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É difícil acreditar.

Erner Machado

16.03.2016

É difícil acreditar.

Pois a República Federativa do Brasil, ao final da manhã desta quarta-feira 16 de março do ano de 2016, foi golpeada, rude e covardemente, deixando, com este golpe, de ser “Res Publica”- Interesse de Todos- para virar objeto de satisfação de projetos particulares e que a colocam, subalternamente, a serviço de poucos ou de alguns.

A Presidente da República, fraca, frágil, dominada e sem autoridade moral para repudiar o atentado, nomeou para a Chefia da Casa Civil o Ex-presidente Luiz Inácio Silva proporcionando que, ao ocupar tal cargo, ele tenha foro privilegiado tirando o exame dos casos em que é suspeito, da alçada da Justiça Federal e levando-o para o Supremo Tribunal.

Foi uma jogada não de mestre, mas de esperto. Foi uma atitude não de estratégia política mas eivada da viscosidade dos atos próprios daqueles que, para escapar da Lei, agem dissimulados e audazes como se estivessem acima de qualquer ordenamento jurídico.

E o Povo Brasileiro recebe como resposta às movimentações do dia 13 de março, contra a corrupção e contra o estado de deriva em que se encontra o pais, esta bofetada que, desferida com uma mão que tem, somente, quatro dedos deixa-o nocauteado, aturdido e sem capacidade de reação. Até porque não tem forma de reagir, não tem energia para reagir e se pergunta, se existem motivos para reagir.

É possível, neste país dos impossíveis, que a manobra urdida contra o povo e contra a nação surta efeitos. É possível que as negociações avancem e o congresso nacional dê, no povo, o golpe de misericórdia e implante, sem consulta, o Parlamentarismo e que o primeiro ministro seja, escudado pelo Exército de Stedile e por militantes fanatizados, o senhor Luiz Inácio da Silva.

É possível que assim, este cidadão, escorado nos Foros Privilegiados e nos cargos passe, incólume, pela tormenta que assola sua reputação.

Mas a história é o melhor Tribunal e o tempo tem os melhores Juízes.

E do tribunal da História e dos Juízes do tempo não escaparão este senhor e a senhora disléxica que o nomeou.

Da mesma maneira que não escaparão todos aqueles que, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e do Congresso Nacional tramam, abertamente, a traição ao Povo, para defesa de interesses pessoais e de quem pode lhes oferecer abrigo escondendo seus crimes de Lesa à Pátria.


Tags: Erner Machado, coluna, colunista, artigo


Erner Antonio Freitas Machado, é natural de Rosário do Sul, trabalhou no Banco da Província, no Banco da Amazônia e na CRT (Telefonica-BRT).

Escreveu O AZUL PROFUNDO, livro de poesias. Colabora com a FOLHA DO LITORAL, de Capão da Canoa e com diversas mídias eletrônicas, destacando LITORAL MANIA, de Xangri-lá e BLOG DO PAULO NUNES de Vitoria da Conquista -BA.

Está trabalhando na coletânea de Prosa e Poesias de sua autoria que vai publicar, com o nome de NOVOS TEXTOS.

e-mail: ernermachado@gmail.com




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