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A Distribuição da Riqueza

James M. Dressler

30.10.2014

A Distribuição da Riqueza

            Uma das maiores críticas ao Capitalismo é a concentração da riqueza. Neste artigo, provaremos que, ao contrário do que se pensa, é a falta de Capitalismo que gera a verdadeira concentração de renda, pela absoluta falta de renda de quem não adota as práticas capitalistas.

            Uma das principais críticas ao Capitalismo, do ponto de vista da concentração de riqueza, é de que torna ainda mais ricos os países já ricos e empobrece ainda mais o que já são pobres. A realidade mostra que, ao contrário, todos países pobres já eram pobres muito antes do advento do Capitalismo e das modernas economias liberais, e que alguns deles, justamente os que abraçaram o Capitalismo e o liberalismo econômico, foram os únicos que deixaram a pobreza e enriqueceram, e os exemplos mais eloqüentes são os tigres asiáticos e ultimamente a China, embora não haja liberdade política (mas ela virá!). Além disso, mesmo os que seguem idéias contrárias ao Capitalismo, ainda assim, se minimamente tiverem algum relacionamento comercial com nações capitalistas, beneficiam-se lateralmente do progresso que só o Capitalismo pode proporcionar. Duvida? Veja a vida em países pobres, até mesmo da África de 100 anos atrás, e veja como é hoje. A classe média de hoje tem uma vida mais longa e de melhor qualidade que os mais ricos de um século atrás, mesmo nestes países que não adotam as práticas de livre mercado. E não, não se engane: capitalista na África só mesmo a África do Sul, não por acaso o país mais desenvolvido do continente.

            Na esfera individual, a crítica ao Capitalismo também ignora a mobilidade social que só ele pode proporcionar. Antes do Capitalismo, a mobilidade social era praticamente nula. Hoje, quanto mais Capitalismo houver e mais liberal for a economia, maior a facilidade de negócios, de emprego e de ascensão social. Normalmente, são os obstáculos criados pelo Estado à liberdade econômica, que tornam mais difícil que alguém pobre, por seu esforço e talento, saia da pobreza e chegue à riqueza. E claro, todos obstáculos criados em nome da “defesa do trabalhador”. Para ficar claro como esta proteção excessiva é indevida e prejudicial, basta ver o crescimento econômico pífio de países que adotam tais práticas.

            Ainda na esfera individual, os críticos do Capitalismo escondem, convenientemente, a disparidade de acesso aos bens que existia antes do Capitalismo, comparativamente com o amplo acesso a bens que temos hoje. Antes do Capitalismo, a diferença entre pobres e ricos, em última análise, era a de comer ou morrer de fome. Com o advento do Capitalismo, tudo mudou, e a diferença hoje chegou ao ponto de, sendo pobre, você ter um smartphone android de 100 dólares ou, sendo rico, um Iphone. Alguém poderia argumentar: “ah, mas ainda tem gente que passa fome”. Sim, sem dúvida. Em países que já eram pobres antes do Capitalismo, ou ainda aqueles que não adotam o Capitalismo e as idéias econômicas liberais, ou as adotam de forma tímida ou envergonhada.

            Baixo crescimento econômico, excesso de regulamentação trabalhista, assistencialismo que apenas distribui ao invés de proporcionar a geração de mais riqueza... Alguma semelhança com algum país que lhe seja familiar? As coisas não acontecem por acaso!


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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