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James M. Dressler

20.07.2016

De Novo

Não que não fosse esperado. E isto é o que há de mais terrível no terrorismo: se sabe que provavelmente vai haver, o problema é quando acontecerá um novo atentado terrorista. Diferentemente de nós, que estamos preocupados apenas com as nossas vidas, os terroristas não se preocupam com a deles, mas apenas em dar fim nas nossas. Enquanto o agente do terror pode ser quase qualquer um, a vítima é sempre aleatória.

Tristes dias estes em que vivemos, especialmente os franceses, as principais vítimas do terrorismo atualmente, já que parece claro que há por lá um sério problema de segurança. Seja qual for o motivo, a tolerância dos franceses, o receio em tomar medidas mais duras e preservar todas as liberdades, o fato é que, sejam lá quais as políticas adotadas por lá, elas não estão sendo efetivas no combate ao terrorismo.

A cada ato terrorista perpetrado em solo francês, nota-se que há uma dificuldade imensa em combater o terrorismo. Quando se pensa que o próximo alvo será o metrô, explodem uma boate. Quando se passa a controlar melhor estes ambientes, lá vem um caminhão atropelando as pessoas pela rua. É desconcertante. Aparentemente, o terrorismo está utilizando o solo francês como laboratório e campo de testes. Chega-se a conclusão de que qualquer situação de nossas vidas diárias enseja uma excelente oportunidade para um ato terrorista. E quando você começa a pensar assim, o terror permanente está instalado. É este o objetivo dos terroristas.

Uma vez instalada esta sensação de terror no seio da sociedade, não é difícil perceber que a aceitação de medidas mais duras, mais arbitrárias e mais liberticidas se tornará cada vez maior. E a procura por padrões que identifiquem as maiores possibilidades de quem são os agentes e quem são os alvos também. E não há como esperar resultado diferente do que estamos vendo, principalmente na Europa. O BRExit não deixa de ser a primeira consequência óbvia disso. O que a França vai fazer a respeito, vai depender dos próximos meses. Não vejo boas perspectivas.

Que o Brasil se mantenha extremamente atento daqui por diante, afinal, temos a Olimpíada no mês que vem, um alvo e tanto para o terrorismo internacional. Várias delegações de diversos países concentradas em um único local e atletas de renome internacional, num país em que a segurança não é o forte, são um caldo de cultura e tanto para estes bandidos. Que o Brasil peça auxílio internacional,

De qualquer forma, o que mais dá aquela sensação de desamparo é que passados 15 anos do 11 de setembro, ainda não se vê a luz no fim deste escuro túnel em que o terrorismo nos colocou.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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