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Pichações

James M. Dressler

01.03.2017

Pichações

E não por acaso, quando estamos em uma campanha para varrer a praga das pichações do país, começando pelo prefeito Dória, de São Paulo, não sem surpresa somos brindados com a reação dos pichadores, tornando-se mais audaciosos do que nunca. Não deixaram por menos, de tão impunes que se sentem: o Mercado Público de Porto Alegre, recém-reformado, foi pichado impiedosamente.

Sempre detestei pichações, que além de esteticamente horríveis, não passam de depredação do patrimônio alheio, seja ele público ou privado. Não passa de vagabundagem de quem, sob o pretexto de supostas dificuldades que encontram em sua vida particular, resolvem protestar à custa dos outros. Tal deturpação no caráter já demonstra cabalmente o porquê de suas dificuldades pessoais.

Apesar de não considerar o grafite algo tão deplorável quanto pichações, eu também não o considero arte. Reservo esta palavra para algo mais sofisticado. Até tolero em espaços públicos, se feitos com autorização, mas mesmo assim, acho precisaria de algo tipo um plebiscito para aprová-los. Eu, pessoalmente, votaria contra. Acho que mais poluem visualmente do que qualquer outra coisa.

Precisamos de leis mais duras, como o prefeito de São Paulo já conseguiu aprovar. Pena pecuniária, fazer o sujeito limpar o que fez e limpar outras pichações que ainda estejam emporcalhando as fachadas por aí. E também fazê-los indenizar monetariamente os proprietários das casas e apartamentos afetados pela pichação. Chega desta tolerância com pichadores que resulta numa impunidade que é um verdadeiro incentivo a que continuem na atividade.

E na reincidência, lá pela terceira vez, está na cara que o sujeito não vai parar e precisar ser encarcerado, que passe seis meses na cadeia, e se insistir ao ser liberado, mais tempo ainda. O fato é que isto tem que parar. Se tivessem endurecido lá atrás, lá na década de 80, quando começou a crescer esta prática de pichar, hoje teríamos cidades mais limpas. Quem vai a cidades mais civilizadas, de primeiro mundo, fica até meio perplexo ao perceber que não há pichações em lugar algum. Há uma sensação de limpeza que não se sabe bem explicar e, de repente, cai a ficha: não há nenhuma pichação!

Está na hora de começarmos, com estas pequenas coisas, a mudar a cara do país. E é por aí mesmo: começa nas pequenas coisas, como cidades mais limpas.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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