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Uma Revolução em Andamento

James M. Dressler

13.11.2017

Uma Revolução em Andamento

A esta altura, todos já percebemos, há uma revolução em andamento. Que tempo vivemos! Ela começou lá atrás, quando o computador pessoal foi inventado por Steve Jobs na década de 70, com seu Apple II, o primeiro computador pessoal a realmente ser um grande sucesso de vendas. Depois veio o PC, o Windows, e o resto é história. Na época, houve quem se perguntasse para que alguém precisaria de um computador pessoal, mas bem, isso já virou anedota.

Os computadores pessoais permitiram às pequenas empresas e às pessoas em geral o acesso a programas incríveis como as planilhas eletrônicas e os editores de texto, facilitando nossas vidas e agilizando toda sorte de negócios pelo planeta. Daí para uma diversidade de aplicativos que surgiram, foi questão de pouco tempo. E o computador se tornou parte indispensável de nossas vidas.

Uma nova onda aconteceu com a popularização da Internet e o surgimento da World Wide Web (WWW) em meados da década de 90, em que então todo aquele mar de computadores já existentes se interconectaram através da rede mundial, e onde sites incríveis passaram a espalhar informação e serviços que antes só pessoalmente poderiam ser consumidos. Quem se imagina hoje indo a um banco mais do que uma ou duas vezes ao ano, se tanto? Eu mesmo acho que este ano ainda não fui naquele em que sou cliente!

Mas há questão de 10 anos atrás veio um novo impulso nesta revolução, uma nova onda. O smartphone chegou e em meia década mudou o mundo. Claro, ele não fez isto sozinho. Ele foi uma combinação de tecnologias que já existiam que abriram caminho para que outras tecnologias florescessem. Vieram em sua esteira a Internet móvel, as redes sociais e a nuvem de serviços e dados. Sim, havia redes sociais antes, mas não dá para negar que elas efetivamente explodiram com o smartphone. E a nuvem virou o meio mais inteligente de fornecer serviços para estes bilhões de smartphones funcionando pelo mundo.

Esta é uma das revoluções dentro da revolução que está em andamento. Todo mundo conectado o tempo inteiro, um oceano de informações na palma da sua mão, uma conectividade nunca imaginada antes, nem nos melhores filmes e séries de ficção científica do século passado, já percebeu? Hoje, as empresas já competem pelo seu tempo, pela sua atenção, por você usar seu smartphone para usar as redes sociais que elas oferecem. Facebook, Instagram, Google e Twitter estão numa luta sem precedentes pelo seu tempo.

A outra revolução dentro da revolução que está agora tomando corpo é o das moedas digitais, que já comentei em um artigo passado, falando especificamente do Bitcoin. Outra tecnologia disruptiva que não sabemos muito bem como vai terminar, mas que parece já não ter mais volta. Bitcoin, Ethereum, Monero, esta turma veio para ficar.

As terapias genéticas para cura de doenças também avançam com rapidez, depois que o mapeamento genético humano se tornou realidade. Novidades como a manipulação de genes para evitar doenças, vacinas gênicas e outros avanços se tornarão comuns e disponíveis para toda população na próxima década.

E por fim, a inteligência artificial, tão imaginada, esperada e temida há décadas, está chegando aos poucos à nossa realidade. Em breve, às nossas casas. Já temos alguma automação inteligente disponível, mas o que está por vir é algo bem mais tecnológico, sejam os carros autônomos, que parecem quase uma realidade, ou androides capazes de interagir com humanos como se humanos fossem. Acho questão de tempo, no máximo 15 anos. Neste futuro próximo, olharemos para os dias de hoje e pensaremos o que pensamos hoje, quando nos imaginamos sem um smartphone na mão. Como a gente vivia sem isso?

O que me assusta nisso tudo é como, de certa forma, esta revolução toda passa ao largo do Brasil. Sim, as novidades acabam chegando aqui, mesmo que tardiamente, mas o Brasil acaba apenas como consumidor e não como criador de tecnologia. Enquanto discutimos se devemos ou não modificar legislações arcaicas, de quase 100 anos atrás, para regular relações de trabalho ou reger empresas e seus negócios, o mundo muda rapidamente. Enquanto vivemos de greve em greve em setores como saúde, educação e segurança, o mundo civilizado progride em velocidade espantosa, 24 horas por dia e sete dias por semana, deixando-nos cada vez mais para trás.

Meu temor é que neste ritmo, depois não consigamos mais nos aproximar do Primeiro Mundo. O Brasil precisa mudar, sair do século XX e entrar no século XXI. Já!


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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