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O Boom da Informação

James M. Dressler

25.03.2015

O Boom da Informação

            Vivemos tempos sem precedentes neste início do século XXI. Aquilo que começou discretamente como um projeto militar do governo americano na segunda metade do século passado, a Internet, virou um item básico de nossa vida e já estamos agora no quarto estágio da explosão da informação e da conectividade, e estamos apenas começando.

            Daquele início da Internet comercial, lá pelo início da década de 90, com alguns sites surgindo aqui e ali, se seguiu durante toda a década uma proliferação em massa de sites para todos interesses, configurando o primeiro estágio do boom da informação conectada: blogs, jornais, lojas, bancos, etc. Está tudo na Internet, a poucos cliques (ou toques) de distância. Um crescimento de uma área de atuação numa velocidade nunca vista na história da Humanidade, agradeçamos à liberdade com que as atividades fluem na rede.

            No âmbito internacional, no final do século passado houve o inesquecível surgimento do Google, que veio para organizar todas estas informações para que pudéssemos acessá-las de forma mais rápida e de acordo com seu significado em relação ao que procuramos. Claro, outros buscadores existiam antes do Google, como o Alta Vista, Lycos e até um brasileiro, o Cadê?, alguns deles ainda existem, mas a competência do pessoal do Google só está sendo desafiada agora pelo Bing da Microsoft. Mais uma vez, a livre concorrência foi e é o grande motor por trás do progresso impressionante nesta área. Vejo este estágio dos buscadores como o que seria o segundo estágio desta invasão da informação conectada em nossas vidas.

            E então vieram as redes sociais, num terceiro estágio do boom informativo. Eu comecei me interessando pelo Twitter lá por 2008, gostava e ainda gosto daquelas notícias objetivas, em apenas 140 caracteres, que a rede social não pára de gerar. Você sempre fica bem informado e o que é melhor, rapidamente. Algum tempo depois, coisa de dois anos, ouvi falar pela primeira vez no Facebook, que a princípio não me interessou muito, mas que acabei aderindo há cinco anos atrás, e de três anos para cá passei a ser um usuário freqüente, me mantendo em contato com muitas pessoas, trocando idéias, e até reencontrando pessoas que há muitos anos não tinha mais contato. Fantástica ferramenta. E veio o Linkedin, o Instagram, o Whatsapp, a lista é enorme.

            E de cinco anos para cá, a partir do lançamento do iPhone em 2007, se consolidou o smartphone como a plataforma onipresente do quarto estágio da conectividade absoluta que estamos presenciando. Mais uma vez, a competição desenfreada entre os vários fabricantes colocou em nossos bolsos o mundo da informação por poucas centenas de reais. Tudo progrediu de forma tão intensa e tão bem integrada com as nossas necessidades, que hoje parece impossível estar longe do querido smartphone.

            Você até fica pensando: como é que a gente vivia há 30 anos atrás sem tudo isso? Prepara-se então para o novo estágio que virá a seguir: a Internet das coisas, onde tudo estará conectado, até mesmo seu refrigerador, o aspirador de pó e o ar condici


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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