio a gente já sabe como ele posiciona.

O Grêmio foi prejudicado pela arbitragem contra o São Paulo. Toda a imprensa paulista reconhece isso. Mas o maior prejuízo gremista foi causado pela limitação técnica do time. Não adianta a direção vir dizer que tem muita gente boa na base. Não tem. Tem alguns como o lateral Raul, que ninguém consegue entender por que não é testado, e se prefere improvisar um volante com pouca velocidade na lateral. Hoje está todo mundo dando pau no pobre Felipe Bastos.

A respeito de FB, lamentável a discussão entre ele e Luan para cobrar uma falta. Na próxima vez, que joguem uma moeda para cima, porque nenhum deles é sumidade em cobrança de falta. FB ganhou no grito, mas cobrou mal como normalmente acontece. Nada garante que Luan cobraria melhor.

Por fim, penso que Roger armou bem o time com o material disponível para o momento. Que culpa tem ele se Júnior, motivo de muito ranger de dentes contra Felipão, jogou um futebolzinho de quinta categoria. de novo. Esse rapaz surgiu muito bem, mas depois nunca mais repetiu as atuações iniciais.

Que culpa tem Roger se ele olha para o banco e vê como opções para melhorar o ataque o Vitinho, com aquele jeito de ‘o-que-é-que-eu-estou-fazendo-aqui’?

Se Vitinho não jogar nada, como parece ser o caso, estaremos diante de uma situação que vai exigir uma ‘CPI’ no futebol do Grêmio.

Vou parar por aqui porque minha coluna lombar está me fazendo sofrer, não tanto quanto o Grêmio e a posição da gangorra no RS, mas dói.

INTER

O Inter venceu o Coritiba até com facilidade. E não poderia mesmo ser de outro jeito. Estádio lotado e um time confiante, seguro de si.

O Coritiba até que lutou, mas caiu ao natural.

Foi uma bela festa em homenagem a Fernandão, um dos mais importantes jogadores da história do clube. A comparação com Falcão que andei lendo por aí atribuo apenas ao fato de ele ter morrido tão cedo e de forma tão trágica.

No Brasileirão, repito que vejo o Inter é um dos favoritos ao título. A gangorra emperrou com o Inter na parte de cima.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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