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Quanto vale um smartphone?

James M. Dressler

26.04.2017

Quanto vale um smartphone?

Se você é uma dessas pessoas que vive conectada, certamente vai responder que vale muito! E quem não vive conectado? Acredito que poucas pessoas, talvez os menos conectados sejam aqueles que infelizmente têm alguma dificuldade de enxergar as pequenas letras exibidas nos smartphones, mesmo que tenham optado por caracteres maiores nas configurações do aparelho. Mas o que faz um smartphone custar até quase cinco mil reais?

 Eu diria que o principal fator que torna um smartphone um gadget dos mais caros é a tecnologia sofisticada e miniaturizada utilizada na sua produção. Basicamente, temos um aparelho tão ou mais sofisticado que um PC de mesa em uma fração de seu tamanho, o que custa muito caro para produzir. Os mais modernos incorporam as mais novas tecnologias, tanto nas suas especificações quanto na redução de tamanho. Isso demanda investimentos por parte das empresas produtoras dos componentes, que ainda não foram amortizados pelas vendas, e este custo acaba sobrando para o que chamamos first buyers, aqueles consumidores dispostos a pagar os altos preços das novidades.

Além disso, os fabricantes sabem que ter o smartphone mais moderno, mais rápido, capaz de responder a mais demandas de aplicativos de forma mais produtiva, darão a seu proprietário alguma vantagem, seja na hora de comprar aquela ação antes que ela suba, comprar aquele produto antes que acabe, ou jogar aquele game que é mais pesado e precisa de mais hardware para rodar. E muita gente está disposta a pagar mais por isso. Então, obedecendo às curvas de previsão de vendas apresentadas pelo marketing, os preços são fixados levando em conta uma série de fatores, como tecnologias inéditas, principais características do produto e a concorrência com outros modelos.

A pergunta que fica então é: qual seria o preço racional de um smartphone que nos atendesse com uma velocidade razoável para realizar as tarefas mais comuns do usuário médio de smartphone? Para responder a esta pergunta, primeiro precisamos responder a outra: que características um smartphone precisa ter para atender de forma razoável para rápida àquelas tarefas básicas de um usuário médio de smartphone, que além de fazer ligações, vai visitar sites, usar o Facebook, WhatsApp, Instagram e tirar boas fotos?

Claro que a resposta para esta pergunta irá variar com o tempo, pois a cada mês estes aplicativos têm novas características adicionadas, que demandam mais recursos do smartphone. Hoje em dia, diria que um bom smartphone satisfatório teria que ter:

·         4G e WiFi do tipo n (se possível já sendo também compatível com o novo e mais rápido padrão ac);

·         2 Gb de RAM;

·         16 Gb de memória (mas obrigatoriamente com slot para um cartão de memória) ou então um mínimo de 32 Gb;

·         uma CPU quadcore de 64-bits;

·         uma tela de no mínimo 4,5” de 1280x720 (720p ou HD);

·         uma câmera de no mínimo 10 MPixels;

·         uma bateria de 2800 mAh ou mais (quanto maior a tela, provavelmente você vá precisar de uma bateria melhor).

Evidentemente, há outras características também desejáveis, embora não essenciais, como um smartphone mais fino, com uma tela que ocupe a maior parte possível da face do smartphone (resultando em bordas mais finas), acabamento mais sofisticado e leitura da digital para destravá-lo, dando maior segurança.

A grande maioria dos smartphones na faixa em torno dos mil a mil e quinhentos reais atende a estas especificações. Uma maneira de encontrá-los é usar sites como o gsmarena.com, e usar o phone finder (http://www.gsmarena.com/search.php3), escolher as características desejadas e realizar a pesquisa, de forma que os smartphones que atendem às características sejam apresentados. Como é um site internacional, certifique-se que o modelo é o mesmo (há variações de país para país) vendido no Brasil, pelo código do modelo.

Para usuários como eu, que utilizam o smartphone como ferramenta auxiliar para estas tarefas de conectividade, um smartphone nesta faixa dá muito bem conta do recado. A não ser que seja estritamente necessário para você, não recomendo investir mais porque, a não ser que você vá usar aplicativos de jogos ou outros aplicativos que demandem muito do hardware, você não notará grande diferença entre um smartphone de R$ 1.500 e um que custe o dobro disto, exceto talvez um acabamento externo mais apurado. E em três anos, talvez dois, independentemente de ter adquirido um ou outro, você estará tentado a trocar de smartphone para um modelo mais moderno que incorpore novas tecnologias lançadas depois que você adquiriu o seu.

Então, quanto vale um smartphone? Você acaba acostumado a ter sempre informação e comunicação instantânea na palma da sua mão. A gente fica até pensando como é que vivia antes sem eles, então dá para dizer que eles estão valendo muito... Resta saber de que forma evoluirão para se integrarem ainda mais às nossas vidas.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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