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A Dor das Perdas

Mafalda Orlandini

28.10.2013

A Dor das Perdas

Quisera não ter este motivo para escrever, mas não posso deixar de fazer uma homenagem aos familiares que nos deixaram neste ano. Estava falando com minha nora que não tinha vontade nem inspiração porque estava muito triste e até deprimida. Então ela me disse que escrevesse sobre eles e o que a morte deles representa para nós.

Foram três os chamados de pessoas muito queridas só em 2013: o Enoir, a Gládis e o Roberto. Todas muito chegadas a nós e a nossas vidas. Em março, foi o Enoir, avô dos meus netos. Era muito querido e amigo, presente na vida e na educação deles. Por tudo isso deixa um vazio no meio familiar. Um neto, meu e dele, às vezes, passava aqui e dizia que ia embora para assistir ao jogo do Colorado com o avô porque gostava muito de assistir e discutir futebol com ele. E ele era alegre e comunicativo com todos os familiares e amigos. A casa do vô Enoir sempre esteve aberta para almoços, jantares ou encontros que todos adoravam curtir. Na semana passada, no dia 24, ele foi lembrado pelos netos, já que é o primeiro ano em que não terão o bolo de aniversário e o parabéns do que seriam os seus 82 anos. Ele já andava debilitado e a sua morte foi recebida sem surpresa. Sua partida foi chorada, mas ele era um homem bom e deve estar num lugar de paz.


Enoir Fortino Vitelo e sua esposa Clandyra

Em agosto, foi a vez da tia Gladis. Minha cunhada, era a última pessoa viva da família do meu falecido marido. Era também já idosa, viúva, sem filhos, estava doente há tempos, vivia sozinha em Rainha do Mar. Ela costumava telefonar todos os dias e meu filho, afilhado dela, ia vê-la todas as semanas e resolver os problemas que ela não podia enfrentar sozinha. Já nos tínhamos preparado espiritualmente para a sua partida e só pudemos lamentar a sua morte, acompanhá-la e rezar por um final sereno.

A morte do Roberto é mais dura e difícil de aceitar. Um homem moço, 65 anos, aparentemente saudável, de repente fez uns exames porque se sentia indisposto, e veio o diagnóstico que ninguém queria ouvir. Foi um choque, mas havia muita esperança porque sabemos que há muitas curas de câncer. Mas aconteceu o inesperado. Quisera, neste momento, encontrar as palavras exatas para expressar minha dor e prestar uma homenagem verdadeira e sinceras ao Roberto. O que me ocorre é que ele era um ser especial: marido, pai avô, sogro, amigo. Como avô dos meus bisnetos, foi o coringa da minha neta e do seu marido, pois sempre estava à disposição na hora do aperto. A Milena o considerava um pai amoroso e solícito. Deixa saudades e uma lacuna que jamais será preenchida.


Roberto Nadir Tweedie de Mattos com os netos João (colo) e Pedro


Roberto Nadir Tweedie de Mattos com o neto recém nascido João

Quisera fazer um poema de vida, não de morte, para todas essas pessoas queridas. No entanto o que apenas nos resta é o consolo espiritual, a religião de cada um, a fé que nos ensina que a morte não é o fim. É a passagem para um mundo melhor, cheio de luz e tranquilidade. Criaturas abençoadas, boas e amadas, elas devem, com certeza, estar bem onde estiverem. Devem estar em paz porque deixaram as marcas de sua inesquecível passagem por este mundo material e cumpriram rigorosa e brilhantemente sua missão aqui entre nós.


Tags: Mafalda Orlandini, crônicas


Mafalda Orlandini é professora de português e literatura aposentada. Lecionou nos colégios: Nossa Senhora do Rosário (Porto Alegre), Vera Cruz (Porto Alegre), Nossa Senhora dos Anjos (Gravataí), E.E. Presidente Kennedy (Cachoeirinha), E.E. Santos Dumont (Porto Alegre) e no Curso Pré-Universitário (Porto Alegre) onde ministrava aulas sobre redação.

Durante muitos anos fez parte da banca de correções de redação nos vestibulares da PUC-RS.

E-mail: mafalda.orlandini@hotmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/mafalda.orlandini

 




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