Últimas notícias

Colunistas

RSS
A classe dominante

Erner Machado

20.06.2017

A classe dominante

Eu tenho mencionado nos últimos escritos a existência, no país, de uma classe maldita e dominante.

Já, com algum atraso, informo que falo da classe política brasileira   cuja doutrina e cuja prática transformam um membro de qualquer partido, seja de Direita, Centro ou de Esquerda, depois de eleito, em um personagem que paira acima de qualquer parâmetro limitador que possa ser imaginado.

Esta classe maldita e dominante, age ao arrepio da lei, da ética, da moral, e da consciência social a que estão submetidos os cidadãos comuns, dos quais é originária e que, paradoxalmente, a criam e a sustentam.

E vem sendo assim, através dos tempos, descarada e impunemente, encenada no Teatro da vida Nacional, esta peça de terror político para deleite pessoal e coletivo de seus escritores, diretores e atores que se apresentam aos nossos olhos, como salvadores da nação para, logo no segundo ato, se transformarem em vilões cujas falas, atuação e ações apunhalam covardemente o povo indefeso e inerte.

Chegamos, nestes últimos vinte anos, à apoteose da encenação e a Classe Politica Maldita e Dominante seguindo o roteiro, vergonhosamente, determinado resolveu utilizando-se de sua secular impunidade, superar todos os atos anteriores e dedicar-se ao saque dos cofres da nação.

E nós, ao invés de sairmos às ruas e enfrentarmos estes delinquentes, em protesto e buscando a reparação deste roubo contra ao Povo e à Nação, estamos felizes porque o Grêmio   poderá ser campeão do Brasil, ou Inter poderá deixar a segunda divisão. E, de quebra, ainda, ficamos mais eufóricos porque ouvimos, nas ondas do vento que nos traz, do futuro, algum toque de reco-reco e de tamborim, anunciando que o carnaval chegará em fevereiro de 2018.

Já estamos nos preparando para, por alguns dias, na nossa alienação e desprezo pela própria desgraça, do Oiapoque ao Chuí, sermos reis, rainhas, mestres de cerimônias e porta bandeiras.

Não nos damos conta que, nos camarotes a classe política maldita e dominante, toma uísque e champanha importados, come caviar e continuará rindo da trupe que desfilará, encharcada de cachaça, cantando nas ruas do Brasil... “Eu sou aquele Pierrô, que te beijou meu amor”... do eterno Zé Kéti, na música Máscara Negra ou, quem sabe, lembrando de Max Nunes e Laércio Alves as avenidas se encantem ouvindo os palhaços cantarem: “Bandeira Branca Amor, não posso mais, pela saudade que me invade eu peço paz...”


Tags: Erner Machado, coluna, colunista, artigo


Erner Antonio Freitas Machado, é natural de Rosário do Sul, trabalhou no Banco da Província, no Banco da Amazônia e na CRT (Telefonica-BRT).

Escreveu O AZUL PROFUNDO, livro de poesias. Colabora com a FOLHA DO LITORAL, de Capão da Canoa e com diversas mídias eletrônicas, destacando LITORAL MANIA, de Xangri-lá e BLOG DO PAULO NUNES de Vitoria da Conquista -BA.

Está trabalhando na coletânea de Prosa e Poesias de sua autoria que vai publicar, com o nome de NOVOS TEXTOS.

e-mail: ernermachado@gmail.com




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Comemoramos hoje - 17.02

  • Dia de Sete Santos Fundadores dos Servitas
  • Dia do Patrimônio Histórico (Brasil)