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Mais tolerância com Jaílson e o caso Fifa

Ilgo Wink

21.03.2017

Mais tolerância com Jaílson e o caso Fifa

Aqueles torcedores que cobram mais oportunidades aos jovens da base são, em grande número, os primeiros a vaiar ou a murmurar diante do primeiro erro do noviço.

Importante frisar que o guri forjado no clube sabe que precisa mostrar serviço logo, o que o torna mais ansioso dentro de campo, preocupado em fazer a grande jogada, o gol de placa, etc.

Quando mais ajustado o time e menos responsabilidade for jogada sobre os ombros do iniciante, maiores as chances de sucesso.

No caso do Grêmio, neste momento de transição, em que faltam os três principais jogadores que ditavam o ritmo e o modelo de jogo do time implantado ‘com’ Roger (não ‘por’ Roger, cuja parte foi ter a sabedoria de vislumbrar o que poderia ser feito com Wallace, Maicon e Douglas, além de Luan), torna tudo mais difícil para as individualidades.

Escrevo sobre isso porque não aceito o peso que querem jogar sobre Jailson. Esse jovem jogador apareceu de maneira coruscante (adjetivo muito usado pelo meu amigo David Coimbra) no ano passado. Sei de muitos colorados que ficaram com inveja por não terem jogador igual.

Pois agora, quando Renato tenta moldar um outro esquema diante das carências citadas – e ainda assim leva pau dos apressadinhos e raivosos de plantão  -, Jailson não consegue repetir o mesmo futebol. Aquele torcedor que aplaudia, hoje critica.

O torcedor é assim, mas da mesma maneira que ele não consegue ser tolerante com os jogadores eu não preciso ser tolerante com eles.

Eu os entendo, mas não me revolto contra esse comportamento.

Jailson, pra mim, continua sendo aquele jovem que estourou do nada no ano passado, a ponto de ter muita gente defendendo sua titularidade.

O que acontece é que ele está assumindo funções um pouco diferentes ao lado de um jogador de nível médio, o Michel, que até tem potencial para evoluir.

Caiu o futebol de Jailson, como caiu o futebol de todo time, até em função de lesões e convocações, como a de Bolanos.

Então, o que eu defendo é mais paciência com os novatos como Jaílson.

Espero, também, que Renato dê uma sequência de jogos para Lincoln provar que pode ser um articulador do time ao lado do Luan.

Sobre o jogo contra o líder NH, nesta quarta, espero que Renato comece com Éverton fazendo o lado direito, com Luan jogando com total liberdade.

NÃO VAI ROLAR

Boa parte da crônica esportiva se fardou na esperança de ver o Inter escapar, via tapetão, de disputar a segundona.

O que aparece nos textos e nas falas reflete apenas um pouco do alvoroço existente nas redações.

O clima é tenso, mas há confiança no êxito da direção colorada.

Aqueles que antes condenavam a tentativa de ganhar no tapetão, hoje já se mostram mais simpáticos à ideia.

Não importa se o time perdeu seus dois jogos contra o Vitória.

Fico imaginando os suíços analisando o caso na Fifa.

Vai ser difícil explicar pra eles por que o Inter se acha no direito de ganhar uma vaga de um time que o venceu nos dois confrontos.

Acho que não vai rolar…


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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