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O Que Esperar de 2018?

James M. Dressler

01.01.2018

O Que Esperar de 2018?

Estamos diante de um ano que promete: eleições brasileiras, a continuação da Lava Jato, a crise fiscal dos Estados, a reforma da Previdência, o segundo ano de governo de Trump, a crise com a Coreia do Norte, o futuro das criptomoedas. O que podemos esperar no decorrer deste ano que se inicia?

As eleições presidenciais brasileiras, principalmente, serão o foco das atenções já em Janeiro.  Com o julgamento de Lula marcado para o final do mês, o quadro eleitoral pode começar a se delinear, pois se for confirmada a condenação na segunda instância, Lula não poderá ser candidato. A menos, é claro, que se dê um “jeitinho”. Qual é mesmo o país que é conhecido por ser o “país do jeitinho”? Ou será que com a Lava Jato as coisas estão realmente mudando de cara em nosso país? 2018 vai responder esta pergunta.

Por falar em Lava Jato, sempre tão ameaçada, vai seguir o mesmo rumo dos anos anteriores, apesar dos envolvidos de todos os partidos tentarem de todas as formas solapá-la. Recentemente, uma das ameaças era a própria Raquel Dodge nomeada Procuradora Geral da República, segundo os alarmistas de sempre. Contrariando os infundados maus agouros, ela já provou ser independente e pediu a suspensão do decreto de indulto de Natal do presidente Michel Temer, uma verdadeira aberração, cuja motivação nem preciso comentar. Vou até mais longe, jamais deveria haver qualquer indulto, exceto em casos excepcionais, como um preso específico em estado terminal.

Já para a crise fiscal dos Estados, é fácil prever que ela vai se agravar, com outros estados também ficando sem dinheiro para pagar as despesas correntes. Como qualquer reforma é impopular, assim como o aumento de impostos, ainda mais em ano eleitoral, é provável que falte “gás” para outros governadores e até prefeitos que até agora vinham conseguindo driblar a falta de recursos. No Rio Grande do Sul, apesar do esforço da oposição em barrar qualquer tentativa de Sartori em acertar um acordo fiscal com a União, eventualmente acredito que ele consiga encaminhá-lo. Falta saber se isso será bom para o estado, ou será bom apenas para o funcionalismo, que voltará a receber em dia, já de olho em uma nova rodada de bondades, assim que houver dinheiro disponível no caixa único e um governador menos responsável, que ache que equilíbrio fiscal é bobagem.

E, claro, a crise fiscal de todos também passa pela Reforma da Previdência, marcada para ser votada em Fevereiro. Uma eventual não aprovação da reforma levará a um inevitável estrangulamento das contas da União, fazendo-a buscar mais recursos no mercado para fechar as contas, ou seja, emitindo títulos da dívida pública para pagar as contas, e provavelmente com juros maiores. Claro, vai sobrar menos dinheiro também para socorrer outros entes da federação em apuros financeiros. Vai passar a Reforma da Previdência? Seria muito bom que passasse, mas o Brasil tem certa vocação para criar desastres. No momento, impossível prever.

Já no âmbito internacional, mais um ano de Trump, que apesar do bombardeio diário da mídia americana e internacional, vem conseguindo cumprir suas metas de campanha. A mídia esquerdista ainda não conseguiu derrubá-lo, embora esse seja um objetivo perseguido diariamente. Depois da reforma tributária, seu maior desafio em 2018 será lidar com a Coreia do Norte e seu poderio nuclear. Até agora, acho que ele vem contornando bem a situação, mas como temos um sujeito imprevisível comandando o país comunista, a tarefa em 2018 não será fácil. Fiquemos atentos a esta situação e seus desdobramentos, pois uma eventual guerra fará disparar ativos como o ouro e petróleo, e despencar outros como as ações. E isso afetará a todos, incluindo os brasileiros.

E por falar em ativos, qual seria o efeito de uma guerra sobre as criptomoedas? Elas desabariam, pelo temor do Blockchain, tecnologia baseada na Internet, colapsar junto com a rede mundial? Ou disparariam, por ser um ativo que representaria o ouro digital, com a vantagem de ser de fácil envio ou recepção em qualquer lugar do mundo? Difícil prever. Dependeria muito da extensão do conflito e de quanto a internet seria afetada por ele. Não havendo conflito, o que esperamos, 2018 pode ser o ano definitivo para as criptomoedas, com sua popularidade crescendo e os preços subindo. Novas tecnologias serão incorporadas às criptomoedas já existentes, consolidando-as e aumentando sua confiabilidade, com reflexos em sua aceitação, que poderá ter um crescimento muito maior que em 2017.

Portanto, grandes expectativas para 2018. Que seja um ano melhor para todos nós, bem melhor que 2017, que já foi melhor que 2016. Ao menos as coisas vem melhorando, o que já é um alento.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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