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Por quê?

Domício Brasiliense

26.06.2014

Por quê?

            Em alguns momentos é evidente a nossa dificuldade em decifrar a mensagem, se é que existe alguma, para o que precisamos fazer com as nossas vidas. Planejamo-nos, tentamos fazer o melhor que nos ocorre, mas nada de entender essa codificação da existência.

            Afinal, o que é, de forma literal, viver a vida? De certa forma, desenvolvemos relativa intolerância com as teorizações a respeito de autoconhecimento e felicidade. Estamos cansados dos porquês disso e daquilo, tentando encontrar neles respostas que, para nós, deveriam vir de forma natural; se fazemos o nosso melhor a vida deveria nos presentear com o respectivo retorno, mas não é assim.

            Mesmo com esforço, a vida nos obriga a redirecionamentos. Tanto faz o sujeito desta ação, seja ele um contexto familiar, profissional, Deus, o cosmos, etc. Podemos atribuir a ação a qualquer um deles, mas a verdade fica escancarada: seja o motivo que for ou a culpa de quem quer que seja, se é que ela existe, precisamos pensar, refletir e chegar a uma decisão. Não há como escapar do ciclo da vida mas também é indispensável certo fôlego para caminhar junto a ele. Afinal, tudo se tornam palavras, sensações e sentimentos que expressam o nosso estado psicoemocional, trazendo a notícia de que precisamos mudar. Mas, e aí?

            Acontece que esse dilema e o medo que ele traz pode fazer com que paralisemos, criando um terreno fértil para a tristeza, ansiedade, angústia ou depressão. O pior, é que esses tipos de transtornos podem se instalar de forma silenciosa e, com o tempo, ficarem tão familiarizados conosco que faz com que acreditemos ser esse o nosso verdadeiro eu.

            Os porquês. Porque é difícil ir dormir sem ter feito algo realizador, como também é angustiante acordar sem objetivos. Porque ficamos esperando alguém que surja nas nossas vidas e nos salve do nosso próprio eu. Porque é complicado entender uma mente que mente, que elabora e tenta construir, precisando lidar com as frustrações e desilusões. Por que é difícil lutar tanto para ter e sabermos que vamos perder, afinal, é melhor ter e perder ou não ter para não sofrer? O medo de termos que ser alguém que seja algo, que faça algo, que represente algo, mas que, no fundo, só quer sorrir, amar e ser amado. Então, por que é tão complicado? Porque parte da nossa mente, mente, outra parte sente e elas não chegam a um consenso através do bom senso porque este se perdeu nos porquês e deixou de viver, espontaneamente.

            Que vida!


Tags: Domício Brasiliense, psicologia, comportamento, artigo, PontoNET


Doutor em Psicanálise, Educação e Saúde;
Pós-Graduado em Psicologia Transpessoal pela Associação Luso Brasileira de Transpessoal – ALUBRAT/RS;
Graduado em Pedagogia pela FAPA/RS –Faculdade Porto-Alegrense de Educação Ciências e Letras;
Especialista em Terapia Familiar e de Casal
Participou de Cursos na área da Espiritualidade e Psicologia no Egito e Índia.

É autor do livro “O Encontro de Eus – Um caminho… Uma vida diferente”.

Há 23 anos dedica-se à área da Educação e Recursos Humanos, sendo 16 anos como Professor e Orientador Educacional, Terapeuta Familiar e Psicoterapeuta Transpessoal, com atendimentos individuais e em grupo. Possui consultório em Porto Alegre e atende também na cidade de Nova Prata, na serra gaúcha.

É colunista dos sites www.ricardoorlandini.net e www.veragora.com.br e também comentarista semanal na rádio 96.1 FM, de Veranópolis/RS, onde foi colunista do jornal O Estafeta. Tem artigos publicados em diversos jornais do interior do RS e portais de notícias de Porto Alegre.

Contatos:

e-mail: domicio@domiciobrasiliense.com.br

site: www.domiciobrasiliense.com.br




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