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Domingo, de manhã, pensando a vida...

Erner Machado

17.04.2016

Domingo, de manhã, pensando a vida...

Temos acompanhado pelas mais variadas formas de comunicação  a situação que envolve o processo político do Brasil.

O duelo decisivo, nesta parte do combate, acontecerá neste domingo, na Câmara dos Deputados com a votação do Processo de Impedimento da Presidente da República cujo pedido foi feito, pelo Dr. Helio Bicudo um dos luminares que, no passado, fundou o partido da qual a presidente faz parte.

Serve, o momento, para uma profunda reflexão sobre a qualidade de nossos quadros políticos que, por um processo continuo e degradante, foram sendo destruídos, ano após ano, até chegar no momento em que se apresenta como o mais ruim de nossa história.

De um lado temos uma Presidente que tem formação adequada para o cargo, mas que, mercê de sua incapacidade político administrativa, se constitui, lamentavelmente, em uma gestora incapaz de conduzir o pais com o mínimo operacionalidade.

Seus ministros mostram-se, de igual maneira, incapazes de produzir um resultado que aponte para a Nação os rumos que lhe são inerentes.

Seu mentor político, o ex-presidente, que poderia ter sido o grande estadista do Brasil e das Américas, escolheu entrar para a história com o Operário que virou coronel, igual em gestos e atos aos que dominaram, por séculos, a política brasileira utilizando-se de expedientes singulares para obterem resultados pessoais e para os grupos de interesses que criavam ao seu redor, como forma de manterem-se com autoridade e com poder absoluto.

O nosso operário coronel, utiliza todos os meios usados no passado, como forma de justificar os fins a que se destinam e os resultados a que se prestam.

Do outro lado temos uma Câmara de Deputados corroída pelos interesses pessoais, pela corrupção, pela falta de condições morais para o exercício da representação que receberam do povo.

A comissão que analisou e aprovou o prosseguimento do pedido de impedimento tinha, na maioria de seus membros, representantes com processos administrativos ou criminais.

O presidente da Câmara é alvo de processo, por parte de seus pares e se mantém, no cargo, mercê de negociações escabrosas em troca de benesses, de favores e de acobertamento de culpas.

E, se o impedimento passar, na câmara dos deputados, será remetido para o Senado onde, o seu presidente, é também acusado de irregularidades formais.

E se o impedimento for aprovado e acho que será, assumirá o pais, um vice que, de aliado da presidente passou a seu inimigo e, vergonhosamente, conspira de forma mesquinha, reles, e repugnante própria dos traidores miseráveis e vis.

Este é a nossa realidade de nação que, politicamente, perdeu seus instrumentos de navegação e anda, agora, a deriva tomada de assalto que foi por piratas modernos, muitos mais perigosos que os que produziam roubos e bandidagens, nos mares do passado.

E na imensa plateia nacional encontramo-nos nós, o povo, a espera de um resultado que nos permita continuar a  cultuar nossos projetos pessoais, tão distantes  dos ideais do bom comum e dos interesses coletivos...


Tags: Erner Machado, coluna, colunista, artigo


Erner Antonio Freitas Machado, é natural de Rosário do Sul, trabalhou no Banco da Província, no Banco da Amazônia e na CRT (Telefonica-BRT).

Escreveu O AZUL PROFUNDO, livro de poesias. Colabora com a FOLHA DO LITORAL, de Capão da Canoa e com diversas mídias eletrônicas, destacando LITORAL MANIA, de Xangri-lá e BLOG DO PAULO NUNES de Vitoria da Conquista -BA.

Está trabalhando na coletânea de Prosa e Poesias de sua autoria que vai publicar, com o nome de NOVOS TEXTOS.

e-mail: ernermachado@gmail.com




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