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17.11.2010 | Opinião

Por que os bandidos matam?

Capa de Veja edição 2191 - 17/11/2010

A matéria de capa da revista Veja desta semana (edição 2191 de 17/11/2010) aborda um tema que nos assusta, e muito. O texto fala dos presos mais perigosos no Brasil, assassinos e latrocidas dos mais violentos, apresentando as razões pelas quais eles justificam sua violência.

Impressionantes os relatos de 40 assassinos confessos que estão na matéria "Porque os bandidos matam", do jornalista Kalleo Coura, de apenas 23 anos.

A frieza, crueldade e selvageria que levaram aos assassinatos são de assustar.

Esta escória, produto de nossa sociedade alienada, mata por nada, por banalidades.

Leiam este trecho da reportagem...

Matamos dois guardas da escolta porque um deles fez menção de sacar o revólver. Eu e meus parceiros estávamos num corredor do Walmart esperando os guardas que vinham com um malote de dinheiro. Entramos no supermercado bem-vestidos, como se fôssemos ao departamento de pessoal. A gente tinha dois AK-47 e um M16 – três fuzis para enfrentar três guardas. Eles só tinham que ‘perder’ o malote, mas não quiseram. Quando um deles fez menção de colocar a mão no revólver, foi tiro para todo lado. Dois morreram e um ficou em condições precárias. Para um assalto virar latrocínio é só alguém reagir. Reagiu, é ele ou eu. Eu sou ladrão profissional, estava fazendo o meu trabalho, ele não deveria ter metido a mão.

Quando há a mínima possibilidade de reação da vítima ou um movimento brusco e inesperado, ainda que apenas para fazer coisas simples como puxar o freio de mão e tirar a carteira do bolso ou até levantar a mão para se render, eles mandam bala.

Quem tem “direitos humanos” em nosso país são os bandidos, que são vitimados pelos intelectualóides (sic) de plantão. Ou seja, os honestos viram reféns de um Estado despreparado, onde a bandidagem tem direito de roubar e matar e nós, suas vítimas, nem mesmo o direito de chorar nossos mortos.

O que o Estado prega, e já escutei várias vezes, é que devemos estar preparados para sermos agredidos sem reagir, pois reagir pode nos levar à morte.

Estes facínoras não estão nem aí, pois sabem que a impunidade é quase certa, a punição é branda e, o mais importante para eles, morto não tem o que reclamar.

A resposta à pergunta ou afirmação título da matéria da Revista Veja, me parece clara. O Estado brasileiro faliu no que tange à proteção da sociedade.

Os bandidos matam por nada, pois sabem que se forem presos, passado pouco tempo estarão livres barbarizando novamente.

É duro admitir, pois a minha consciência ainda me reprimia, mas devemos rever as penas em nosso país, tais como a prisão perpétua, trabalhos forçados e até mesmo a pena capital, a execução por parte do Estado de pessoas que não podem ser chamadas de seres humanos.


Tags: crime, assassinato, violência, impunidade, morte






Opinião do internauta

  • vera (18.11.2010 | 14.56)
    ENQUANTO O GOVERNO CONTINUAR SUSTENTANDO A " VADIAGEM" (VALES, BOLSAS,AUXILIOS, ESMOLAS, IGREJAS, JUDICIARIO LERDO, FAVORECIMENTOS, DIREITOS HUMANOS, MST, ETC ETC ETC , )FAZ A CONTA EM VALORES, QTO PRECISA PRA SUSTENTAR ISSSO DAÍ. AS NOSSAS CUSTAS, NÃO TEM SOLUÇÃO.... DESILUDE OS NORMAIS, CORRETOS, OS QUE TEM ESPERANÇA, DE VER UM POVO EDUCADO, COM RESPEITO AS INSTITUIÇÕES, MAS NEM ELAS E NEM OS REPRESENTANTES SE DÃO AO RESPEITO, QUE PENA..... "PATRIA AMADA BRASIL"... É UMA PENA..... PENA..... DE MORTE... SERIA IDEAL, PORQUE JÁ EXISTE A PENA DE MORTE NO BRASIL, E OS INOCENTES NEM SABEM PORQUE MORREM, DIREITOS HUMANOS?????? PORQUE NÃO SE APRESENTAM EM TODAS AS SITUAÇÕES??? NEM DA PRA COMEÇAR A ESCREVER. PAREI AQUI

  • Dieter Kempf (17.11.2010 | 20.04)
    Como as opiniões são unânimes e conformes com o pensamento da fonte (Veja), não me resta mais que questionar a unanimidade: se TODOS dizem e pensam a mesma coisa, por que nada muda a este respeito? Deve haver algo errado nisso. Exemplo: TODOS querem um Estado mais eficiente em TUDO mas NINGUÉM quer pagar o preço, a culpa sempre é do outro. "Político" virou bode expiatório. É uma categoria social diferente? Vieram de Marte? Pergunta final que penso estar relacionada com o problema: existe, na nossa sociedade, algum limite moral, ético ou legal para o enriquecimento pessoal ou, ao contrário, quanto mais rico e poderoso, mais se é admirado? Um bilhão, um trilhão, 10 trilhões... isso pode. E deve! E os outros?

  • Luis Carlos Visnievski (17.11.2010 | 19.25)
    tudo o que se fala á respeito já é sabido e falar ou ouvir o que se sabe não muda nada o problema. O mais próximo de tentar á meu ver, resolver esse mal humano acredito estar no"CODIGO de HAMURABI" Obrigado!

  • Paulo Roberto Pereira Alves (17.11.2010 | 18.09)
    Sou da opinião que bandido 'multireincidente' em crimes como homicídio, estupro, sequestro, tráfico de armar e drogas devam ser eliminados da sociedade com prisão perpétua ou pena capital, pois, não tem nada a perder, a não ser cometer mais crimes, eis que, acham que a vida do cidadão honesto é como a sua, que nada vale.

  • Carlos Alberto Petry (17.11.2010 | 15.11)
    Infelizmente Orlandini, o pensamento expresso no texto é idêntico ao meu, mas infelizmente, tudo o que vemos neste "desPaís", dirigido por estes "desgovernantes", é que o cidadão de bem passa a ser criminoso se tiver uma arma, e mais criminoso ainda se fizer uso dela para de defender. Eu pergunto, porque o Lula, o Tarso e outros governantes "bolivarianos" não desarmam os bandidos, eu respondo: porque não tem qualidades necessárias para fazê-lo, além do que desarmar a população, impede qualquer reação a uma ivestida "totalitarista" que queiramos ou não está em andamento em nossa pátria...

  • Medy Macedo (17.11.2010 | 14.22)
    Senhores, quero ser breve, se o povo usasse mais a indignação e de forma adequada e organizada com cada assunto fizesse protestos diretos. Teríamos muitos resultados e teríamos a adequação das leis.O que o povo quer saber é de direitos e não dos deveres, devemos saber que, para ter devemos doar tempo e interagir.A maioria do povo quer feriados, férias. tec.terceiros, registro, abonos , cestas, beneficios e etc. Esquecendo-se que todos os impostos recaem sobre o valor que lhes é pago.E somos nós que sustentamos a corja que tanto mal nos faz, tanto que, somos nós os prisioneiros do medo, que eles implantam no povo brasileiro e que sustentamos, com direitos humanos. Vamos mudar este país gente, vamos levantar a bandeira de quem gera empregos, que movimenta nosso Brasil e que nos faz um ser digno para viver nesta terra maravilhosa.Desculpem meu desabafo, é que eu com 55 anos ainda fico indignada com as ocorrências...Ricardo, não vivo de opiniões, toda vez que tenho oportunidade, participo, sou uma cidadã legitima, respeito o chão que piso e faço de tudo para melhorar.

  • Leopoldo E. Arnold (17.11.2010 | 14.02)
    Percebo que a maioria dos simpatizantes pelo chamego na bandidagem sequer um dia na vida precisou conhecer de fato os verdadeiros porões da crueldade humana. Partem do ingênuo pressuposto de que as pessoas não podem ser canalhas, facínoras e animalescas por natureza, que a opção deliberada pelo mal não existe e que qualquer crime de crueldade inimaginável tem sempre explicações externas ao criminoso. Lambuzam-se de conceitos acadêmicos que, se jogados nas ruas, não sobrevivem a uma só noite. De regra, são pessoas sempre dispostas a dar palpites sobre essa guerra cotidiana, mas sempre das torres de comando, jamais de dentro das trincheiras. Eu não sou imbecil para afirmar que as misérias cultural e econômica não influenciam na formação de um criminoso. Claro que sim. Não há dúvida de que, em muitos casos, tais condições facilitam e agilizam o surgimento de delinquentes. Mas também não sou limitado a ponto de acreditar que canalhas são iguais a geladeiras: basta fazer alguns reparos e tudo volta a funcionar normalmente. Olhe ao redor, caro leitor! Leia os jornais, assista aos noticiários, saia à noite, perceba melhor a condição humana, e conte quantos dos canalhas que infectam a sociedade são de fato “vítimas sociais”. E o que dizer dos imbecis de classe alta, estúpidos jovens que, durante a noite, se reúnem para assaltar e traficar nos grandes centros? E dos policiais desprezíveis que se aliam à bandidagem e, assim, garantem a sucesso do crime organizado? E dos políticos pilantras e traiçoeiros que estruturam quadrilhas inteiras para, mediante ameaças, extorsões, tráficos e assassinatos, manterem o poder sobre uma região ou mesmo um Estado? E dos comerciantes que montam quadrilhas especializadas para assaltar caminhões, muitas vezes com sequestros e mortes, para depois vender os produtos em suas lojas? E dos padres que, na sorrelfa de suas igrejas, praticam a pedofilia? Gente coitada, desprezada, vitimizada, sem oportunidades? Por favor! A canalhice cachorrenta não escolhe classe econômica, condição cultural, bairro ou idade: ela está nos becos, nas favelas, nos shoppings, nas grandes empresas, nos prédios públicos, nas ruas, ao lado de nossas casas; e seus crimes são movidos pela busca do poder, pelo gosto da dominação, pelo prazer da humilhação, pelo desprezo alheio. Enfim, por razões muito distantes das apontadas por quem defende que toda maldade é mero acidente de percurso. A dor é um forte transformador de pensamentos no ser humano, e é por isso que muita gente inverte suas ideias quando precisa reconhecer um filho no necrotério, conviver com um estupro na família ou passar a vida em uma cadeira de rodas porque uma bala covardemente lhe foi colocada na espinha. A ingenuidade e a hipocrisia só se mantêm enquanto acreditamos ou fingimos acreditar que a perversidade não faz parte do ser humano. Particularmente, estou cansado de ouvir intelectualitos falar de facínoras marginais como se fossem crianças que furtaram flores. Às vezes tenho até pena. De qualquer forma, a eles deixo uma pergunta que, com certeza, também saberão responder: se de fato acreditam no que dizem, se realmente confiam na transformação humana por intermédio de “oportunidades”, por que então não dão o exemplo e vão até a porta de um presídio e contratam o primeiro pedófilo ou estuprador que sair de lá para trabalhar como babá de seus filhos?

  • Raquel Madruga (17.11.2010 | 14.00)
    Seria cômico se não fosse trágico!! Eu, por causa do "custo benefício" sou contra a reação a um assalto, mas é ultrajante que um marginal tenha o direito de "fazer o seu trabalho" sem ser interrompido enquanto um cidadão que paga seus impostos ( e assim ajuda a sustentar as famílias de muitos destes marginais atravé do bolsa família), trabalha para sustentar a si e à sua família não tenha o direito de defender seu patrimônio e quando o faz ainda recebe duras críticas quando consegue sair vivo! Direitos humanos para quem é humano!! Só no Brasil mesmo!

  • Carlos Mello (17.11.2010 | 13.34)
    Bandidos matam porque são covardes e as pessoas de bem estão desarmadas, sem reação. Espertamente os juízes, políticos, e uma infinidade de funcionários públicos podem portar armas e se defenderem, mas o povinho, este não tem proteção, o pouco que tinha o governo popular tirou.

  • Leopoldo E. Arnold (17.11.2010 | 12.23)
    Texto do meu blog: http://leopoldoarnold.blogspot.com A canalhice cachorrenta – Parte II Percebo que a maioria dos simpatizantes pelo chamego na bandidagem sequer um dia na vida precisou conhecer de fato os verdadeiros porões da crueldade humana. Partem do ingênuo pressuposto de que as pessoas não podem ser canalhas, facínoras e animalescas por natureza, que a opção deliberada pelo mal não existe e que qualquer crime de crueldade inimaginável tem sempre explicações externas ao criminoso. Lambuzam-se de conceitos acadêmicos que, se jogados nas ruas, não sobrevivem a uma só noite. De regra, são pessoas sempre dispostas a dar palpites sobre essa guerra cotidiana, mas sempre das torres de comando, jamais de dentro das trincheiras. Eu não sou imbecil para afirmar que as misérias cultural e econômica não influenciam na formação de um criminoso. Claro que sim. Não há dúvida de que, em muitos casos, tais condições facilitam e agilizam o surgimento de delinquentes. Mas também não sou limitado a ponto de acreditar que canalhas são iguais a geladeiras: basta fazer alguns reparos e tudo volta a funcionar normalmente. Olhe ao redor, caro leitor! Leia os jornais, assista aos noticiários, saia à noite, perceba melhor a condição humana, e conte quantos dos canalhas que infectam a sociedade são de fato “vítimas sociais”. E o que dizer dos imbecis de classe alta, estúpidos jovens que, durante a noite, se reúnem para assaltar e traficar nos grandes centros? E dos policiais desprezíveis que se aliam à bandidagem e, assim, garantem a sucesso do crime organizado? E dos políticos pilantras e traiçoeiros que estruturam quadrilhas inteiras para, mediante ameaças, extorsões, tráficos e assassinatos, manterem o poder sobre uma região ou mesmo um Estado? E dos comerciantes que montam quadrilhas especializadas para assaltar caminhões, muitas vezes com sequestros e mortes, para depois vender os produtos em suas lojas? E dos padres que, na sorrelfa de suas igrejas, praticam a pedofilia? Gente coitada, desprezada, vitimizada, sem oportunidades? Por favor! A canalhice cachorrenta não escolhe classe econômica, condição cultural, bairro ou idade: ela está nos becos, nas favelas, nos shoppings, nas grandes empresas, nos prédios públicos, nas ruas, ao lado de nossas casas; e seus crimes são movidos pela busca do poder, pelo gosto da dominação, pelo prazer da humilhação, pelo desprezo alheio. Enfim, por razões muito distantes das apontadas por quem defende que toda maldade é mero acidente de percurso. A dor é um forte transformador de pensamentos no ser humano, e é por isso que muita gente inverte suas ideias quando precisa reconhecer um filho no necrotério, conviver com um estupro na família ou passar a vida em uma cadeira de rodas porque uma bala covardemente lhe foi colocada na espinha. A ingenuidade e a hipocrisia só se mantêm enquanto acreditamos ou fingimos acreditar que a perversidade não faz parte do ser humano. Particularmente, estou cansado de ouvir intelectualitos falar de facínoras marginais como se fossem crianças que furtaram flores. Às vezes tenho até pena. De qualquer forma, a eles deixo uma pergunta que, com certeza, também saberão responder: se de fato acreditam no que dizem, se realmente confiam na transformação humana por intermédio de “oportunidades”, por que então não dão o exemplo e vão até a porta de um presídio e contratam o primeiro pedófilo ou estuprador que sair de lá para trabalhar como babá de seus filhos?

  • ligia maria meirelles (17.11.2010 | 11.36)
    INFELIZMENTE estamos assistindo a banalizaçao da vida..digo: do cidadao decente trabalhador, porque o facinora sera sempre enaltecido e premiado,na atual politicagem brasileira!Ah se eu pudesse ter o poder de: fazer o tempo retornar e os militares continuarem no comando!E olha que eu berrava aos 4 ventos por Liberdade:Liberdade, Liberdade.. abre as azas para nos, que o sol da igualdade, seja sempre a nossa voz!Como eu estva errada!

  • hamilton b.martins (17.11.2010 | 10.49)
    Prezado cronista.. Está em tudo que é mídia este tema. Como eu, agora, como o repórter da Veja e como você, e como nossos "politícos", para não chamá-los de outro adjetivo, que podem fazer se quiserem mas não fazem pelos vários motivos que todos sabem, só há discurso, "blá-blá-blá". E só comparando os dias de hoje como periodo dito abertamente como de "ditadura militar", lembro bem com simples praça da Policia do Exército, em patrulhas pelo Centro de Porto Alegre, rotinas de trabalho, onde qualquer grupo de entendiados ficavam nas esquinas "fumando", viam tal policiamento e sumiam de vez. Assim como policiamento civil e da BM. Aí alcançamos a democracia a liberdade civil. Vitória derrotamos a ditatura. Moral da história em períodos de repressão a disciplina e o respeito á autoridade constituída, embora desvairada na caça política, se impõe. Em momento democrático os direitos são atropelados pela desobediência, o crime tem penas brandas, mas em geral a impunidade grassa. Assim um Estado, que faliu na sua missão de impor respeito, disciplina, lei, punição poderá se esperar o que? Pobre cidadão comum, que não pode matar ou tentar se defender pois poderá ser morto ou processado por matar um menor por exemplo. Não vai para cadeia mas tem que estar preso em sua própria casa, inclusive com policiamento privativo. Enquanto isto nossos dirigentes tem guarda pessoal do Estado. Sem leis fortes, cadeias e mais cadeias sim, perda deliberdade, penas duras, 10, 20 anos, intermitentes, perpétua, pena capital. Não vai resolver de todo, mas por certo há de frear a decadência de nosso sistema penal e minimizar a criminalidade, por demais incentivada pela impunidade geral. H.B.Martins (advogado)

  • ELIGIO CALLIGARIS (17.11.2010 | 10.35)
    UMA OUTRA ABORDAGEM SOBRE A CRIMINALIDADE O sistema que preside a formação dos anticorpos, no estado celular, é de eliminar os parasitas que representam um perigo para a comunidade. Também a criminologia moderna se pergunta até que ponto o comportamento criminoso, determinado muitas vezes por aberrações genéticas e culturais pode ser contemplado em lei. Porém se todos os caracteres filogeneticamente programados estivessem ipso facto não influenciáveis pelo aprendizado e pela educação, o homem seria o bobo irresponsável dos seus impulsos instintivos. Cada convivência civil pressupõem que o homem aprenda a freiar os seus instintos; todas as pregações dos ascetas contém esta verdade. A falta de um contato social pessoal com a mãe no decurso da primeira infância, provoca, quando não leva a conseqüências mais graves, uma incapacidade de estabelecer relações sociais, cuja sintomatologia é muito parecida com aquela da inafetividade inata. Existe um caso de um rapaz assassino, o qual depois de um período de psicoterapia em hospital, teve alta por ter sido considerado que tinha ficado bom e depois de pouco tempo, praticou um outro homicídio. O mesmo repetiu-se por nada menos que 4 vezes; somente quando o criminoso matou a quarta pessoa, a sociedade humanitária, democrática e behaviorista chegou a conclusão que era de se considerar perigoso. Estas quatro vítimas são um mal relativo comparado mais em geral, pela atitude atual da opinião pública frente ao delito: o convencimento quase religioso que todos os homens nascem iguais, e que todas as deficiências morais dos delinqüentes devem-se atribuir aos erros cometidos pelos educadores, acaba com o natural sentido da justiça, como também pelo culpado, o qual, cheio de autocomiseração, considera-se uma vítima da sociedade. A opinião pública, muitas vezes tende a julgar fatos extremos, devido ser ela um sistema regulador, porém na maioria das vezes prefere as simplificações grosseiras. A compaixão que os seres associais, inspiram, cuja menomação pode advir seja por causa de traumas irreversíveis adquiridos na primeira infância, seja por defeitos do patrimônio genético, impede que sejam protegidos aqueles que tais taras não possuem. A eliminação do sentido natural da justiça no decorrer da atual tendência a tolerância absoluta, vem sendo mais perigosa pela doutrina pseudo-democrática que considera cada comportamento humano como sendo fruto da aprendizagem. Não se trata aqui de considerar o malfeitor como um satanás, mas por causa das suas anomalias, como um doente que merece a nossa piedade; e este ponto de vista é muito bonito em teoria. No regime de competição econômica, devemos ter presente que nas condições de vida moderna, nem sequer um síngulo fator age seletivamente em favor de qualidades como a simples bondade, a honestidade, a não ser o sentido innato que temos destes valores. No regime de competição econômica característico da cultura ocidental a vantagem seletiva, vai claramente em favor de quem nega estes valores. Certos fenômenos como a intolerância a dor e a planificação dos sentimentos podem conduzir a um comportamento infantil. A necessidade impaciente de satisfazer, sem pensar muito, os próprios instintos, a falta do senso de responsabilidade e do respeito para com os sentimentos dos outros são fenômenos característicos das crianças pequenas e neles absolutamente perdoáveis. O trabalho paciente para conseguir metas a longo prazo, a responsabilidade pelas próprias ações e o respeito também para com os desconhecidos, são normas comportamentais características do homem maduro. Os cancerologos, para caracterizar uma das propriedades fundamentais do tumor maligno, falam em IMMATURIDADE. Toda vez que uma célula afasta todas aquelas propriedades que a ela permitiam de se integrar em um determinado tecido orgânico, na epidérmide, no epitélio intestinal ou na glândula mamaria, ela “regride” necessariamente a uma fase filogeneticamente ou ontologeneticamente mais antiga; ela comporta-se como um organismo unicelular ou como uma célula embrional, e inicia a se reproduzir sem ligar para a totalidade do organismo. Quanto mais se acentua a regressão, mais o tecido de nova formação se distingue do normal, mais maligno será o tumor. O pernicioso crescimento destrutivo dos tumores malignos, como já foi mencionado, foi possibilitado pelo fato que vieram a faltar, ou foram deixados inativos pelas células tumorais, os mecanismos protetores que de norma impedem que as células “associais” se propaguem. Ou seja, as células circunstantes, como as normais, aceitam e nutrem as “outras”. Por analogia, um individuo, no qual as normas comportamentais sociais não sejam maduras, e que tenha permanecido a um estádio infantil, é necessariamente um parasita da sociedade. Temos de aprender a conciliar a compreensão humana no que diz respeito ao singulo individuo com o respeito das exigências da comunidade humana. De fato, por alguma razão misteriosa, o turvamento do comportamento moral, provoca seguidamente não somente a ausência de tudo que consideramos honesto e bom, mas por cima, uma hostilidade ativa contra estes valores. De fato observando atentamente tudo o que está acontecendo hoje no mundo, não se pode objetar nada ao crente que pensa que está vendo o dilagar do Anticristo.

  • Jairo (17.11.2010 | 10.10)
    Poderia me conformar e dizer que tudo isso era previsto. Barrabás já havia se beneficiado de injustiça. Agora, simplesmente vivenciamos a escala crescente da humanidade, onde todos os índices aumentam. Desde muito tempo, a questão é sempre a mesma: “colocar em pratica” as Leis que a humanidade insiste em ignorar. Na Bíblia, podemos encontrar passagens como estas: •ROMANOS (cap. 1)• estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; •NÚMEROS (cap. 35)• Ou se o ferir com uma pedra na mão, que possa causar a morte, e ele morrer, homicida é; e o homicida será morto. Ou se o ferir com instrumento de pau na mão, que possa causar a morte, e ele morrer, homicida é; será morto o homicida. •NÚMEROS (cap. 35)• Todo aquele que matar alguém, será morto conforme o depoimento de testemunhas; mas uma só testemunha não deporá contra alguém, para condená-lo à morte. Sou a favor de que o Estado tome providencias mais severas, capitais, se forem necessárias. Porém, fica o grande receio de condenar pessoas inocentes. Neste caso, cometer-se-ia injustiça ainda maior ao condenar inocentes a pagar com a vida, o invés de bandidos. Mas enfim, não dá mais! Mesmo cientes que a justiça dependerá da boa vontade de alguns homens, é preciso tomar providencias urgentes, assegurando que o mal não vença. A hora é agora. Que não haja pretextos para a busca da justiça. O Brasil de oportunidades deve aproveitar este momento para surfar mais esta onda, dando mais este exemplo através da sua justiça.

  • James Dressler (17.11.2010 | 09.35)
    Concordo com tudo que você escreveu, mas o que me preocupa muito mais que isso são os que matam (em cada vez maior número) os que não reagem, simplesmente para se vingar "porque a vítima tem e ele, o ladrão, não tem", como se a vítima fosse culpada disso e não ele próprio.

  • Fabricio (17.11.2010 | 09.06)
    Infelizmente, hoje, é muito facil matar. Qualquer um pode ter arma e o Estado não esta interessado em protejer o cidadão. Desde que os bandidos não exagerem, nada precisa ser feito segundo o Estado. Enfim, uma vida não é motivo suficiente para gastar mais com segurança e melhorar nosso sistema penitenciário. Nada vai mudar para o azar dos nossos biznetos e de seus netos e assim por diante. A corrupção não vai deixar isso mudar. Os presos tinham é que quebrar pedra o dia inteiro e voltar para a cadeia apenas com vontade de dormir. Talvez assim o nosso problema diminuiria, mas se a educação continuar como esta, e tenho certeza de que é do interesse do Estado deixar com esta, o futuro não é brilhante, muito pelo contrário.

  • Jefferson Vieira Barboza (17.11.2010 | 08.27)
    Os Bandidos matam por uma única razão, certeza da impunidade! Acrescente isso a uma justiça lenta, corrupção, sistema judiciário e prisional sucateado!

  • Dayan (17.11.2010 | 01.28)
    Não sou defensor de bandido, mas num país desonesto como o nosso, pena de morte só serviria pra ladrão de galinha. O que diminui o crime é a CERTEZA da punição, não a força da punição. Não adianta ter penas fortes quando ninguém vai preso. Penas de 10, 20 ou 30 anos (ou a excelente idéia dos trabalhos forçados), desde que o sujeito saiba que, se ele cometer um crime será preso com 99% de chances, já resolveriam o problema. Sempre tenham em mente isso: o crime dimonui quando a impunidade diminui, e isso independe do tipo de pena aplicada.

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