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A Revolução

James M. Dressler

18.02.2019

A Revolução

Confesso. Sou um sujeito que a vida inteira trabalhou com tecnologia, desenvolvendo sistemas operacionais para computadores, software para emissores de cupom fiscal, aplicativos para PC, web, Android e iOS, e até semana passada jamais tinha usado o Uber.

Claro, eu sabia como funcionava, toda a lógica por trás da operação, saberia até fazer um aplicativo semelhante, também sabia de todas as vantagens sobre o táxi, inclusive já tinha até pego carona com alguém de Uber, mas ainda não tinha eu mesmo usado. Nem sequer tinha instalado no meu smartphone. Nunca tinha tido a experiência toda como protagonista da corrida.

E aí, quando isso aconteceu, passou ao mesmo tempo aquele filmezinho de todo o sofrimento que eu tive durante décadas com os táxis. Estava chovendo? Não se conseguia um táxi. Dia claro sem nuvens? Chamava e demorava a vir, tinha que ficar plantado esperando até que o táxi aparecesse. Entrava no táxi e já o via partir de um valor (alto) no taxímetro, e a gente nem tinha começado a andar! E depois aquele taxímetro correndo, cada vez mais rápido, pulando de real em real, mesmo quando o táxi estava parado. Um martírio.

E aí tu pegas um Uber. Estava ainda dentro do meu apartamento, já pronto para sair e, como marinheiro de primeira viagem, já pedi o Uber. O aplicativo mostrou que ele estaria ali em um minuto (!). Eu até achei graça, mesmo que o mapa mostrado pelo aplicativo realmente indicasse que o carro estava próximo. O elevador desceu aquela meia dúzia de andares até o térreo, eu passei pela portaria, tudo em menos de um minuto, se tanto, e me pus a esperar. Passaram-se uns 30 segundos, e ouvi uma buzina de um carro que já estava parado ali antes de eu chegar. Era o Uber. Ele tinha chegado ao ponto de embarque antes mesmo de mim! Já entrei no carro me desculpando e dizendo que eu nem acreditei que era ele. E diferente de tantos taxistas com que tive experiências desagradáveis, o “uberista” foi todo simpatia e fomos conversando durante o trajeto sobre o Uber, e como nós estávamos encantados com o sistema.

Lembrei-me depois dos valores que eu pagava em corridas semelhantes, quando usava (raramente) táxis, pois sempre achei o sistema caro, ineficiente e restritivo da liberdade de competição, o que, aliás, explica os altos preços. Pois com o Uber eu paguei no mínimo um terço do preço que teria pagado indo de táxi. Meu bolso agradece.

O Uber é uma revolução, aliás, uma segunda revolução em cima da revolução dos smartphones. Outras já aconteceram e outras mais virão, em cima deste paradigma. Nada como tecnologia e liberdade. O que pode ser criado de bom com estas duas, não tem limites.


Tags: James Dressler, coluna, artigo, opinião


James Masi Dressler é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS e pós-graduado em Ciência da Computação pela mesma universidade.

    e-mail: jamesmdr@gmail.com
    Twitter: @jamesmdr

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