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E a vida social continua...

Mafalda Orlandini

03.11.2014

E a vida social continua...

Na semana que antecedeu ao primeiro turno das eleições, falei para Rosane que precisava arranjar uma acompanhante para o dia das eleições porque deveria dispensar a Jane para votar em General Câmara. Ela se ofereceu para ficar comigo, mesmo que tivesse que me fazer companhia à noite. Houve o segundo turno. Daí, ela não fez por menos: convidou-me para ir comer um churrasquinho na casa dela, pois fazia muitos anos que eu não ia lá. Havia feito muitos “puxadinhos” e a casa estava muito maior e mais bonita. Excelente, não havia melhor programa para mim.


Eu e a Rosane.

O Marionei e ela cumpriram o seu dever cívico, votar na Dilma e no Tarso, e às nove e meia, vieram me buscar, sorridentes, com o carro novo comprado há pouco. O dia estava lindo e saímos dando risadas, porque eu, no banco da frente, como idosa e convidada, roubei o lugar dela ao lado do marido. Uma das vantagens da longa quilometragem são as mordomias. Sempre ao lado do motorista.


Malu, a neta mais velha e eu na área dos fundos.

Em lá chegando, gentilmente, antes de tudo, quis me mostrar e destacar objetos que ela valorizava e preservava por trem sido presentes. Armários, sofás, quadros pintados pela minha neta Milena, objetos recebidos de clientes ou que foram de minha mãe, forno elétrico, máquina de lavar roupa, todos consertados pelo Marionei. Tudo arrumado com bom gosto e com capricho. A casa está linda, pois a Rosane leva jeito para organizar residências, fazer mudanças e deixar tudo brilhando.


Eu, o Rafael, a Taiane e o bebê do casal com dois meses.

A “anfitriã” me perguntou se eu queria beber alguma coisa. Respondi que só queria tirar fotos de todos, muitas fotos e registrar aquele momento que marcava meu retorno social, entre amigos, o primeiro depois dos problemas que enfrentei. Só queria aparecer em todas as fotos. Foi só falar e o Vagner já veio clicar a primeira com a Rosane que coloquei lá no início.


Nós à mesa.

O Vagner fez um churrasco e salsichões maravilhosos. As jovens senhoras fizeram as deliciosas saladas e puseram a mesa. Não demorou estávamos à mesa, festejando a vida. O Marionei me perguntou se eu queria um refrigerante. Perguntei se não havia cerveja. Ele se espantou, mas a Rosane me liberou, dizendo que eu nunca deixara de beber um vinhozinho ou uma cervejinha.


Eu, o Vagner, filho mais velho, Lisiane e o Marionei.

O Marionei me viu com dificuldade de subir os degraus que eram bem altos. Vi que estava medindo os degraus e o barulho de uma serra elétrica. Estava serrando tábuas. Não demorou e ele veio com um degrau intermediário para facilitar. Brinquei que não se preocupasse porque não estava me mudando para lá, apesar da mordomia.


Eu e o marido da Rosane que confeccionou o degrau.

Depois do almoço, os familiares que ainda não tinham votado foram dar quatro votos para Dilma e quatro para Tarso. Como tenho a teoria de que política, religião e futebol não se discute com amigos ou familiares, não abri meu voto. (!!!) Como os dois filhos do casal precisavam trabalhar (são músicos e tocam em conjuntos),como só havia um carro, houve várias idas e vindas. Quando chegou a minha vez, o motorista foi o Vagner. Brinquei que estava preocupada porque saíra pela manhã com um “gato” ( Marionei ) e à tarde ( Vagner ) com outro “gato”. Algum “paparazzi” poderia fotografar-me, colocar no face, onde vale tudo. Como recebi de brinde um Tour pela cidade, corri sério perigo de ficar com fama de mulher que costuma sair com homens mais moços. Risada geral. Passeamos por quatro bairros: Pinheiro, Restinga, Belém Velho, Vila Nova para voltar para minha casa.

Enfim, terminamos o dia em alto astral. Como pedi a Deus. Naquela família, existe harmonia e respeito mútuo. É disso que todos os lares precisam. E eu adoro conviver com pessoas simples como eu, autênticas, com quem se pode brincar, soltar piadas e rir com gosto. Tudo é tão simples e o papo rola solto, natural. Obrigada a todos pelo carinho, pelo churrasco e pelo ótimo dia de Primavera.


Tags: Mafalda Orlandini, crônicas


Mafalda Orlandini é professora de português e literatura aposentada. Lecionou nos colégios: Nossa Senhora do Rosário (Porto Alegre), Vera Cruz (Porto Alegre), Nossa Senhora dos Anjos (Gravataí), E.E. Presidente Kennedy (Cachoeirinha), E.E. Santos Dumont (Porto Alegre) e no Curso Pré-Universitário (Porto Alegre) onde ministrava aulas sobre redação.

Durante muitos anos fez parte da banca de correções de redação nos vestibulares da PUC-RS.

E-mail: mafalda.orlandini@hotmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/mafalda.orlandini

 




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