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Backflip

James M. Dressler

08.01.2018

Backflip

Backflip. Que diabos é isso? Eu sinceramente já tinha ouvido falar, mas se me perguntassem o que era, assim de supetão, não saberia bem o que dizer. Pois bem, backflip é o que descreveríamos como uma cambalhota para trás, sem tocar com qualquer parte do corpo no chão, antes de completar o movimento.

E por que estou falando disso? Porque assisti a um vídeo surpreendente até para mim, que sou da área de TI. Não que eu achasse que isso nunca iria acontecer. Eu esperava, mas me surpreendeu pela maneira como foi feita a manobra, o contexto todo e a desenvoltura do protagonista. O vídeo é este: https://youtu.be/fRj34o4hN4I. Por favor, veja-o antes de continuar a leitura.

Lembro-me de alguns anos atrás, quando as pessoas riam das trapalhadas dos robôs, ainda em desenvolvimento, ao tentar simplesmente caminhar ou desviar de algum obstáculo, quando batiam eventualmente em algum deles e caíam deitados, sem conseguir levantar. Ou então simplesmente subir uma escada, era tombo na certa. Pensava comigo mesmo: questão de tempo. Estes problemas serão contornados facilmente pelo software assim que entendermos exatamente que sensores são necessários para um equilíbrio perfeito e que dispositivos (motores, juntas, etc.) são necessários para tornar isso mais fácil. Basicamente, um hardware mais adequado. E chegará o dia em que riremos de nós mesmos e de como somos desajeitados frente a um robô. Pior ainda, chegará o dia em que eles rirão de nós.

Evidentemente, já existe alguma inteligência incorporada ao robô do vídeo. Talvez até o que convencionamos chamar de AI, inteligência artificial, (algo além de se manter de pé e fazer acrobacias, como reconhecer pessoas, entender comandos na linguagem humana, executar tarefas simples, etc.). Imagine quando todos os avanços que estão sendo feitos em AI forem incorporados a robôs com tal capacidade de locomoção. Imagine quando os chips, mais potentes que tudo que conhecemos hoje, se tornarem uma realidade comercial, usando a tecnologia quântica ou mesmo usando a transferência de dados óptica interna ao chip, forem integrados a robôs como este. Permitirão códigos de AI muito mais complexos serem executados, em tempo semelhante ao que nós humanos levamos para processar informações. Junte isto tudo, e em breve estaremos conversando com “amigos” robôs como conversamos com outro ser humano.

Esta época está mais próxima do que imaginamos. Acredito que em 15 anos, no máximo, será possível comprar seu “assistente” robô tal qual compramos um automóvel ou uma televisão. Claro que vai custar os olhos da cara, assim como as TVs de Plasma custavam R$ 45.000,00 lá por 2001, o que equivaleria hoje a mais de R$ 100.000, considerando a inflação. Hoje, por apenas R$ 2.000, você compra uma TV muito superior àquela de 2001.

Esta é apenas uma das tecnologias que vai mudar completamente nossas vidas nos próximos anos. As implicações disso na nossa vida serão imensas. Com robôs avançados, muitos empregos simplesmente desaparecerão, porque os robôs simplesmente tomarão conta das tarefas. É cristalino como a água. Será a primeira “guerra” entre humanos e robôs. Não se surpreenda se você vir, em um futuro próximo, robôs sendo vandalizados nas ruas, como carros do Uber já foram.

A propósito, há uma série muito interessante no Netflix chamada Black Mirror, que justamente explora o efeito de tecnologias emergentes (ainda não disponíveis, mas que estão em vias de) na vida do ser humano. A quarta temporada foi lançada há alguns dias atrás. Recomendo.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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