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Verão da vingança

Gilberto Jasper

05.02.2019

Verão da vingança

Domingo acordei de ressaca. Achei que ainda dormia. A temperatura de 36°C despencara para 26°C, provocando um choque térmico e comportamental. Ao invés do bafo de calor que me recepcionava no banheiro todas as manhãs, depois da noite dormida sob o salvador ar condicionado, fui recebido por uma brisa quase gelada.

Cético em relação às catastróficas previsões ambientais, confesso que começo a rever minha posição sobre aqueles que garantem que a natureza, de alguma maneira, começa a se vingar. A quantidade de absurdos cometidos contra o ambiente é colossal.

Os Estados Unidos enfrentam um onda de frio sem precedentes. Pessoas morrem congeladas em consequência de poucos minutos ao relento, apesar das roupas pesadas. Aqui, no nosso mundinho da bota e bombacha, o verão está inclemente como nunca.

As enxurradas, as tempestades e enchentes se repetem com uma frequência atroz. Deixam como rastro prejuízos e dor, especialmente entre as populações carentes residentes em regiões desprotegidas e que vivem sem infraestrutura para o enfrentamento de episódios naturais.

Viver no ambiente urbano é uma tortura nesta época de temperaturas escaldantes. O asfalto, o vidro e o concreto transformam as cidades em estufa com temperaturas que chegam a 40°C com facilidade. Hidratação e cuidados com a saúde se impõe, sob pena de graves resultados. E se o vivente for sedentário - como este que vos digita - os transtornos podem ser ainda mais graves.

As mesmas árvores que ornamentam a nossa Capital, por exemplo, são armadilhas em dias de vento forte. Redes de energia, telefone e internet são rompidas. Carros e residências são atingidos e não raro pessoas são vitimadas pelas forças da natureza.

A administração municipal não dispõe de meios – e muitas vezes vontade – para exercer o poder de fiscalização do mapa vegetal de Porto Alegre. Isto acontece em muitas cidades. Há muitas árvores podres, tomadas por ervas daninhas e outras pragas, com riscos iminentes de queda.

Os sinais evidentes sobre desrespeito reiterado à preservação do equilíbrio do ecossistema são evidentes. Muitos duvidaram dos alertas, creditaram os avisos ao fanatismo de ecologistas, rechaçaram estudos, ignoram comparativos.

Um alento é a consciência dos jovens em relação ao convívio com a natureza. Defendem o uso de canudos ecológicos, defendem os animais e nos advertem para vícios consolidados. Mas não é fácil mudar comportamentos e, modernizar hábitos. Se não aderirmos a nova ordem de respeito à natureza nossos netos dificilmente terão do que cuidar.


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras, coluna


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

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e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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