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Um Pouco de Liberdade é Fundamental

Helena B. Juenemann

22.11.2016

Um Pouco de Liberdade é Fundamental

Na última quinta-feira de novembro, neste ano, dia 24, os Estados Unidos festejam o Thanksgiving Day, o Dia de Ação de Graças. Feriado nacional dos mais esperados, a comemoração é originária de festivais que os colonos organizavam em saudação às boas colheitas. Nesta ocasião, as famílias se reúnem para a tradicional ceia, onde o peru reveste-se no prato principal, e  também, para agradecerem a Deus as bençãos recebidas durante o ano.

Dia de folga para a maioria dos americanos com bancos, repartições públicas e a maioria das empresas fechadas, uma das mais efusivas festas ocorre em Nova York que, repleta, encanta os turistas com um grande desfile que parte do Macy’s, na Broadway. Já na manhã seguinte, sexta-feira, o povo vai à loucura estando as lojas em  queda vertiginosa de preços por conta do Black Friday. Entre comemorações e compras, os viajantes aproveitam o clima alvissareiro da cidade e lotam a agenda com programações que variam desde espetáculos na Broadway, à operas e ballet no Lincoln Center for The Performing Arts, shows de música, cinema, museus, passeios turísticos, etc.   

Normalmente quem é marinheiro de primeira viagem quer explorar o lugar e vivê-lo com intensidade e sofreguidão sem perder tempo. Muitas vezes, a correria, que acaba numa estafa maior, nada mais é do que reflexo do medo de se deparar com a solidão, da necessidade de ter companhia, de não parar para não pensar. Viagens podem  se transformar em fugas, amparo para a autoestima onde o rosto, encharcado em lágrimas, aparece no facebook emoldurado no maior sorriso. Muita gente, mesmo em excursão, não consegue enxergar a beleza, pois está, simplesmente, ausente, distante, perdida de si mesma.

Qualquer que seja o local, de cidade movida à tecnologia à uma praia reconfortante, permita-se, alguns momentos de liberdade para poder se conhecer e se descobrir. Sentir aromas diferentes, provar outra cozinha, mudar de cenário, acolher sentimentos, sensações e lembranças que, certamente, hão de vir à tona e sacudir. Sempre que possível, fuja da manada, dos passeios pré-escolhidos, de horários determinados. Em viagem é preciso descontração, romper padrões domésticos, se deixar levar pela voz do vento e sussurros de amor, vivenciar uma adolescência, ainda que tardia, para ter a oportunidade única de saber quem se é.  

Acompanhe o programa, faça todos os passeios, mas reserve um tempo para as próprias descobertas. Só assim, a viagem valerá à pena!


Tags: Helena Beatriz Juenemann, turismo, viagem, viajar, artigo, coluna


Helena Beatriz Pinheiro Reis Juenemann é Life Coach, Psicóloga, especialista em psicossomática e Relações Públicas.

Possui os seguintes livros publicados: "Recado ao Futuro" e "O Vento da Aurora" (poesias)

Foi correspondente internacional do Jornal Correio do Povo, escrevendo artigos sobre turismo.

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