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A goleada no Antes e Depois das redes sociais

Ilgo Wink

26.03.2017

A goleada no Antes e Depois das redes sociais

É divertido ler o Antes e o Depois nas redes sociais. Antes dos 4 a 0 sobre o Juventude, havia ranço, desconfiança e até raiva antecipada em função de uma atuação ruim que o Grêmio faria por estar, segundo os sabichões, mal escalado, desorganizado e tudo mais de negativo.

Muito dessa má-vontade ocorreu porque o técnico Renato havia decidido escalar Léo Moura no meio-campo, trazendo de volta o titular Edílson. Quer dizer, nem em jogo do Gauchão, que muitos desses torcedores que fazem crítica pela crítica desprezam, o treinador tem carta branca para fazer experiências projetando aquilo que interessa e que vocês estão careca de saber.

Quando acontece que depois de tanta previsão agourenta o time vence, joga bem, convence e empilha gols, esses mesmos integrantes da Associação dos Eternamente Insatisfeitos, ficam atrás da moita, poucos aparecem, e quanto o fazem não é para reconhecer que erraram, que exageraram no bombardeio ao Renato, à comissão técnica, à direção, aos jogadores, ao pipoqueiro, ao gandula, etc.

Algumas das críticas era porque Renato protege seus ‘bruxinhos’ ao trazer de volta Edílson, em vez de manter Léo Moura como titular na lateral. Uma bobagem sem tamanho. Curioso é que a imensa maioria da torcida criticou a contratação de Léo Moura – eu fui quase voz isolada na defesa do Professor, que dá aula de como se joga na lateral, e agora também no meio. Qualidade técnica, experiência e bom preparo físico dá nisso.

Ora, a experiência feita por Renato não tem nada de extraordinária, muito menos de absurda. Estava caindo de madura essa entrada de Edílson e a passagem de Léo Moura para compor o meio, executando uma função de volante/meia. 

É impressionante como tem gremista que se apressa em atacar qualquer coisa que Renato faça ou diga. Muitas vezes quebram a cara, mas não adianta, na próxima rodada essa turma estará de volta para acionar a metralhadora giratória.  

Edílson terminou a temporada em alto nível. Seria justo que voltasse a qualquer momento. Não sei se contra um adversário mais forte, pela Libertadores, essa alteração terá o mesmo resultado.

Mas penso que Renato deve continuar nesse caminho, até porque Jaílson caiu de rendimento, parece meio perdido, e precisa de um tempo para clarear as ideias. O grupo é esse e é necessário buscar alternativas em vez de ficar choramingando pelos cantos a falta de reforços.  

Eu aplaudo essas tentativas, ainda mais no regional do Noveletto. 

Se não fizer experiências agora vai fazer quando? 

O JOGO

O Grêmio fez aquilo que um time grande deve fazer quando joga com um pequeno. Foi pra cima, marcou forte e foi aproveitando as oportunidades que surgiam.

Para facilitar, o Juventude ainda se meteu de pato a ganso no começo. 

O primeiro gol foi um contra-ataque que começou com Pedro Rocha no campo de defesa, na intermediária, a bola sobrou para Ramiro, que devolveu para PR, em alta velocidade. O guri deu um passe preciso para Bolanos, que invadiu a área e tirou do goleiro. Um golaço. Um gol com a marca de um matador frio e cruel. Já vi muitos jogadores perderem gols em situação idêntica. Mas Bolanos não é de perder gols.

A partir daí, o Grêmio ficou à vontade para empilhar, e só não faz mais porque tirou o pé do acelerador após o terceiro gol. O segundo foi de Michel, que jogou mais à vontade e até apareceu na área adversária. Depois, Léo Moura, o Professor, pegou rebote do goleiro na cobrança de falta de Edílson. Luan fechou a goleada cobrando pênalti. No primeiro tempo, quase no final, Pedro Rocha sofreu carga por trás na área, pênalti, mas Daronco não deu.

No próximo jogo, contra o São Paulo, Renato vai escalar um time reserva. Oportunidade para ver outras opções, como Bruno Cortês.

FUTSAL

Vi a despedida de Falcão em jogos oficiais da seleção brasileira, jogo contra a Colômbia.

Peguei o jogo pelo meio. Parei pra ver porque sou fã do Falcão. O Brasil fez 3 a 2. Um de Falcão.

Mas o que interessa é que Falcão fez quando faltavam menos de dois minutos pra terminar.

Ele prendeu a bola na frente de um marcador gingando de um lado pro outro. Juro, parecia o Garrincha naqueles filmes em preto e branco.

Foram uns 30 segundos, e o adversário não arriscava o bote porque seria driblado.

Foi uma cena antológica.

Fosse no futebol de campo, apareceria alguém pra ‘levantar o Falcão’ e ainda pisar no seu pescoço.

Falcão, claro, receberia cartão amarelo por ‘atitude antidesportiva’, e o agressor seria festejado pelos colegas e sua torcida.

Saudade do tempo em que a arte prevalecia nos gramados.


Tags: Ilgo Wink, esporte, inter, grêmio, futebol


Ilgo Wink é jornalista formado pela Ufrgs. Trabalhou na Folha da Tarde, Correio do Povo, Rádio Guaíba, Rádio da Universidade e TV Bandeirantes. Hoje, dirige a WComm Comunicação Ltda.  Nas horas vagas produz cerveja artesanal e mantém o blog: Blog do Ilgo.

E-mail: ilgowink@gmail.com

twitter: twitter.com/ilgowink




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