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O Negro da Gaita... ( 20 nos sem Cesar Passarinho...)

Erner Machado

16.05.2018

O Negro da Gaita... ( 20 nos sem Cesar Passarinho...)

Dias destes o meu filho, Paulo Fernando, publicou no Face um pequeno vídeo, tirado do You Tube, aonde aparecia o Cesar Passarinho cantando Negro da Gaita e me marcou no texto da mensagem que acompanhava o vídeo.

É claro que a intenção do meu filho era brindar a mim e  às suas relações com a  beleza daquela canção que se imortalizou por todos os recantos da Pampa e se espalhou  pelo Brasil, recitada que é, até hoje, em todos os CTGs que, instalados no  Chão da Pátria, são  sentinelas avançadas da cultura do Rio Grande.

E ao me distinguir com a marcação do meu nome, tinha a ideia exata da enorme  alegria e emoção  das quais eu seria tomado.

E não foi outro o resultado. Lágrimas quebraram o vidro dos meus olhos e desceram pela minha face, vindas do manancial que trago no peito e que nasce do meu coração.

Eu não poderia, hoje, que é o aniversário da morte do Grande Passarinho deixar de registrar, aqui, uma breve descrição de si e de sua atuação no cenário da música autentica de nosso Rio Grande.

Os dados abaixo, foram tirados da Wikipédia:

“César Osmar Rodrigues Escoto ,(Uruguaiana, 21 de março de 1949 — Caxias do Sul, 14 de maio de 1998) mais conhecido por César Passarinho foi um músico brasileiro de música nativista gaúcha.

O intérprete de Guri e Negro da Gaita, era também o cantor símbolo da Califórnia da Canção Nativa, festiva de música nativista que ocorre anualmente na cidade gaúcha de Uruguaiana. O apelido Passarinho é uma referência ao pai, que tinha a alcunha de gurrião (pardal). O filho do pássaro se transformou em passarinho.

O músico das milongas começou a carreira musical tocando nos bailes de Uruguaiana. Foi com a 3ª Califórnia, em 1973, que ele descobriu a música regionalista com a apresentação da composição Último Grito.

Com quatro Calhandras de Ouro – troféu máximo da Califórnia da Canção Nativa – e a conquista de sete prêmios de melhor intérprete, Passarinho foi o mais destacado dos vencedores do festival.

Em 1983, a música Guri subiu ao palco da Califórnia com a voz de Neto Fagundes e Renato Borghetti.

César Passarinho morreu, no Hospital Saúde, em Caxias do Sul. O cantor estava internado havia 43 dias tratando de um câncer no pulmão direito”

Pois foi este Passarinho que um dia se apresentava em um verão, há muito passado, para uma multidão no Palcão de Capão Novo, quando veio uma bomba d´agua daquelas que não tem guarda chuva ou poncho que possa evitar que as pessoas se molhem.

Foi uma debandada geral, ficando eu , a Ana Maria, a minha Sogra Maria Helena, a minha cunhada Maria Getúlia e os meus filhos Magda, André Luiz e Paulo, abrigados na Platibanda do Palcão.

Os músicos e o Passarinho, silenciaram no palco...

Nos acompanhava, protegidos da Chuva, mais ou menos, uma dezena de veranistas....

Quando o Passarinho nos viu ali, virou-se para os músicos que o acompanhavam e microfone em punho e com sua voz característica disse:

Meus Companheiros: Temos plateia e por isto o Show tem que continuar...!!!

E a partir deste momento, sua voz se elevou acima dos barulhos dos pingos d´agua no telhado e  no piso do palcão e ouvimos, extasiados entre choros de emoção  do pequeno grupo de pessoas, a musicalidade e a poesia de Arranchado, Negro da Gaita, Guri, Negro de 35, Assim no más, Solito, De alma leve, Os cardeais, Faz de conta, Volteada, Não há pandorgas no Ar, Noites de Milonga, Que homens são estes....

O filme do meu filho Paulo teve além das lagrimas o condão de me trazer este fato que nunca se perdeu no meu passado e no passado de minha família, pois naquele dia, num longínquo verão, chuvoso, nós tivemos um encontro com a sensibilidade de um Grande Artista e de um Grande Homem.

Com certeza, hoje, a Lenda “Passarinho” continua voando no céu  da Pampa e, de vez em quando, ao ver um grupo de pessoas reunidas,  pousa em algum moirão e faz um recital, largando a voz como se cantasse para uma multidão.....


Tags: Erner Machado, coluna, colunista, artigo


Erner Antonio Freitas Machado, é natural de Rosário do Sul, trabalhou no Banco da Província, no Banco da Amazônia e na CRT (Telefonica-BRT).

Escreveu O AZUL PROFUNDO, livro de poesias. Colabora com a FOLHA DO LITORAL, de Capão da Canoa e com diversas mídias eletrônicas, destacando LITORAL MANIA, de Xangri-lá e BLOG DO PAULO NUNES de Vitoria da Conquista -BA.

Está trabalhando na coletânea de Prosa e Poesias de sua autoria que vai publicar, com o nome de NOVOS TEXTOS.

e-mail: ernermachado@gmail.com




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