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Leitura edificante

Gilberto Jasper

12.03.2019

Leitura edificante

Entre as minhas leituras preferidas estão os cadernos de saúde. Ao fechar a última página concluo que sou um sobrevivente e que apesar de fazer tudo errado estou vivo. Isso inclui o meu sedentarismo e a alimentação equivocada.

 “Castanha de Caju engorda menos que achávamos”, estampa o caderno de vida saudável que li no fim de semana. Famoso pelo alto valor energético este fruto é um dos tantos vilões que, ao longo do tempo, estão sendo inocentados.

Lembro dos tempos de adolescentes. O ovo frito figurava como inimigo público número um da saúde. Revistas, jornais, publicações médicas e até folhetos de porta de farmácias profetizavam a pena de morte dos consumidores do dito cujo. Hoje, sempre que peço uma a la minuta, a ordem é clara: “Me traga com dois ovos fritos!”. Afinal, preciso recuperar o tempo perdido.

Outra manchete alerta do caderno: “A genética explica o ódio ao coentro”. Com um adendo: “Aversão à erva é tão popular que já tornou objeto de pesquisas científicas”. Pobre coentro! Em estudos dirão exatamente o contrário. E confesso a vocês que sequer conhecia o termo “coentrofóbicos” empregado na reportagem.

As páginas centrais do caderno tratam sobre a memória. Aí lembrei – viva a memória! – que sou o rei dos bilhetinhos. Antes de dormir, depois da meia-noite, começo a anotar o que preciso fazer no dia seguinte. A partir das 5h15min, ao despertar, passo a incluir os compromissos, recados e tarefas a serem cumpridas.

Meu sogro, seu Pedro Pereira Nunes, de 88 anos, caminha duas horas por dia, o que é humilhante para mim que não dou um passo. Em suas pernadas pelo bairro ele reencontra velhos amigos, como um deles, que não via há 65 anos. Ao vislumbrá-lo, disparou o nome do parceiro de juventude, além da esposa e dos dois filhos. Um prodígio!

Voltando ao caderno de leitura, a última página perguntava: “Por que temos câimbra?”. Aí lembrei que ao longo da adolescência sofri com estas dores lancinantes. A matéria explica que a “a câimbra é um sinal de alerta do corpo humano, significa que o músculo já está no seu limite ou que existe algum desequilíbrio de nutrientes no metabolismo”.

Resumo da leitura dominical: preciso com urgência mudar meus hábitos alimentares e combater o sedentarismo crônico. Ao invés de devorar seis pães de queijo todas as manhãs com café preto... frutas, pão preto e outras cossitas saudáveis. Ao chegar em casa, lá pelas 19h30min, vou calçar tênis, camiseta e calção e sair porta a fora. Isto para começar a refazer minha rotina que afronta os preceitos de saúde. Será que consigo?


Tags: Gilberto Jasper, jornalismo, Em Outras Palavras, coluna


Gilberto Jasper é jornalista. Trabalhou como repórter nos jornais O Alto Taquari (Arroio do Meio), O Informativo do Vale (Lajeado), Gazeta do Sul (Santa Cruz do Sul) e Zero Hora (Porto Alegre), além das rádios Independente (Lajeado) e Gazeta AM/FM (Santa Cruz do Sul). Como assessor de Imprensa atuou com o ex-secretário da Educação, Bernardo de Souza (Governo Simon), além do Palácio Piratini (Governos Antônio Britto e Germano Rigotto), na Presidência da Assembleia Legislativa do RS (com os deputados Paulo Odone e Frederico Antunes), na Presidência da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (vereador Sebastião Melo) e com o deputado federal Osmar Terra. Foi assessor de Imprensa da Presidência do Tribunal de Justiça do RS. Atualmente é coordenador de Comunicação do gabinete do deputado Tiago Simon na AL-RS.

Saído no interior de uma cidadezinha do Vale do Taquari com pouco mais de 5 mil habitantes aos 17 anos me considero um privilegiado por ter feito tantas coisas, por ter conhecido inúmeros lugares interessantes e, acima de tudo, ter tido o privilégio de conviver milhares de pessoas e ter feito valiosos amigos.

Contato:
e-mail: gilbertojasper@gmail.com
Blogger: gilbertojasper.blogspot.com.br




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