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Reforços do Grêmio e a República do Aipim

Ilgo Wink

05.01.2017

Reforços do Grêmio e a República do Aipim

Renato Portaluppi e Valdir Espinosa. Eu respeito essa dupla. Respeito mesmo. 

São dois gremistas, dois profissionais vencedores. 

Então, se eles indicam/aprovam Kayke, em princípio eu apoio, tento entender. É mais um jogador de trajetória opaca que o Grêmio tenta recuperar para o futebol mundial. A tendência é que se trata de uma aposta furada, mas no futebol tudo é possível, ou quase tudo (vou morrer sem entender a contratação de Vitinho, que Roger ainda colocou a jogar). Então, quem sabe Kayke mostra ao mundo um talento até hoje oculto?

Se Renato e Espinosa aprovam, quem sou eu pra questionar? 

Agora, mais difícil de engolir é esse novo Loco Abreu, o Raul Rodriguez, que o Grêmio tanto se esforçou para contratar.

Quando alguém (acho que foi um jornalista uruguaio) comparou esse jovem atacante do Racing ao Loco Abreu logo me veio à memória aquele lance em que o uruguaio, um dos piores centroavantes com griffe que vi jogar, enterrou o dedão direito no chão ao cobrar um pênalti no Olímpico. Outro Loco Abreu é demais pra mim que sobrevivi aos anos de chumbo para os gremistas (a década de 70), e à tardia internacionalização do Internacional.

Pode dar certo? Pode, claro. Assim como eu posso ganhar uma megasena a qualquer momento. 

Vou repetir o tenho escrito aqui e nos tempos do Correio do Povo: uruguaio (ou argentino) jovem e talentoso vai pra Europa, não fica aqui para o terceiro mundo usufruir. Se ele fosse bom de verdade estaria no futebol europeu, ou chinês, ucraniano, etc.

Os exemplos estão aí, alguns ainda aqui muito próximos.

A vinda de Raul Rodriguez reafirma que aqui vivemos a ‘cultura do aipim’. Já fui um fã do atacante aipim (em SC eles dizem cone), mas pelo tipo de jogo que o Grêmio pratica não há lugar para um centroavante de carteirinha.

Estamos perto de reviver a situação provocada por Bobô, que levou o técnico Roger a se perder.

Até recentemente eu ainda aceitava um aipim para entrar faltando 10 minutos. Hoje, não mais.

Se um jogador não serve pra começar um jogo, menos ainda para resolver um jogo em poucos minutos, ainda mais se o time não está vocacionado a explorar as ‘virtudes’ comuns aos aipins, essa espécie em extinção no planeta.

Menos aqui na República do Aipim.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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