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Roger substitui mal e Grêmio só empata

Ilgo Wink

10.03.2016

Roger substitui mal e Grêmio só empata

Sempre que um treinador coloca dois centroavantes para reverter um resultado que está negativo é porque já não sabe o que fazer.

O técnico Roger Machado, na ânsia de buscar a vitória na parte final do segundo tempo, sacou Luan (este porque sentia dor muscular, o que afetou seu rendimento), Giuliano e Douglas. Nada menos do que o trio técnico e cerebral do time.

Em troca, entraram Bobô, Fernandinho e Henrique Almeida. Três atacantes órfãos de municiadores. Não ficou ninguém para articular nos minutos finais, quando o time argentino tomou conta do jogo, mas com pouca eficiência em termos de conclusão.

Erro de Roger Machado. Não é a primeira vez, aliás, que ele mostra dificuldade para fazer as substituições adequadas na hora adequada.

O raciocínio de Roger foi simplista demais. Quero ganhar, então empilho atacantes. Ora, não é por aí.

Ninguém tira de Roger o mérito de ter armado um belo time no Brasileirão.

Mas o futebol não vive do passado.

Roger tem crédito, mas um crédito que vai se esvaindo rapidamente com essa insistência de manter Douglas como pedra fundamental e ter Fernandinho como uma das principais alternativas mesmo sabendo que ele não resolveu nenhum jogo nos últimos tempos.

Difícil de entender também por que Lincoln é sempre esquecido, e contra o San Lorenzo sequer ficou no banco. A continuar assim Roger pode ficar marcado como o treinador que foi eliminado da Libertadores tendo um jovem talentoso como Lincoln preterido por experientes decadentes.

Talvez Roger veja em Lincoln um jogador mediano, sem condições de substituir Douglas. É um direito seu. O tempo dirá se ele está certo.

Agora, apesar de tudo, da frustração de empatar em casa com um time que nem é lá essas coisas, um time que em determinado momento do segundo tempo parecia morto, entendo que o Grêmio até mereceu vencer.

Ouvi um comentarista afirmar que o melhor do jogo para o Grêmio foi o empate, sugerindo que o San Lorenzo mereceu vencer.

O Grêmio teve duas bolas na trave e alguns lances de muito perigo na área do rival. O San Lorenzo chegou a pressionar, mas sem dar muito trabalho para Roger.  E essa pressão aconteceu por culpa de Roger, que perdeu o meio-campo.

Roger inventou o esquema ‘ressuscita morto’.

Nem tudo está perdido. Complicou a classificação, mas ela ainda é possível. Se tiver o time completo e descansado o Grêmio pode vencer fora.

Para isso, é preciso que a direção não repita o erro de escalar força máxima como fez contra o Inter sabendo que haveria um jogo fundamental pela Libertadores três dias depois.

Sei que a ideia era vencer o Grenal, mas a que custo? A paixão superou a razão.

Essa decisão custou a perda de Bolaños e hoje se viu também a de Luan, que se arrastou em campo até sair mais cedo.

Sobre o time, Geromel de novo o grande destaque, inclusive em função do chute na trave. Joga muito. Já tem gente pedindo sua convocação pra seleção. Coisa de colorado querendo desfalcar ainda mais o time, que não terá tão cedo Miller Bolaños, vítima de agressão no clássico.

No final, ouvi vaias. Mau sinal.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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