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12.01.2011 | Opinião

O aniversário de HAL

HAL 9000

O computador HAL 9000 é um personagem ficcional da série Space Odyssey (Odisseia Espacial) de Arthur Charles Clarke, e foi imortalizado pela adaptação cinematográfica feita em 1968 por Stanley Kubrick do primeiro volume da mesma, 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Na trama, HAL é um computador com avançada inteligência artificial, instalado a bordo da nave espacial Discovery e responsável por todo seu funcionamento. No filme, é representado por câmeras de televisão distribuídas através da nave.

Na ficção, HAL teria se tornado operacional no dia 12 de janeiro de 1992 (no romance de Clarke, entretanto, é mencionado o ano de 1997) e foi criado pelo indiano Dr. Chandra.

Algumas fontes afirmam que o nome HAL deriva de IBM. De fato, cada letra de HAL é exatamente uma anterior, alfabeticamente, às letras de IBM, uma das maiores empresas de computação do mundo e que já existia nesta época.

Falo de HAL e da IBM, na data ficcional de seu nascimento, 12 de janeiro, para reforçar o fato de que passados treze ou dezoito anos de seu nascimento na ficção, e de 43 anos da estreia do filme de Stanley Kubrick nos cinemas, a computação ainda nos fascina.

Ela nos envolve a tal ponto que não conseguimos imaginar até onde ela poderá nos levar, e o bem ou o mal que poderá nos causar.

Em 2001: Uma Odisseia no Espaço, o computador HAL já nos mostrava um lado sombrio que poderia vir das máquinas tão ou mais inteligentes que o homem, mas que não possuem sentimentos. Sua lógica objetiva nos assombrava.

Hoje os computadores invadiram nossos lares, a tal ponto de que passamos a acreditar que não conseguiremos viver sem eles. Nossa dependência do mundo cibernético é enorme.

Mas o lado sombrio da ficção de 2001 possui um lado real. Diversos países sofrem com o dilema de onde colocar o “lixo eletrônico”, o entulho tecnológico que se torna obsoleto com o passar de poucos anos, e que contamina a natureza.

Circuitos, placas, monitores, carcaças das mais diversas, e as tão prejudiciais baterias, estão nos criando um problema ainda sem solução.

Lembro-me da CeBIT 2008, ocorrida em março de 2008 na cidade de Hannover na Alemanha, onde o tema GREEN IT, ou Tecnologia Verde, foi o grande destaque. Aconteceram mais de 1000 eventos relacionados.

Além disso, até mesmo simples pesquisas nos inofensivos Google Search ou Bing estão gerando uma quantidade significativa de CO2, contribuindo para o efeito estufa.

É crescente a preocupação com o aquecimento gerado por computadores e equipamentos eletrônicos, o que está levando a indústria a criar produtos que gerem menos calor.

Do HAL de 2001 ao aquecimento global de hoje muita coisa mudou. As tecnologias avançam a cada dia, e a eficiência energética, ou seja, com menos energia gerar a mesma quantidade de valor energético, é busca constante da ciência moderna.

Como sempre digo a ficção de ontem deixou de ser algo vago num futuro incerto. Em mais um aniversário do computador HAL, passados poucos anos de sua ficcional criação, muita coisa que era ficção tornou-se a mais pura realidade.


Tags: ficção, HAL, IBM, computador, Clarke, Kubrick






Opinião do internauta

  • Paulo Azeredo (12.01.2011 | 18.56)
    Caro Orlandini, Muito boa a lembrança do aniversário do HAL. De fato, Arthur Clarke antecipou o futuro, mas parece que antecipou demais. As capacidades computacionais de HAL estão muito além daquilo que a Inteligência Artificial alcançou até hoje. Aliás, o tema “rebelião das máquinas” não foi uma invenção de Clarke. De qualquer forma, mesmo que no futuro possa existir um HAL de verdade, creio que podemos ficar tranquilos quanto à sua autonomia, pois uma coisa é ter inteligência e outra é ter a iniciativa de fazer as coisas acontecerem. Isso é o que acontece com muita gente hoje em dia. Mas, se vier a acontecer, ao contrário das pessoas, sempre podemos tirar o fio da tomada. Grande abraço, Paulo Azeredo

    Réplica:

    Forte abraço Paulo. Obrigado pela colaboração.

  • Jorge Tubalc (12.01.2011 | 15.56)
    Boa lembrança Orlandini. HAL representou para muitos como eu, o avanço tecnológico do futuro.

  • Seila Albornoz (12.01.2011 | 10.53)
    Muito bom dia Ricardo. Toda manhã atualizo-me nesta ótima publicação eletrônica e, seguidamente, a repasso para amigos e colegas professores (hoje para a turma de informática). Também retiro alguns temas para discussão em sala de aula (éticamente informando a fonte) . Como procedo para que alguns amigos passem a receber esta news letter? Aproveito para desejar um 2011 com saúde, paz interior, muitos planos e relizações. Forte abraço. Seila Albornoz

  • Antonio Carlos Canova (12.01.2011 | 08.34)
    Caro amigo Orlandini, realmente, o HAL nos faz pensar na crítica ao "novo" que fazia o Artur Clarke, ao visualizar problemas que teríamos ao darmos inteligência às máquinas. Ao mesmo tempo, ele mostra a importância do sentimento humano. E hoje, não é diferente: apesar de toda automação, ainda longe do que ele previa, o que ainda prevalece é o relacionamento, a busca pelo desenvolvimento humano, apesar de tudo. Os dramas não são os mesmos do filme do HAL, mas de certa forma tem a mesma origem: as "máquinas, criaturas" que nos ameaçam são as mesmas que nos ajudam. E a culpa não são "delas" mas sim do lado ainda não desenvolvido nosso, seres "humanos". E falando em IBM, esta também fará aniversário em 2011: 100 anos de história. Aqui vai um link do facebook para acompanhares os eventos: http://www.facebook.com/pages/Viva-IBM/151683671537173?v=info#!/pages/Viva-IBM/151683671537173. Grande abraço.

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