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Mas isto é Verdade?

Erner Machado

30.04.2013

Mas isto é Verdade?

O deputado Federal Nazareno Fonteles do PT, apresentou a PEC 33, que propõe submeter decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional. Até ai, tudo bem. Qualquer deputado, ao seu livre entendimento, pode apresentar emendas à Constituição que versem sobre qualquer um das normas que ela define, à exceção daquela clausulas consideradas Pétreas.

O inusitado de tudo isto é que entre os que aprovaram o prosseguimento da PEC 33, estão os deputados Federais João Paulo Cunha e José Genuíno, do PT. Ambos condenados por crimes  que são de conhecimento de todos os brasileiros, durante o chamado Processo do Mensalão. Entre eles está, também, o Deputado Federal Paulo Maluf, do PP, que tem condenação em diversas instancias jurisdicionais sendo, inclusive, obrigado a devolver somas milionárias, ao estado de São Paulo, desviadas que foram quando ele exercia cargos públicos naquele estado.

Pela similaridade de princípios dos deputados, cujos partidos, PT e PP são aliados, o cidadão poderia achar que tem lógica a aprovação. Considerando, todavia que os três deputados tem condenações por crimes gravíssimos de Lesa à Pátria o cidadão comum que paga impostos e que se não paga sofre a ação do Estado Brasileiro, não consegue entender como estes três deputados, réus culpados, exercem mandato na Câmara Federal e participam de uma das mais importantes comissões daquela casa.

O cidadão comum, não pode entender, ainda, que os Deputados em vias de terem seus mandatos cassados, por determinação do Supremo Tribunal Federal, possam estar votando uma Proposta de Emenda Constitucional - PEC, que limite a atuação e abrangência do órgão máximo do Poder Judiciário da Republica. Isto é Paradoxal, isto é uma vergonha, isto nos remete para um estado de ausência de lógica na República e na harmonia dos Poderes Constitucionais.

Somos escravos da Classe Política que atua livre e impune e sem qualquer drama de consciência. Tudo Pode e tudo faz. E diante desta aberração de proporções inusitadas, diante da impunidade dos políticos de nosso País, diante de nossa incapacidade de estancarmos este processo infeccioso na conduta nacional, nos lembramos de Castro Alves quando em seu Navio Negreiro, dizia:

Existe um povo que a bandeira empresta
Pr'a cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?!...
Silêncio!... Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...


Tags: Erner, artigos, textos


Erner Antonio Freitas Machado, é natural de Rosário do Sul, trabalhou no Banco da Província, no Banco da Amazônia e na CRT (Telefonica-BRT).

Escreveu O AZUL PROFUNDO, livro de poesias. Colabora com a FOLHA DO LITORAL, de Capão da Canoa e com diversas mídias eletrônicas, destacando LITORAL MANIA, de Xangri-lá e BLOG DO PAULO NUNES de Vitoria da Conquista -BA.

Está trabalhando na coletânea de Prosa e Poesias de sua autoria que vai publicar, com o nome de NOVOS TEXTOS.

e-mail: ernermachado@gmail.com




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