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Ofensiva

James M. Dressler

23.10.2017

Ofensiva

Pode até ser impressão minha, alguma espécie de paranoia, mas me parece que está havendo uma onda, uma verdadeira ofensiva da esquerda em toda mídia nacional e internacional. Na ânsia de tentar abafar um suposto crescimento mundial do pensamento conservador, a resposta encontrada pela esquerda é a de radicalizar ainda mais em todas suas propostas.

Já ouvi alguns áudios, supostamente depoimentos de funcionários de grandes organizações da mídia nacional, denunciando que há uma orientação dentro destas empresas neste sentido. Não tenho a menor dúvida de que são falsos. Mas não é preciso depoimento de quem quer que seja para observar que não deixa de haver um fundo de verdade no que é dito em tais vídeos. Nota-se claramente que há uma verdadeira perseguição ao atual governo de Temer, que eu acharia plenamente justificada, dado o cabedal de denúncias contra membros do governo. Mas só se a mesma perseguição tivesse sido empregada ao governo anterior, também eivado de problemas da mesma ordem (ou até maiores) do que o de Temer. Infelizmente, ao contrário, a mesma mídia blindava o governo anterior, cujas mazelas éticas sempre passavam longe da presidência, não importando o quanto a ex-presidente fosse citada por delatores da Lava Jato. Agora, qualquer denúncia é ligada a Temer de uma forma ou de outra, mesmo que ele não seja citado explicitamente pelo delator da hora. Antes, um ministro do governo cometia tropelias pelas costas da ex-presidente (ou do anterior a ela), agora, todos os ministros só as cometem porque Temer mandou.

Mas nem precisa ser questão de acusação de crimes por governantes. Vejamos o caso de João Dória em São Paulo. Não tem o que o homem faça que não seja criticado. Do aumento da velocidade das marginais, que não aumentou o número de acidentes, que se manteve, à polêmica da tal “farinata”, complemento alimentar fabricado a partir de alimentos próximos de ter a validade vencida, nada que o prefeito faz passa sem críticas ferozes, desde que passou a ser presidenciável. As notícias, sempre em tom de crítica e/ou desaprovador sobre as proposições e decisões do prefeito, são picadas durante toda a programação, repetidas à exaustão para que ninguém fique alheio (negativamente) ao que faz ou deixa de fazer Doria. A corrida presidencial já começou, e está claro que algumas organizações da mídia já escolheram seu candidato, ou ao menos quem eles não querem que seja eleito.

Na política internacional, também não deixa de ser notável a perseguição implacável a Donald Trump. O mundo das celebridades, de atores, atrizes e jogadores de futebol americano têm uma tolerância muito baixa ao pensamento divergente. Chegam a se opor ao próprio país, ofendendo a bandeira americana, apenas porque o bilionário se tornou presidente. Talvez até tenham razão nisto, afinal foi a população do país que colocou Trump no Salão Oval. A América só é América para eles quando o pessoal concorda com suas posições. Vimos alguma coisa semelhante quando Obama foi eleito por duas vezes presidente dos americanos? Até quando um inimigo externo ameaça os Estados Unidos, a turma resolve botar a culpa em Trump, como se a Coreia do Norte fosse algo inevitável, um fenômeno natural, normal, tal qual um meteoro vindo em direção â Terra para nos aniquilar. Uma palavrinha contra o regime político que reina por lá desta mesma turma de opositores de Trump? Nenhuma...

Mas isso não se restringe a política partidária nacional ou internacional, claro. A ideologia de gênero explodiu como tema em 2017. O que antes para mim era um tema completamente desconhecido, passou a ser assunto diariamente nas redes sociais: a existência de mais de cinquenta gêneros diferentes, como “trans não binário”, seja lá o que isso signifique. É um bombardeio direto, dia e noite, desde o início da manhã, em programas de variedades, até as novelas e séries de final do dia. Não escapa nada. Até as crianças pequenas começaram a ser alvo da ideologia de gênero e da sexualização, com o intuito de forçá-las a tomar uma posição que elas não têm condição de avaliar corretamente, e por isso mesmo deveriam ser poupadas. Até uma suposta arte foi criada para poder introduzir o assunto sub-repticiamente aos pequenos. E casualmente escolas passaram a levar crianças para onde esta “arte” está sendo exibida, sem que isto despertasse nos pais os alertas de manipulação de seus filhos por quem deveria apenas e tão somente ensiná-los matérias básicas escolares. Professor ensina, pais educam. Simples assim, ou deveria ser.

O que na realidade incomoda as mídias tradicionais, antes monopolizadoras da formação de opinião e lotadas de pensadores e seguidores do pensamento de esquerda, é que a internet quebrou este monopólio e permitiu que os conservadores se encontrassem, trocassem ideias e vissem que são numerosos. Este recrudescimento e radicalização da esquerda é a reação natural de quem vê que está perdendo o controle das narrativas.

Reforçar posições e atacar com mais força foi a tática adotada em escala mundial pela esquerda. Autocrítica? Nenhuma. Acho que só perderão ainda mais espaço. O tempo dirá.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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