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O Guaíba está de olho.

Mafalda Orlandini

12.12.2016

O Guaíba está de olho.

Terça-feira, depois do meu dejejum, me dedicava a ler ZH. Ao meu ouvido, soou a voz “daquele meu amigo”. Era o Guaíba, que sempre me dá bom dia, depois vai andar por Porto Alegre e me deixa curtir minhas leituras em paz. Queria mais conversa. Dessa vez, para me contar uma novidade. Eu disse que já sabia porque estava lendo tudo em ZH. Não aceitou de jeito nenhum, que não o acompanhasse num novo voo pela cidade. Foi muito convincente e, como eu gosto de “voar” (que só posso fazer fantasiando), lá fui eu.

Bem mais descontraídos, fomos direto à Usina do Gasômetro. Queríamos ver ao vivo o que mostravam as fotos do jornal e se, realmente, havia operários em atividade. Já de longe deu para ver que havia diferenças. Havia novidades. Em voos rasantes, foi possível avaliar em detalhes que é bem interessante a estrutura do bar-restaurante flutuando sobre as águas Com o formato de um grande relógio, o “Quase meia noite” tem um ar de modernidade


Foto do andamento das Obras junto à Usina do Gasômetro.

Dessa vez, olhamos com outros olhos. Chegamos bem pertinho. Quase tocamos no que já está feito. Realmente, a Orla está fervendo. A sua revitalização já está vindo ao encontro dos sonhos dos gaúchos. A praça Júlio Mesquita, localizada em frente ao Gasômetro, está com ares de renovação. Dá para acreditar no playground prometido e que, no Natal, poderá ocorrer ali uma provável festa natalina. Vibramos quando percebemos que as passarelas metálicas já estão prontas e permitirão acesso seguro aos bares e aos restaurantes da Orla.

Bisbilhotamos ao máximo, matamos a curiosidade. Voltamos mais alegres e vimos que, apesar da CRISE, nem tudo está parado. Acreditamos que nossas reclamações estão fazendo eco pelo menos em relação à Orla. Enquanto muitos reclamam como nós, outros estão agindo, zelando por nosso bem maior, a riqueza da água, e o embelezamento e o lazer junto ao nosso querido Guaíba.

Na volta, passamos sobre uma outra enorme área verde abandonada na beira do rio. Comentei com “ele”: tanta polêmica, tanta discussão que fizeram sobre a área do Estaleiro Só e, hoje, depois de quase dez anos, está assim, abandonada. Aqui cabe uma piada. Acho que há escutas no meu celular. Não tenho dúvidas (rsrsrs). Dois ou três dias depois o Correio do Povo, em meia página, expôs tudo o que aconteceu e eu não sabia. Houve quem não ficasse parado e trabalhasse por outro projeto. Respondeu a todos os meus questionamentos e me pôs  a par de um projeto que foi discutido, estudado nos mínimos detalhes e agora foi sancionado pelo Prefeito. Os porto-alegrenses serão atendidos no que pleitearam em outros tempos. Valeu a pena lutar, questionar. Vamos ver acontecer.


Arte do que poderá se tornar a Orla do Guaíba junto à Usina do Gasômetro.


Tags: Mafalda Orlandini, crônica, colunas


Mafalda Orlandini é professora de português e literatura aposentada. Lecionou nos colégios: Nossa Senhora do Rosário (Porto Alegre), Vera Cruz (Porto Alegre), Nossa Senhora dos Anjos (Gravataí), E.E. Presidente Kennedy (Cachoeirinha), E.E. Santos Dumont (Porto Alegre) e no Curso Pré-Universitário (Porto Alegre) onde ministrava aulas sobre redação.

Durante muitos anos fez parte da banca de correções de redação nos vestibulares da PUC-RS.

E-mail: mafalda.orlandini@hotmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/mafalda.orlandini

 




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