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2016

James M. Dressler

28.12.2016

2016

Se houve um ano movimentado nestas últimas décadas, foi 2016. Não me lembro de ver tanta coisa acontecer em tão pouco tempo, em anos passados. Não dá para afirmar com certeza se o aumento da conectividade mundial, permitindo a quase todos terem acesso à quase todas as informações, teve influência nesta aceleração dos acontecimentos, mas é muito provável.

Mas vamos relembrar de alguns fatos ocorridos neste 2016:

  • Morreu David Bowie;
  • Irã consegue acordo nuclear altamente favorável e poderá se tornar mais uma potência atômica;
  • A inteligência artificial supera a humana mais uma vez em um embate do jogo Go;
  • Acordo histórico entre Estados Unidos e Cuba é selado com a visita de Barack Obama a Cuba;
  • Estado Islâmico perpetra ataque em Bruxelas deixando 32 mortos;
  • Revelado o escândalo dos “Panamá Papers” de evasão fiscal;
  • Ocorre no Equador um abalo sísmico de 7,8 graus deixa mais de 670 mortos e 6.300 feridos;
  • Morre Muhammad Ali, tricampeão dos pesos-pesados de boxe;
  • Nos Estados Unidos, morrem 49 pessoas no ataque a uma boate em Orlando cometido por um americano que apoiava o grupo Estado Islâmico (EI);
  • Grã-Bretanha abandona a União Europeia, o Brexit;
  • Na Turquia, triplo atentado do EI suicida deixa 47 mortos no aeroporto internacional de Istambul;
  • No Iraque, um atentado suicida reivindicado pelo EI em um bairro comercial de Bagdá deixa 300 mortos;
  • Na França, um caminhão dirigido por um tunisiano do EI atropela multidão, matando 86 pessoas;
  • Tentativa de golpe na Turquia;
  • Jogos Olímpicos no Brasil com recordes de Usain Bolt e Michael Phelps, e a inédita medalha de ouro no futebol do Brasil;
  • O Uber desembarca no Brasil;
  • Abalo sísmico no centro da Itália deixa 300 mortos. Vários povoados são arrasados;
  • Morre o cantor Prince;
  • O impeachment de Dilma Rousseff;
  • Brasil tem segundo ano de recessão consecutivo, e estados começam a quebrar, não tendo sequer dinheiro para honrar salários, gerando atrasos e parcelamentos;
  • No Haiti, o furacão Matthew deixa mais de 540 mortos;
  • Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados, é cassado e preso;
  • Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, e sua mulher são presos;
  • Bob Dylan recebe o Nobel de Literatura;
  • O Republicano Donald Trump ganha a eleição presidencial americana;
  • Acordo de paz entre Colômbia e FARC;
  • O ditador cubano Fidel Castro morre aos 90 anos;
  • Fechado o acordo de delação premiada da Odebrecht, revelando o maior esquema de corrupção do mundo, segundo as autoridades americanas;
  • Acidente terrível mata quase toda delegação da Chapecoense e jornalistas que acompanhavam o time na Colômbia;
  • Grêmio ganha um título digno de nota depois de 15 anos;
  • Internacional descobre que até time grande é rebaixado;
  • Revolucionária PEC do teto é aprovada no Congresso;
  • Apresentada, com atraso de mais de dez anos, um projeto de reforma da Previdência no Brasil.


Não sei quanto a vocês, mas para mim fica claro que, definitivamente, o que mais caracterizou 2016 foi a escalada do terrorismo. Há que se fazer algo realmente sério em relação a este fenômeno imediatamente, ou só Deus sabe onde iremos parar em 2017.

No mais, em relação ao Brasil, aparentemente estamos ou no fundo do poço, ou chegando muito próximo a ele. Espero um 2017 em que comecemos a nos afastar dele, rumo à superfície. É o que desejo a todos nós no ano que começa no domingo que vem.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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