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Copa 2018

James M. Dressler

21.05.2018

Copa 2018

Estamos a menos de um mês de mais uma Copa do Mundo de futebol, considerada, pelos mais fanáticos, como “o maior espetáculo da Terra”. Sem dúvida, o evento atrai um número enorme de espectadores, e o que mais se especula é quem serão os protagonistas de 2018.

Há os candidatos de sempre: Brasil, Argentina e Alemanha. A Itália estaria neste grupo, mas não conseguiu a classificação e ficou pelo meio do caminho. Numa segunda linha de favoritos, Espanha, Inglaterra, França e Portugal, sendo que Portugal principalmente por Cristiano Ronaldo, que se mantiver a fase esplendorosa, pode fazer a diferença. Os outros três têm times bem ajustados, com alguns bons jogadores em ascensão, como Isco e Asensio na Espanha, Sterling, Kane e Rashford na Inglaterra, e Pogba e Griezmann na França. Todos figurinhas carimbadas desta última edição da Liga dos Campeões, cuja final será daqui alguns dias, em 26 de maio, entre Real Madrid e Liverpool.

Vejo o Brasil como uma incógnita, principalmente depois do fracasso em 2014, sob a marca dos fatídicos 7x1. Tite terá muito trabalho em tirar a ansiedade e passar tranquilidade a seus jogadores, que podem ter suas condições psicológicas alteradas para pior, pelo temor de que um novo desastre se repita. A partida de estreia contra a Suíça será decisiva. E a Suíça não é um time ruim, é um time mediano que pode surpreender. Mesmo assim, o Brasil deve se classificar sem sustos se vencer na estreia. O problema passará a ser o depois. A favor do Brasil podemos lembrar-nos do desastre de 1966 e a recuperação fantástica na Copa seguinte, no México em 1970. Pode acontecer de novo.

A Argentina é outra incógnita, pela “Messi-dependência”. Se o craque conseguir jogar seu melhor futebol, apesar da marcação implacável que terá em todos os jogos, a Argentina já está na segunda fase. E apesar da má campanha nas eliminatórias, a Argentina tem bons jogadores, como Di Maria e Agüero, este último um fazedor de gols, que se disparar a fazê-los na Rússia, vai levar a Argentina longe. A dúvida sobre o desempenho da Argentina é grande, porque até agora o time não encaixou, mas pode repetir a Itália de 1982, que tinha grandes jogadores que só foram atingir conjunto já em meio às oitavas de final, e acabaram campeões.

A Alemanha, pelo que tem demonstrado nos últimos jogos, parece ter perdido um pouco da força de 2014. Talvez tenha perdido o encaixe, talvez esteja escondendo o jogo, talvez haja um pouco de soberba prejudicando o time. Difícil saber, mas a Alemanha está abaixo do futebol que apresentou no Brasil. Também não há uma grande novidade no time para 2018, é um time que já foi bastante estudado pelos adversários, está “manjado”. Acredito que vai ser difícil repetir o feito na Rússia. Mas tem potencial para fazê-lo.

Entre as demais seleções, aquelas que eu considero numa segunda linha de favoritos, acho que é bem provável que uma delas chegue à final com Brasil, Argentina ou Alemanha. Aposto minhas fichas na Inglaterra e Espanha, sem ordem de favoritismo. São as que me parecem mais fortes e que tem as ligas locais entre as mais poderosas da Europa e do mundo. Isso aprimora as qualidades e traz experiência aos jogadores, que ficam mais aptos a enfrentar grandes jogos e se saírem vitoriosos.

Neste tempo que resta, é tudo expectativa. Começaremos a tirar a febre dos competidores a partir do dia 14 de Junho, com a partida entre Rússia e Arábia Saudita.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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