RicardoOrlandini.net - Informa e faz pensar - Colunista - 2018

Últimas notícias

Colunistas

RSS
2018

James M. Dressler

12.06.2017

2018

Com tantos escândalos e reviravoltas políticas nos últimos dois anos, está passando quase despercebido que estamos a pouco mais de um ano do início da campanha eleitoral de 2018. O que poderemos esperar desta campanha?

No âmbito nacional, há pouca gente que sobrou com sua probidade intacta. João Dória, praticamente um novato na política, Marina Silva, também até agora não foi citada em delações, Jair Bolsonaro, um fenômeno crescente em popularidade e quem sabe algum outro destemido como Henrique Meirelles, até agora também poupado em delações, mas com algumas restrições por ter sido do Conselho da J&F, holding da JBS. Geraldo Alckmin, anteriormente tido como candidato forte ao Planalto, tornou-se alvo da Operação Lava a Jato, que acredito que se concorrer, poderá ser abatido em pleno voo por algum delator e, portanto, talvez não se aventure ao pleito. Lula é uma incógnita, já que não se sabe será condenado por Moro no caso do triplex, nem por algum dos outros processos em que é réu e, além disso, se terá sentença confirmada em segunda instância de forma a torná-lo inelegível. Dentro deste quadro, as pesquisas indicam Lula na frente, mas com a maior rejeição do eleitorado, o que comprometeria suas chances num eventual segundo turno. Resta saber, então, quais dos outros candidatos disputariam com Lula ou entre si caso Lula fosse condenado.

Tudo vai depender muito de 2017, da recuperação econômica continuar, das reformas passarem e ajudarem um pouco mais o desenvolvimento do país e equilíbrio das contas. Acontecendo isso, acho que Doria ganha espaço, pois representa este modelo de reformas, caso contrário, o populismo tipo “pai dos pobres” ou “mãe dos pobres” pode ser reforçado, e aí Marina Silva ou Bolsonaro podem ter vantagem. Consta que os Bolsonaros estariam enveredando para uma visão econômica liberal, inclusive buscando se atualizar neste sentido, mas certeza nós só teremos quando a plataforma do possível candidato for apresentada ano que vem. Até lá, seguem indecifráveis sua políticas econômicas.

Já no âmbito gaúcho, temos uma completa incógnita. Acredito que o Governador Sartori deverá tentar a reeleição, mas só terá chances se conseguir passar vitorioso pelo plebiscito para venda das estatais, a ser realizado ainda em 2017. Se vencer, é candidato forte à reeleição. Mas contra quem? Vejo poucas chances de um candidato do PT ou PSOL prosperar. Onyx Lorenzoni ficou prejudicado após confessar caixa dois. Sobram como seus possíveis (sérios) adversários Lasier Martins e Ana Amélia Lemos. Lasier parece não estar disposto a ser candidato, mas isso pode mudar até lá.  Páreo difícil, já que ambos senadores são de uma posição mais de centro do eleitorado, tendendo a dividir eleitores e fazendo a esquerda votar no menos “ruim”. Pode valer para Ana Amélia a antiga amizade com Manuela D’Ávila. Numa eleição em que os três disputassem o Piratini, o resultado, a priori, seria imprevisível.

Felizmente, dado este panorama político, parece que ao menos tivemos uma guinada em direção ao centro no espectro político nacional. Já não era sem tempo, afinal, mais um pouco e a Venezuela teria sido aqui!

Por enquanto, escapamos desta. Ufa!

 


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

DCO - Gestão da Transição




Opinião do internauta

Deixe sua opinião

Comemoramos hoje - 21.08

  • Dia da Habitação
  • Dia do Haziel
  • Dia do São Pio X