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O fim das locadoras de vídeo

Gilberto Jasper

17.04.2018

O fim das locadoras de vídeo

A velocidade das mudanças transforma grandes novidade em exemplo de obsoletismo quase “dinossáurico”. Uma das últimas vítimas deste fenômeno são as locadoras de vídeo. São tão profundas as mutações que é impossível escrever sobre novidades porque ao ser publicada esta crônica o conteúdo estará defasado.

Locar uma fita para e passar horas no sofá, principalmente nos finais de semana de inverno, foi uma atração que marcou uma geração. Os aparelho de videocassete, como toda novidade, era grandes, caros e dotados de limitados recursos. A demanda em busca da engenhoca, porém, fez os fabricantes modernizarem o equipamento que se tornou onipresente.

Nas manhãs de sexta-feira se iniciava a batalha peara garantir os filmes de lançamento que chegavam às grandes lojas que investiam pesado na aquisição de títulos que recentemente brilharam nas telonas de cinema.  Na ânsia de consumir filmes de diversos gêneros nem sempre era possível assistir a todos retirados da locadora.

A multa por devolver as fitas fora do prazo ou por não rebobinar na até a hora da devolução eram inimigos daqueles que tinham preguiça ou falta de tempo para correr à locadora. Eram comuns os bocejos das segundas-feiras, resultado da maratona à frente da tevê. Também aumentaram as brigas entre casais porque um não tinha a mesma resistência do parceiro, repousando no ombro parceiro até o final do filme.

As locadoras foram ganhando áreas de mini shoppings com a venda de bebidas, picolés, sorvetes e outras guloseimas. Também desenvolveram políticas de com nichos especializados com diversos gêneros com filmes de ação, romance, infantis, documentários e os disputados “filmes adultos”. Num cantinho, os frequentares fingiam desinteresse, olhando de soslaio os título. Na hora da retirada esperavam até o balcão da retirada ficar vazio. E, é claro, o atendente ser homem.

São fiapos de lembranças de um hobby em extinção. Resiste em pequenas cidades. Foi atropelado pela tecnologia cuja obsessão pelo novo impede a convivência pacífica de alguns equipamentos e práticas. Não é fácil acompanhar a evolução, mas também é preciso critério. Nem tudo que é novo é eficiente, útil e barato.

O fenômeno do endividamento das pessoas com a aquisição de relógios, celulares e equipamentos de som é crescente. Como sempre, o bom senso está no equilíbrio entre a necessidade, a possibilidade de aquisição e sua utilidade.


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras, coluna


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

Contato:
e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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