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2018, oportunidade única

Gilberto Jasper

07.08.2017

2018, oportunidade única

Reza o ditado: toda a tragédia traz lições. Em termos políticos, levado ao pé da letra esta máxima, certamente teremos um aprendizado sem precedentes com base dos dois últimos anos. A proliferação de escândalos chegou a tal ponto que parece impossível que a situação piore. Mas basta o Jornal Nacional começar para constatar que a capacidade criativa para engendrar falcatruas de todo o tipo parece inesgotável no pais descoberto por Pedro Álvares Cabral.

As irregularidades ocorrem em pequenas obras de minúsculos municípios até poderosos ministérios. Envolvem de simplórios vereadores a empertigados ministros que destilam teses de salvação da pátria, quase sempre depois que deixam o cargo. A tentação pelo ganho fácil parece irresistível. Afinal – vamos confessar! – personagens que protagonizam falcatruas arrancam de nós uma expressão surrada:

- Mas até o fulano está envolvido nesta sujeira... eu não acredito!

Acredite, prezado leitor. As facilidades para driblar os mecanismos de fiscalização assustam. Parece impossível elaborar uma legislação perfeita que impeçam algum desvio. Assim que um dispositivo legal é concebido imediatamente se inicia os experts de bandidagem se debruçam em busca de furos na lei, detalhes passíveis de contestação e falhas. Tudo em nome das facilidades de burla.

Em 2018 teremos eleições. Circulam inúmeras previsões sobre o comportamento do eleitorado que vão da manutenção das raposas felpudas corruptas até a renovação quase total dos representantes do povo. Minha opinião: teremos, sim, uma significativa mudança de nomes. Mas acho que muitas figurinhas carimbadas da política seguirão em troca de pequenos favores a seus eleitores pela permanência nos Legislativos

Enquanto nós, eleitores, insistirmos escolhermos os políticos por simpatia ou indicação de terceiros, sem pesquisar a biografia, teremos equívocos que custam bilhões de prejuízos para todos nós. O voto, arma indelegável e de enorme poder, mais do que nunca será fundamental para saber o que o país espera de seus representantes.

Depois da escolha, votação e promulgação dos resultados, se inicia o processo de fiscalização, tarefa que a maioria dos eleitores despreza, ignora ou considera cansativa.

Sem o comprometimento geral o festival de corrupção não terá fim, no Estado e em Brasília. Isso acarretará a continuidade da falta histórica de recursos para minimizar os nossos principais problemas na saúde, na segurança, na mobilidade urbana e na agricultura.


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

Contato:
e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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