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Diário de Romeu Issa: os últimos dias da excursão

Mafalda Orlandini

02.06.2014

Diário de Romeu Issa: os últimos dias da excursão

Por consenso geral, ficou decidido que a manhã do dia dez seria livre para compensar as muitas atividades do dia nove de julho, mas, à tarde, saímos às quatorze horas com destino ao Santuário de Nossa Senhora de Luján. Lá chegando, visitamos a grandiosa Basílica, tiramos fotos, compramos lembranças, tudo que um turista educado costuma fazer. As moças não precisaram cobrir-se como é habito nas visitas, porque era inverno e não estavam com roupas consideradas inadequadas. Não foi possível visitar o Museu Histórico da cidade, uma vez que não era dia de visitas.


Foto em frente da Basílica com o professor Ney, meu marido, em Lua de Mel no ano de 1951.

A noite e os dias onze e doze foram livres. Cada um queria viver intensamente cada minuto. Procuraram visitar lugares turísticos, tirar fotos à frente de monumentos históricos, e, enlouquecidos pelos preços convidativos, comprar, comprar. Sempre chegavam ao hotel carregando sacolas que mostravam uns aos outros entusiasmados com as aquisições. Naqueles dias, a vantagem na troca do cruzeiro pelo peso era considerável.

O dia treze amanheceu com a temperatura quatro graus negativos. Assim mesmo, veio a nosso encontro o senhor Espíndola que nos trouxe medalhas de São Caetano e um maravilhoso ramo de cravos para as damas. Conduziu-nos ao jornal Minerva, do qual era diretor, para mostrar com entusiasmo as suas instalações. Como estávamos próximos à praça do Congresso, quando saímos dali, fomos direto para lá e tirar fotos


Congresso Nacional Argentino, visita visita obrigatória para quem vai a Buenos Aires.

Depois de almoçar na Pizzaria Nápole, apesar do intenso frio, ciceroneados pelo simpático Roberto Espíndola que já se tornara amigo e companheiro, fomos ao Jardim Zoológico. Ficamos impressionados pela variedade e quantidade de espécies de todo o mundo e pela extensão do parque que também tem outras belezas para admirar.


Zoológico de Buenos Aires no Bairro Palemo

Romeu Issa anotou em detalhes o festival de atividades de nosso último dia na Argentina. Aqui não cabe descrever cada atração da cidade de La Plata, também conhecida como a cidade das diagonais: Museu Nacional de História Natural, múmias, dinossauros, uma Catedral suntuosa, brindes recebidos, medalhas, fotos gratuitas de um fotógrafo de rua. Vou comentar apenas a visita à ”Colonia de Vacaciones Manuel G. Gounet”, mais conhecida como República de los Niños que é a cidade em miniatura que foi idealizada por Eva Perón. A construção reproduziu tudo de uma cidade grande, desde as mais exóticas construções, e casinhas, até monumentos e praças.


Vista da rua principal tendo ao fundo a Casa de Governo

Chegara a última noite em Buenos Aires. Alguns mais afoitos ainda saíram à noite para ver shows de tango ou levar alguma lembrança mais pessoal da cidade. Na manhã do dia quinze, fomos informados que partiríamos à noite O líder da turma e organizador da excursão, Nei Paixão Coelho, e o Professor Ney conseguiram convencer o encarregado da Companhia Marítima da nossa necessidade de embarcar naquela noite. Paixão morava em Livramento, falava espanhol e o Ney ajudou com seu portunhol e conseguiram a façanha de obter até um desconto na travessia para Montevidéu. Houve uma condição: as senhoritas viajariam na Primeira classe e os cavalheiros na terceira. Foi muito divertido.


Navio Ciudad de Buenos Aires

Sem perda de tempo, fomos ao Consulado Uruguaio legalizar os papéis para apresentar na Aduana, e, às dezenove horas, estávamos com as muitas malas prontas. Despedimo-nos das moças que ficaram para ir a Bariloche, desejando uma feliz estada. Embarcamos no ônibus que nos levaria ao porto e fomos nos despedindo com os olhos da cidade que nos fora tão acolhedora. Passamos tranquilamente pela Aduana que, naquele tempo, era tão temida pelos turistas, porque não deixava passar mercadorias que considerava contrabando. Festejamos aliviados, pois não vetaram nossas compras e, pontualmente, às vinte horas, embarcamos no navio “Ciudad de Buenos Aires”. Lançamos um último olhar para a cidade iluminada, jantamos e fomos dormir aconchegados pelo balanço da ondas.


Tags: Mafalda Orlandini. crônicas, textos


Mafalda Orlandini é professora de português e literatura aposentada. Lecionou nos colégios: Nossa Senhora do Rosário (Porto Alegre), Vera Cruz (Porto Alegre), Nossa Senhora dos Anjos (Gravataí), E.E. Presidente Kennedy (Cachoeirinha), E.E. Santos Dumont (Porto Alegre) e no Curso Pré-Universitário (Porto Alegre) onde ministrava aulas sobre redação.

Durante muitos anos fez parte da banca de correções de redação nos vestibulares da PUC-RS.

E-mail: mafalda.orlandini@hotmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/mafalda.orlandini

 




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