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29.07.2011 | Opinião

Para morrer, basta estar vivo

Vírus

O trânsito mata milhares de pessoas todos os dias. O uso de álcool e drogas outras tantas. Essa combinação trânsito, álcool e drogas, milhares mais. Nesses casos, a imprudência faz com que cada ação, tenha uma reação.

Mas o que quero comentar hoje nesse espaço não é o trânsito, assunto que já abordei diversas vezes. Entre 2000 a 2010, 20.771 pessoas morreram de hepatites virais (A, B, C, D e E). A hepatite tipo C, a mais agressiva, tirou a vida 70% dessas pessoas (14.873 mortes). Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira, 28 de julho, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais e constam no boletim sobre hepatites do Ministério da Saúde.

Para se ter uma ideia do avanço da doença, de 2000 a 2010 houve um acréscimo superior a 460% de mortes causadas por hepatite C. Os homens são a maioria das vítimas. As regiões Sul e Sudeste concentram o maior número de casos da doença.

Muitas pessoas que são contaminadas são imprudentes ou desinformadas. A transmissão por hepatite C ocorre pelo contato com sangue ou secreções contaminadas pelo vírus durante a relação sexual sem o uso de preservativo. Utilizar objetos cortantes, como alicate de unha e equipamentos usados em tatuagem e piercing também podem contaminar a pessoa.

A hepatite A, por sua vez, é transmitida pelo contato com água e alimentos contaminados. Esse tipo de contaminação concentra-se nas regiões Nordeste e Norte, onde há escassez de redes de esgoto e água encanada.

Mesmo assim, a prevalência da doença é considerada de baixa a intermediária no Brasil em comparação com outros países. A partir de agosto, o Ministério da Saúde vai disponibilizar testes rápidos, com capacidade de diagnosticar a hepatite em 30 minutos. Atualmente, o resultado demora cerca de 15 dias. Algumas providências podem ser simples e impedir o avanço dos vírus. Deve-se, por exemplo, evitar o uso comum de objetos, como lâmina de barbear ou alicate de unha.

São atitudes que podem fazer toda a diferença. Até porque não queremos tão cedo passar a acreditar mais ainda no famoso ditado popular: “Para morrer, basta estar vivo”. Em todas essas situações, nós podemos evitar. Ação e reação.


Tags: Hepatites, Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador, Saúde, brasil, ministério, mortes






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