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Empate frustrante para a torcida gremista

Ilgo Wink

04.03.2017

Empate frustrante para a torcida gremista

Volto de uma folga/pausa de dez dias e me deparo com um Gre-Nal.

Perdi parte do primeiro tempo, mas vi o suficiente para ficar com aquele sentimento de frustração que vi estampado no rosto de cada gremista que foi à Arena DO GRÊMIO. 

Era jogo para o Grêmio vencer. Os colorados sabem disso, tanto é que festejaram o empate por 2 a 2 como se fosse uma goleada na casa do adversário.

O Grêmio foi superior a maior parte do tempo. A exceção foi o apagão no início do segundo tempo. Nos dois gols o ataque colorado passeou na área da dupla Kanemann/Geromel. Mas não por culpa deles.

Sou da opinião que uma zaga sem volantes eficientes é como churrasco sem sal grosso. 

O técnico Zago percebeu que deveria insistir pelo meio e voltou para o segundo tempo com um time mais ofensivo. A dupla Michel/Jailson se perdeu na movimentação de Nico e Roberson. Sobrou para os dois mega zagueiros do Grêmio, que viram os atacantes entrar de frente com a bola dominada.

Não, não estou crucificando Michel e Jailson. Falta-lhes hoje o entrosamento que faltou também a Wallace e Maicon no começo, o que levou muita gente boa a querer Maicon longe, que custava caro. Maicon por muito tempo foi uma das tantas ‘Genis’ do Grêmio.

Eles vão melhorar com o tempo, mas tenho pra mim que nunca chegarão ao nível da dupla anterior, desfeita com a saída de Wallace.

Mesmo com alguns desfalques, o Grêmio foi bastante superior.

Era claramente um time com postura de série B contra um dono da casa da série A. O Inter entrou para não perder e, evidentemente, especular a vitória, o que nunca é impossível em qualquer situação no futebol, independente das séries das equipes.

Agora, não houve o massacre descrito por Renato.

Tampouco o técnico Zago pode ficar aí achando que já tem um time pronto pra subir. 

O Inter, com seu time em formação e com alguns bons jogadores, jogou uma copa do mundo, o que nem sempre se repetirá contra adversários de menor expressão, campos esburacados, iluminação deficiente e rivais determinados a tirar uma casquinha do clube grande.

LIBERTADORES

Mas o que importa é o Grêmio, que tem uma Libertadores pela frente.

O Gre-Nal serviu para avaliar alguns jogadores. Na lateral direita, acho que Edilson segue titular, apesar das atuações relativamente boas de Léo Moura.

Na esquerda, Marcelo Oliveira segue muito instável e inconfiável.

Maicon faz muita falta. Jailson ao seu lado rende mais. 

O PGV, Ramiro, é muito titular. 

Se Renato optar por dois volantes, sai o Jailson.

Na frente, gostei muito do Lucas Barrios. É um jogador inteligente acima de tudo. Coisa rara para um aipim. Joga centralizado, mas participa bem na armação de jogadas nas imediações da área. Será muito útil na Libertadores.

Pedro Rocha deu o passe para o gol de Bolanos – outra atuação de alto nível -, mas acho que será banco.

Luan, em princípio é titular absoluto, mas não pode repetir o desempenho desse jogo. Parecia distraído, mais preocupado em dar toques em cima dos vermelhos – o que sempre é legal quando dá certo. Mas é ruim quando arma contra-ataques.

GALINHO

O galinho garnizé encontrou um jeito de aparecer, já que sua atuação foi em engodo. Fingiu que armou, fingiu que marcou, fingiu que entrou na área adversário. O que ele fez de melhor foi participar de todas confusões em campo. No final, assumiu que o Inter tem um time de série B numa tentativa ridícula de provocar os gremistas e fortalecer sua imagem perante a torcida, que lhe paga um salário milionário não condizente com o futebol que vem jogando.

VUADEN

Foi pênalti do Paulão em Pedro Rocha. Foi um lance difícil. Imagine, marcar pênalti a favor do Grêmio logo no início, isso não se faz no Gauchão.

Bem, Vuaden, em cima do lance, não marcou. Até o red Batista viu pênalti.

Paulão foi malandro (e confiante que sairia ileso) no lance. Mas vale pra ele o famoso “correu o risco” que usaram para o pênalti de Kannemann, que teve a bola desviando em seu braço involuntariamente. Mas ao se projetar “correu o risco” de ter a bola batendo no braço, dizem os especialistas, que mudam de opinião de acordo com a cor da camisa envolvida.

Nesse lance, não houve mão de Paulão, mas um carrinho que derrubou Pedro Rocha, tirando-lhe a oportunidade de concluir o lance.

Ao dar o carrinho, Paulão “correu o risco” de cometer falta.

Batista sacou a malandragem. Vuaden, não. Não?


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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