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Os gigolôs do futebol e o criatório de talentos

Ilgo Wink

02.02.2017

Os gigolôs do futebol e o criatório de talentos

A cobiça e a pressa de empresários e procuradores normalmente levam os jogadores, seu representados, a escolher o caminho errado.

Os representantes – parte deles gigolôs de jogador de futebol – só querem saber de tirar o ‘seu’ o mais rápido possível. Nem que para isso induzam seu representado a virar o cocho – ou seja, como o porco, que vira o vasilhame depois de lambuzar-se na comida.

Em troca de muitos dinheiros, esse jogador abala sua própria imagem perante torcedores que o idolatravam e acaba conquistando antipatias e, pior, um grande número de torcedores que irão ‘secar’ sua trajetória, irradiando uma poderosa energia negativa contra o agora ‘traidor’.

Sim, já estão surgindo por aí os secadores do Wallace. É como uma seita. Eu estou entre eles, não me envergonho de admitir, assim como Wallace não se envergonhou de telefonar para o técnico Renato para lhe dizer que não queria mais vestir o manto tricolor, que sua cabeça já está na Europa, etc, etc, etc. 

Claro, tudo isso provavelmente sob ‘orientação’ de alguém, que não sou eu, ressalte-se.

Há, com certeza, um distúrbio de caráter nesse comportamento do atleta que só quer saber de ir embora diante da primeira proposta, mesmo que ao custo de decepcionar uma legião de admiradores. 

Mas o principal, o problema, a causa desse tipo de situação, é a legislação que rege o futebol e que coloca os clubes como a parte mais frágil, mais vulnerável do sistema.

Empresários/procuradores, jogadores, amantes e outros que tais são os que mais ganham dinheiro e os que menos arriscam.

Ao clube resta, desde a antiga Lei Pelé, criar mecanismos de defesa para assegurar seus investimentos em profissionais.

Por mais cuidado que se tome, muitas vezes o prejuízo é inevitável. Foi assim com Hermes – outro que granjeou muitos secadores – e foi assim com Wallace, e será assim, quando não pior, com outras jovens promessas dos clubes de futebol de todo o país.

A verdade é que o Brasil virou um criatório de talentos de baixo custo para o poderoso futebol europeu, entre outros, como o chinês.

Enquanto não mudar a legislação no sentido de preservar mais os clubes, vamos continuam perdendo nossos melhores jogadores por quantias muito inferiores ao verdadeiro valor de mercado.

BOICOTE

Como combater a força dos empresários/procuradores? Fechando as portas da Arena aos empresários/procuradores apressados em ganhar dinheiro às custas dos interesses dos clubes, pilar cada vez mais corroído na estrutura do futebol brasileiro.

Se o Grêmio fizer isso, e ainda contar com apoio do Inter (hoje às voltas com caso parecido envolvendo William)  e outros clubes, a situação irá mudar.

No caso do Grêmio, espero que avalie suas parcerias e não permita que suas categorias de base sirvam de incubadora para os que pensam apenas em si e não no clube.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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