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Eterna Rebeldia

Gilberto Jasper

02.08.2015

Eterna Rebeldia


Andrew Gomzyakov/Instagram

            Reza a filosofia maternal que salada de maionese e pastel não se come fora de casa. Toda vez que faço uma refeição à beira da estrada este dilema me consome. Mas no final, não resisto à tentação.

            Como descendente de germânicos confesso minha paixão por pastel. Rojane Ferronatto, proprietária da Casa do Mel (km 385 da BR-386, em Tabaí) que o diga. Sou cliente assíduo porque a fritura ocorre várias vezes por dia. Ou seja, o pastel está sempre quentinho, saboroso e estufado, sem o famoso “recheio de vento”.

            O hábito foi herdado por meus filhos. Isso cria problemas porque a comilança, aos sábados de manhã, compromete o apetite para o lauto almoço na casa da avó, dona Gerti, que mora a poucos quilômetros da Casa do Mel. A parada é obrigatória porque o atendimento prima pela gentileza, além da variedade dos produtos à venda.

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            Em quase 30 anos de andanças pelas estradas do Rio Grande nunca tive problemas resultantes do consumo de pastel. Foram muitos lugares e tipos no café da manhã ou no lanche vespertino. Procuro variar, pedir uma torrada, mas é uma opção de preparo demorado. A pressa – a desculpa de sempre! – me leva ao o pastel.

            Na hora do almoço, seja com espeto corrido (de preferência!) ou a la minuta, nada melhor que uma salada de maionese, “molhadinha” ou colonial. Considerada pelos críticos uma bomba-relógio prestes a explodir sem aviso, figura como eterna recordação da minha infância de encontros familiares e todo tipo de festividade.

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            Comer pastel e salada de maionese mantém a chama de rebeldia infanto-juvenil, onde a gente sabia que o pai e a mãe tinham razão, mas se optava pela transgressão.

            Outra mania diária – está menos prejudicial à saúde, mas que afronta as boas maneiras – é o hábito de devorar biscoitos mergulhados numa xícara de café preto. Preferencialmente pela manhã. A prática remonta aos tempos de solteiro quando morava com sete conterrâneos. Lá, a bolacha Maria reinava absoluta na refeição matinal.

            Reminiscências destes pequenos desvios de conduta aumentam a tolerância diante das armadilhas que meus filhos me armam todos os dias. Pecados veniais que dão tempero à vida, mantém vivas as boas recordações e mostram


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

Contato:
e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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