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Quem precisa de um Diretor-técnico no futebol?

Ilgo Wink

22.01.2017

Quem precisa de um Diretor-técnico no futebol?

Não consigo entender como tanta gente defende diretor-executivo como importante e até essencial no organograma de um clube de futebol.

Sei que hoje há um inchaço nessa estrutura. Tem de tudo. O custo é elevado e os resultados nem sempre são os esperados.

Para o meu gosto, o Grêmio está muito bem sem um diretor-executivo. Não vejo em que ele possa acrescentar, ainda mais considerando o que se paga esse profissional.

O Odorico Roman está fazendo um trabalho muito bom, dentro de suas prerrogativas e nos limites orçamentário do clube, que, como todos sabem, atravessa dificuldade financeira – no que em nada difere de outros – e se esforça para equilibrar as contas.

Nesse contexto, Roman, um grande gremista com ‘formação’ nas redes sociais, faz o que pode. E nenhum profissional faria melhor.

Rui Costa, por exemplo, teve quatro anos para trabalhar. Não ganhou nada. Fez coisas boas e outras ruins. Também ele trabalhou com limitações financeiras.

Ocorre que esses diretores remunerados – sempre muito bem remunerados – também dependem do presidente do clube, que tem a chave do cofre e é quem estabelece a política. No caso atual, é uma política de austeridade, o que eu saúdo com entusiasmo.

Chega de dirigente querendo se consagrar a qualquer custo!

Aliás, sobre dirigente gastador, tenho para mim – e hoje divido com os botequeiros – que um dos males do Grêmio é que todos os presidentes que sucederam Fábio Koff trabalharam tentando superá-lo. Um em especial. 

Não é o caso do Romildo Bolzan, que, primeiro paga as contas – ou as empurra com a barriga – e depois busca reforços dentro das possibilidades do clube.

Enfim, sou do tempo em que o Grêmio tinha o seu Verardi no departamento de futebol. Um legítimo diretor-executivo, mas com o salário de um funcionário um pouco mais graduado. 

Quem comanda era o vice de futebol. Foi assim que o Grêmio conquistou o mundo em 1983 e duas Libertadores.

O primeiro diretor-executivo do clube foi Mário Sérgio. 

Um dia escrevi uma coluna dizendo que o Grêmio – que vivia numa crise terrível – poderia contratar um jogador de bom nível em vez de gastar com um profissional para comandar o futebol.

Não sou contra diretor-executivo, só acho que existe uma valorização absurda desses profissionais, que perambulam por aí ora vencendo, ora perdendo, como qualquer dirigente/conselheiro, ou treinador.

Sinceramente, as vezes me apavoro com os nomes dos profissionais que são sugeridos por torcedores e jornalistas para essa função.

Sem contar que com treinadores que abraçam tudo, como Felipão, Luxemburgo e Renato, eles são prescindíveis.

JAEL

Fiquei feliz com a contratação de Jael. É a garantia que Renato não irá mexer no modelo de atacantes de movimentação.

Fosse algum centroavante de carteirinha com grife, um Barcos por exemplo, o esquema estaria ameaçado.

Seria uma repetição do caso Bobô, que chegou precedido de alguma fama e acabou mexendo com a cabeça do técnico Roger. 

Jael é um ‘aipim’ que vai ficar na dele, sem qualquer ambição.

Assim, no final das contas talvez possa ser útil.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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