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05.10.2011 | Opinião

Mudando as estatísticas.

Motociclista

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o índice de mortalidade entre os usuários de motocicletas no Brasil aumentou nove vezes nos últimos quinze anos.

Apenas em 2010, 145 mil vítimas desses acidentes foram internadas na rede pública, o que representou uma despesa de R$ 187 milhões, 45% do total gasto com acidentados no país.

O ministro está enviando ao Congresso Nacional, uma proposta que visa tentar reduzir este problema. A ideia é exigir do comprador da motocicleta devida carteira de habilitação.

O ministro também quer lançar uma campanha educativa em rádio e TV com o objetivo de reduzir estes acidentes.

Devemos lembrar também que as motocicletas tornaram-se muito baratas e por este fato, um meio de transporte para milhares de brasileiros.

Peço desculpas se sou repetitivo e bato constantemente na mesma tecla, mas não posso esquecer algo que sou lembrado todos os dias quando transito pelas nossas ruas e estradas.

Ontem pela manhã, mais uma vez, presenciei cenas que me convencem que nossas estatísticas de acidentes e mortes no trânsito são generosas, pois não refletem a verdadeira irresponsabilidade desta turma que anda como se o mundo fosse acabar em segundos.

Chego à conclusão que, pelo menos para estes maus motociclistas, as ruas se tornaram uma arena, tipo o “Coliseu Romano”, onde os gladiadores ali entravam com a certeza de que muitos morreriam.

Hoje estes novos gladiadores montam em seus cavalos de aço, colocam suas frágeis armaduras e se atiram em uma incompreensível luta para ver quem morre primeiro.

Num percurso de poucos quilômetros e muitas sinaleiras, assisti pelo menos 30 motocicletas passarem o sinal vermelho sem a menor cerimônia, e quase causando algum acidente.

E não é exagero meu, é fato.

Os carros já estavam parados e as motocicletas avançavam entre os veículos buzinando como se isso fosse tira-los da frente.

Os números em Porto Alegre refletem o alerta do Ministro da Saúde e que ocorre em todo Brasil. Das 135 vítimas fatais em acidentes no ano passado, 55 eram motociclistas. Neste ano, até agosto, de um total de 86 vítimas fatais, 41 eram motociclistas.

Apesar dos enormes esforços das autoridades de trânsito na educação e fiscalização, os motoristas no geral, e os motociclistas em especial, parecem não entender que nossas vias não são pistas de corrida e que o mundo não vai acabar em um minuto.

Por falar nisso, lembro-me de um velho e sempre atual slogan que diz:
“Perca um minuto de sua vida, e não sua vida em um minuto”.

Quem sabe a sociedade se conscientiza e colabora definitivamente no sentido de mudar estas trágicas estatísticas?


Tags: moto, motociclista, acidente, morte






Opinião do internauta

  • James Masi (05.10.2011 | 09.52)
    Tudo acontece porque não há o devido controle e nem a devida punição, mesmo quando o infrator é flagrado. Se um motociclista que causa um acidente, fosse obrigado a indenizar as vítimas, independentemente de estar ou não todo quebrado, com certeza essa estatística já diminuiria muito. Mas é aquele coisa bem Brasil... Coitadinho, tá todo machucado, ele é "pobre", etc. e fica tudo por isso mesmo.

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