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Serenidade

Gilberto Jasper

16.10.2018

Serenidade

Passado o pleito em seu primeiro turno nota-se há um misto de sentimentos. Não poderia ser diferente. Foram seis votos dados em um único dia permeados de muita tensão, boataria e paixões exacerbadas que sempre marcam a disputa eleitoral. Este ano, porém, a radicalização passou dos limites por vários motivos que não cabe aqui analisar.

Na maioria dos municípios - principalmente nos menores - a vida volta à normalidade. Desafetos temporários, afastados pela disputa eleitoral, voltam a se reencontrar na padaria, no supermercado, na quadra de futebol.

Óbvio que haverá um constrangimento que faz parte do retorno à rotina. Gradualmente volta-se ao equilíbrio que deve marcar o comportamento de pessoas sensatas que vivem em comunidade, acostumadas à convivência. É normal que muitos levarão adiante o antagonismo protagonizado pela continuidade da guerra do segundo turno que promete muita tensão.

Tenho medo do que pode acontecer a partir de agora. Inúmeros amigos de longa data, gente que nunca foi dada a bate-boca que sequer falava em política, se engalfinharam nas redes sociais. Houve amizades rompidas, relações estremecidas, agressões descabidas, ofensas.

Simpatizantes de ambos os lados em luta têm argumentos que consideram justificativas para estimular a beligerância. Antigos rancores, ressentimentos mal aparados e mal-entendidos são combustível perigoso de fomento à intolerância. O Brasil, que superou a ditadura, depôs dois presidentes da república e soube fazer a travessia dos efeitos da Operação Lava-Jato, precisa de equilíbrio para seguir adiante.

A democracia é uma planta jovem, ainda frágil. Precisa ser nutrida com tolerância, paciência e sucessivas eleições. O voto é um exercício sazonal, arma eficiente para renovar procurações ou substituir representes que frustram nossas expectativas. O mandato é uma outorga para nos representar, lutar por nossos interesses, trabalhar com base em princípios que compartilhamos.

Daqui a dois anos teremos eleições municipais, fenômeno que mobiliza intensamente nossas comunidades porque envolvem, sempre, personagens conhecidos do dia a dia. Votar bem hoje é exercício um para escolher melhor nossos prepostos em 2020. Parece distante, mas logo ali surge 2019 quando a refrega reinicia. É o ciclo democrático que se repete.


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras, coluna


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

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Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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