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O Aniversário da Ledinha

Mafalda Orlandini

08.07.2013

O Aniversário da Ledinha

Minha irmã nasceu em Cruz Alta em 13 de junho. Como era dia de Santo Antônio, pensaram em dar-lhe o nome de Antônia. Depois de muita indecisão, a família optou pelo nome de Leda. Acertaram porque Leda significa contente, risonha, bem a cara da minha mana. Recebeu o sobrenome Orlandini e, mais ou menos, aos vinte anos, foi acrescido de Schifino. Hoje, aos setenta e nove anos, ela é carinhosamente chamada de Vó Ledinha que agora é também bisa.

Leda era uma menina linda. Cabelos cacheados, louríssimos. Por si só era um encanto e mamãe caprichava no vestuário. Sempre chamava a atenção e recebia elogios de todos Eu e meu irmão, Benito, tínhamos um misto de orgulho e ciúmes ao vê-la tão paparicada. Nossos pais não costumavam levar-nos a parques de diversão. Aos domingos nos levavam a passear em Guarujá ou a piqueniques na praia de Belém Novo.  Sempre tirávamos fotos.


Da esq. para a dir.: Leda, Benito e Mafalda. Nesta época Lourenço não era nascido.

É óbvio que, no último dia treze, ela fez aniversário. Não convidou ninguém, pois nem precisava. Teve seis filhos, todos já casados e que lhe deram inúmeros netos. Seus descendentes chegam a, nada mais nada menos, que trinta e quatro. Todos que estavam em Porto Alegre se autoconvidaram e foram chegando. Só não vieram os que andam fora da cidade ou viajando pelo mundo.


Leda cercada de sua família.

Tenho uma acompanhante que preciso levar junto quando saio de casa. Quando a família da minha irmã foi embora, nós ficamos conversando à espera que alguém me levasse para casa. Curiosa, Glória fez algumas perguntas à Leda que contou alguns fatos que valem a pena recordar. O Schifino, o pai, era rigoroso com as filhas. Podiam namorar, mas com algumas restrições. Se, em casa, um irmão tinha que ficar na sala, fazendo o conhecido “doce de pera”. Chegava a ligar um despertador para marcar a hora de o namorado retirar-se.

A Alzirinha adorava ir a Palmares dançar nos CTGs. Tinha que ir acompanhada por dois irmãos. No final da história, três filhos casaram com fazendeiros de lá. Por isso hoje, no almoço de aniversário, estão faltando alguns que estão cuidando do gado e da plantação de arroz. .Estão produzindo honestamente a alimentação dos brasileiros. Mesmo faltando vários familiares, deu para perceber a família linda que minha irmã formou. A comunicação e a alegria reinam em um grupo de pessoas bonitas, educadas, felizes.

Fiquei pensando. Como o tempo passou para nós. Aquelas crianças que eu vi, parece ontem, são hoje adultos; advogados, engenheiros, designer de modas empresários, veterinários, etc...  Todos comunicativos, abençoados por ter uma família que pôde e soube oferecer-lhes um caminho amoroso de sucesso na vida.


Tags: Mafalda Orlandini, crônicas


Mafalda Orlandini é professora de português e literatura aposentada. Lecionou nos colégios: Nossa Senhora do Rosário (Porto Alegre), Vera Cruz (Porto Alegre), Nossa Senhora dos Anjos (Gravataí), E.E. Presidente Kennedy (Cachoeirinha), E.E. Santos Dumont (Porto Alegre) e no Curso Pré-Universitário (Porto Alegre) onde ministrava aulas sobre redação.

Durante muitos anos fez parte da banca de correções de redação nos vestibulares da PUC-RS.

E-mail: mafalda.orlandini@hotmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/mafalda.orlandini

 




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