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Bolaños entra e confirma que é fazedor de gols

Ilgo Wink

05.02.2017

Bolaños entra e confirma que é fazedor de gols

Vi o jogo contra o Caxias com o desinteresse que percebi no time do Grêmio durante a maior parte do tempo.

A diferença é que eu posso não estar interessado no Noveletão, tenho esse direito; os jogadores não.

Por momentos tentei descobrir traços do futebol que levaram o Grêmio ao título da Copa do Brasil. Tarefa ingrata.

Não que se vá cobrar o mesmo empenho, dedicação e, sim, interesse que o time apresentou nos jogos derradeiros da CB.

Ali nós vimos um time jogando a 110%, todo o time, sem exceção. 

No Centenário, vi um time jogando a 60%. Um time que teve alguns picos de 70% em termos de empenho geral e que chegou aos 80% nos 10 ou 15 minutos finais, quando o Caxias mantinha os 2 a 0 sem muito esforço.

O crescimento do interesse aliado à entrada de Miller Bolaños é que levou o Grêmio a descontar. O equatoriano provou que é mesmo um fazedor de gol. E que não pode ficar fora do time – embora eu dê razão ao técnico Renato Portaluppi em tornar o jogador mais competitivo.

Aliás, a marca do gol tem isso: a garra na disputa por uma bola que parecia perdida. Bolaños acreditou na jogada e quando a bola ficou à feição para bater, ele chutou com o sangue frio de um matador.

Bolaños é um matador, disso não resta mais dúvida.

Se ele tivesse ingressado antes – na hora em que Renato colocou Jael, por exemplo -, talvez o resultado fosse diferente. Portanto, o mínimo que eu espero é ver Bolaños começando os próximos jogos.

Sobre Jael, um centroavante aipim dos mais toscos, eu tenho apenas uma certeza: quando o treinador opta tão cedo por esse tipo de jogador sabendo que não tem jogada para um aproveitamento de suas características, é porque está à beira do desespero.

Jael não recebeu uma bola sequer pelo alto da linha de fundo – jogada preferida dos aipins ou cones. Tocou duas ou três vezes na bola, foi pouco, mas o suficiente para mostrar que ele é de outra turma. (Espero que ele me desminta, vou torcer por ele, até porque já torci por gente pior)

Por fim, registro a minha surpresa pelo fato de que ainda tem gente que se surpreende com esses resultados e atuações da dupla Gre-Nal (o Inter conseguiu ser batido em casa pelo NH) no Gauchão.

Esse fenômeno é resultado de um misto do pensar que se pode ganhar ao natural de um adversário que faz do confronto um jogo de Copa do Mundo, em que seus jogadores aproveitam a vitrine para mostrar que podem jogar num clube grande. E aí dão a vida pela vitória.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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